sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

DÍZIMOS E OFERTAS* (Subsidio EBD)

Por Gilson Barbosa

Quando o assunto é dízimo as opiniões se dividem. O que durante anos passou ileso, nos últimos tempos tem recebido muitas críticas. Por que será? Ora, o ensino sobre o dizimo não é bíblico? Abraão, que viveu antes da lei, não dizimou? Não diz Malaquias que aos dizimistas, as janelas dos céus seriam escancaradas? Não escreveu Joel que a omissão em entregar os dízimos ao Senhor estava resultando em calamidades?  Essas perguntas contêm em si mesmas respostas dos que são favoráveis à entrega ou devolução do dízimo.

Não posso afirmar se os teólogos responsáveis pelo conteúdo doutrinário das lições que estamos estudando nesse trimestre agiram intencionalmente, mas achei muito interessante este assunto ser discutido após a lição que tratamos sobre as implicações da Teologia da Barganha (Lição 8). Infelizmente sou obrigado a dizer que não somente os crentes tem tentado barganhar com Deus nos dízimos e ofertas, mas até mesmo alguns pastores das igrejas evangélicas ensinam algo parecido com isso nos púlpitos.  

Por exemplo, ouvimos muitas pregações, fundamentadas em Joel 1.4, que se dizimarmos, Deus nos protegerá do gafanhoto cortador, do gafanhoto migrador, do gafanhoto devorador e do gafanhoto destruidor. Em outras palavras haveria escassez de gêneros alimentícios; carestia causada pelo gafanhoto e pela seca. Neste caso, o armário do crente fiel a Deus, mas negligente nos dízimos, se tornaria igual ao dos cidadãos de Jerusalém.

Contudo, o fiel intérprete dos textos sagrados sabe que a seção de Joel 1.1-2.17, descreve o julgamento Divino aos judeus contemporâneos do profeta e que a sentença era resultado dos pecados do povo judeu. Acerca dos gafanhotos diz o reformador João Calvino, no comentário de Joel:

Ele acrescenta do que consistia o juízo— que a esperança deles de alimento havia por muitos anos sido frustrada. Amiúde ocorria, sabemos, de as locustas devorarem o trigo já crescido; e os besouros e lagartas faziam o mesmo: esses eram eventos ordinários. Porém, quando uma devastação se sucedia e outra se seguia, sem haver fim; quando houvera quatro anos estéreis, produzidos repentinamente por insetos que devoraram a vegetação da terra, seguramente isto não era habitual. Por conseguinte, o Profeta diz que tal não podia ter sido por acaso; pois Deus tencionava exibir aos judeus algum portento extraordinário, para que, mesmo contra a vontade deles, observassem a sua mão. Quando alguma coisa insignificante acontece, se for rara, chamará a atenção dos homens; pois frequentemente vemos que o mundo faz uma grande barafunda acerca de frivolidades. Mas é de se admirar, diz o Profeta, “que isso não haja produzido efeito sobre vós. O que então fareis, posto que estais famintos, e as causas são evidentes; pois Deus amaldiçoou a vossa terra, trazendo esses insetos, os quais consumiram vosso mantimento diante de vossos olhos. Visto ser assim, certamente é o tempo de vós vos arrependerdes; mas até aqui tendes estado mui descuidados, tendo ignorado os juízos divinos, os quais são tão fenomenais e memoráveis”

O obreiro que é fiel intérprete das Escrituras Sagradas jamais usará esse texto para sustentar a prática do dízimo, pois não há nenhuma indicação desse assunto na profecia de Joel. Agir desta forma poderá trazer sérios problemas espirituais aos crentes, além de não passar de mera barganha com Deus, pois se você der Deus devolverá â você duplicado, triplicado, quadruplicado...

Devolver o dízimo ao Senhor deve partir sempre da liberalidade pessoal do crente e não de uma pressão compulsória da liderança da igreja. Quando a liderança age pressionando, contraria o ensino a respeito do dízimo. Alguém pode estar se perguntando: Mas, qual o significado da palavra dízimo?  O autor Frank Viola responde:

No Velho Testamento, a palavra hebraica para “dízimo” é maaser, que significa décima parte. No NT, a palavra grega é dekate, que também significa décima parte. A palavra não é tomada do mundo religioso, mas do mundo da matemática e finanças.

CLASSE DE DÍZIMOS NO ANTIGO TESTAMENTO

No Antigo Testamento havia três tipos de dízimos. Primeiro, um dízimo do produto da terra para sustentar os levitas, que não tinham herança em Canaã: “É dever dos levitas fazer o trabalho na Tenda do Encontro e assumir a responsabilidade pelas ofensas contra ela. Este é um decreto perpétuo pelas suas gerações. Eles não receberão herança alguma entre os israelitas. Em vez disso, dou como herança aos levitas os dízimos que os israelitas apresentarem como contribuição ao Senhor. É por isso que eu disse que eles não teriam herança alguma entre os israelitas” Nm 18.23, 24.

Neste primeiro modelo é que se tenta buscar respaldo para o pastorado integral no trabalho ministerial. Porém, não podemos esquecer que o contexto histórico e as necessidades do ofício levítico são extremamente diferentes das necessidades pastorais hodiernas. O ministério levítico, conforme as exigências de Deus, não tem razão de existir hoje em dia.  

Segundo, havia um dízimo anual do produto da terra para patrocinar festas religiosas em Jerusalém. Se o produto pesasse muito para ser levado a Jerusalém, poderia ser convertido em dinheiro: “Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente. Comam o dízimo do cereal, do vinho novo e do azeite, e a primeira cria de todos os seus rebanhos na presença do Senhor, o seu Deus, no local que ele escolher como habitação do seu Nome, para que aprendam a temer sempre o Senhor, o seu Deus” Dt 14.22, 23.

Terceiro, outro dízimo era arrecadado a cada três anos do produto da terra para os levitas, para os levitas locais, órfãos, estrangeiros e viúvas: “Ao final de cada três anos, tragam todos os dízimos da colheita do terceiro ano e armazene-os em sua própria cidade, para que os levitas, que não possuem propriedade nem herança, e os estrangeiros, os órfãos e as viúvas que vivem na sua cidade venham comer e saciar-se, e para que o Senhor, o seu Deus, o abençoe em todo o trabalho das suas mãos” Dt 14.28, 29. Esse terceiro modelo é muito relevante para análise da devolução dos dízimos e do seu devido uso. Tinha como objetivo principal socorrer os mais necessitados entre o povo. Os críticos dizem que os dízimos não são usados para atender esse tipo de pessoas nas igrejas evangélicas e que, o que lhes sobra de consolo são os mantimentos doados, novamente pelos irmãos que dizimam dinheiro à igreja.

Segundo as normas registradas em Levítico 27.30-32 era requerido o dízimo “dos cereais”, “das frutas das árvores” (safras) e dos “rebanhos”. O Novo Dicionário da Bíblia (Ed: Vida Nova) informa qual o procedimento no pagamento desses dízimos:

A maneira de pagar o dízimo do gado era com segue: o proprietário contava os animais conforme iam passando para o pasto, e cada décimo animal era dado a Deus. Dessa maneira não havia possibilidade de selecionar animais inferiores para pagamento do dízimo dentre o gado vacum e o gado miúdo (Lv 27.32 e seg.). Se um hebreu preferisse dedicar a décima parte da produção de seus cereais e frutas, na forma de seu valor monetário, tinha a liberdade de fazê-lo, mas um quinto dessa soma tinha de ser adicionado. Não lhe era permitido redimir a décima parte de seus rebanhos de gado vacum e de gado miúdo dessa maneira.

Todo esse procedimento obviamente teve de ser adaptado ao longo do tempo e hoje o dízimo é referente à moeda nacional de cada país.
  
E O DÍZIMO QUE ABRAÃO DEU A MELQUISEDEQUE?

Os que argumentam em favor do dízimo como um costume pré-mosaico, citam o episódio onde Abraão deu o dízimo à Melquisedeque – um tipo de Cristo. Com isso justifica-se que a prática do dízimo não está atrelada estritamente a lei de Moisés (Lv 27.30-32), mas é anterior a ela.  O pastor José Gonçalves, comentarista da Lição Bíblica deste trimestre, lembra-nos que

O que deve ficar claro é que a lei mosaica não criou as práticas do dízimo ou das ofertas, mas apenas deu-lhes conteúdo e forma através das diversas normas ou leis que as regulamentaram. Tal verdade fica patente ao constatar que o ofertar já era uma prática observada nos dia de Abel (Gn 4.4), e que o dízimo já era praticado pelos patriarcas (Gn 14.20; 28.22). 


A Bíblia de Estudo de Genebra anota deste episódio que

a prática de se pagar o dízimo ao rei ou a um deus era comum no antigo Oriente Próximo e é anterior à lei mosaica (Gn 28.22; 27.30-33; Nm 18.21-32). O presente de Abraão à Melquisedeque não era, provavelmente, o pagamento do “dízimo do rei” (cf I Sm 8.15,17), porém, um oferta que refletia o respeito de Abraão para com Melquisedeque como sacerdote do Deus verdadeiro.

Mas, Frank Viola, outro cristão estudioso, contesta o exemplo de Melquisedeque para justificar a entrega dos dízimos com os seguintes argumentos:

Primeiramente, o dízimo de Abraão era completamente voluntário. Não obrigatório. Deus não o ordenou como havia feito com o dízimo de Israel. Em segundo lugar, Abraão dizimou dos saques que ele havia adquirido depois de alguma batalha. Ele não dizimou de suas rendas nem de sua propriedade. O ato de dizimar de Abraão seria algo parecido com receber uma bonificação no trabalho, uma gratificação de Natal, para depois dizimar. Em terceiro lugar, e o ponto mais importante, esta foi a única vez que Abraão dizimou em todos os seus 175 anos aqui na terra. Não há evidência de que ele voltou a repetir tal coisa novamente. Consequentemente, se você deseja usar Abraão como “texto de prova” para dizer que os cristãos necessitam dizimar, então você é obrigado a dizimar apenas uma vez!

Apelar para o fato histórico do dízimo de Abraão à Melquisedeque é emblemático também no sentido de que deveríamos usar o mesmo critério para outras práticas, como por exemplo, o da circuncisão. Abraão não foi circuncidado antes da lei mosaica também?  E porquê os cristãos não se circuncidam? Por que utilizar o critério somente para o dízimo? Jesus não era incoerente com este fato, pois pagava o dízimo, mas também era circuncidado. Jesus era judeu e viveu como tal. 

O NOVO TESTAMENTO RESPALDA O ENSINO DO DÍZIMO?

É comum argumentar que a devolução dos dízimos trata-se do desprendimento avarento que um crente venha ter e que parte de um reconhecimento das benesses que o Senhor tem proporcionado aos seus filhos. Não sei se isso é justificável à luz das experiências. Há crentes que dizimam há décadas, porém mistificaram tanto o dízimo a ponto de trocá-lo pela vida de santidade, ou seja, vivem embaraçados com coisas desta vida, endividados financeiramente, carentes de vida espiritual abundante, nas não abre mão de dizimar. Para quê está servindo o dízimo a essas pessoas? Isso me faz ponderar que nem sempre dizimar é sinal de bênçãos materiais multiplicadas, desprendimento pessoal e voluntário e nunca deveria ser critério para avaliar a piedade cristã. O dízimo não é questão de salvação, mas de entender que a obra do Senhor necessita de apoio financeiro. Se os crentes não dizimarem ou ofertarem, a igreja local terá sérias dificuldades para manter seus compromissos.

Eu já disse mais de uma vez que o bem-estar financeiro de um crente, tanto quanto de um não crente, reside em cumprir o que a Teologia Reformada denomina de mandato cultural. O que vem a ser o mandato cultural? James Montgomery Boice explica:

A Teologia Reformada também enfatiza o mandato cultural ou a obrigação de os cristãos viverem ativamente em sociedade e de trabalharem para a transformação do mundo e suas culturas. Os reformadores tiveram várias perspectivas nessa área, dependendo da extensão como acreditam que tal transformação seja possível.  

O Novo Testamento não trata explicitamente sobre a prática do dízimo. Na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel à palavra dízimo aparece por sete vezes (Mt 23.23; Lc 11.42; 18.12; Hb 7.2, 4, 5, 8), mas, em nenhuma delas é prescritiva e sim descritiva. O presbítero da Igreja Reformada Presbiteriana Túlio César Costa Leite explica que

uma preciosa norma de interpretação afirma que um texto descritivo pode ilustrar uma doutrina, porém não pode ser base de doutrina.

A dificuldade de respaldar o ensino sobre o dízimo no Novo Testamento são duas: a contraposição entre Nova Aliança e Antiga Aliança e os tipos de dízimos que eram praticados no Antigo Testamento. Os três tipos de dízimos, no Antigo Testamento, dificilmente podem ter a mesma aplicação hoje em dia.

Quanto ao apóstolo Paulo, ele não orientou as igrejas sob sua liderança a dizimar, mas, quando os irmãos necessitados da Judéia necessitaram de ajuda ele organizou uma coleta para ajudá-los. Esta, deveria ser conforme a prosperidade de cada um. Isso significa que alguns irmãos, por terem melhores salários que outros, deveriam contribuir com mais de 10% se possível: “Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for” (I Co 16.1,2).  

Segundo Paulo as contribuições deveriam ser feitas com alegria, liberalidade e generosidade e não por obrigação legal: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (II Co 9.7) ou “Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria” (Rm 12.8).

Meu pedido é que sejamos sábios, maduros e entendidos para sabermos que na Nova Aliança o Senhor não nos obriga a obediência a Lei do Antigo Pacto. O autor Frank Viola diz que se um crente deseja dizimar voluntariamente ou com base em uma convicção, não há problema. O dízimo chega a ser um problema quando é apresentado como um mandato de Deus, obrigatório para todo crente. O bom é fazer as coisas para Deus com alegria e não por obrigação, medo ou imposição, e nesse ato está os dízimos e as ofertas para a manutenção da obra que o Senhor delegou a alguns de seus filhos. Este é o principio extraído do antigo dízimo, para o crente da Nova Aliança. 

Em Cristo,


Para não alongar demais o assunto, ser enfadonho e perder o foco, não trato das questões das ofertas neste post. Quem sabe em outro post.  


12 comentários:

  1. Amado irmão Gilson, saudações em Cristo!

    parabens por seu entendimento a respeito da contribuição bíblica e de sua coragem em tornar público esse entendimento, pois o irmão está embasado na verdade absoluta que é a Palavra de Deus.

    Nós da IPRB (igreja Puritana Reformada do Brasil) diferimos do irmão apenas com relação aos tipos de dízimos do Antigo Testamento, pelo seguinte fato:
    Consideramos que o livro de Deuteronômio, cujo nome significa "repetição de leis", nos apresenta Moisés reafirmando a lei de Deus à nova geração de hebreus que entraria na terra prometida (A geração anterior pereceu no deserto por causa da incredulidade, com excessão de Josué, Calebe e a tribo de Levi). Nessa reapresentação da lei, ao tratar dos dízimos, Moisés nos apresenta apenas dois tipos: O primeiro é aquele que deveria ser desfrutado pelo próprio ofertante no lugar estabelecido pelo Senhor para o culto, e o segundo, é o dízimo do terceiro ano, que todas as tribos deveriam recolher para os levitas, o órfão, a viúva e o estrangeiro (Dt 14.22-29). Entendemos que o texto de Dt 14.27-29 regulamenta o que é dito em Nm 18.21-32. Nos anos que não eram correspondentes ao terceiro , os levitas tinham o sustento provido pelas ofertas (não pelo dízimo) das outras tribos (Nm 18.8-19).
    Sobre o dízimo dado por Abraão a Melquisedeque, entendemos que ele nos dá uma lição espiritual. Como Melquisedeque é um tipo de cristo e nós somos filhos na fé de Abraão, compreendemos que ao dar a nossa contribuição precisamos fazê-la com a convicção de que estamos servindo a Cristo (Mt 25.31-46).
    Na prática, não aceitamos como mandamento para a igreja a questão do dízimo. Os membros da igreja devem contribuir de acordo com os princípios estabelecidos no Novo Testamento, os quais o irmão conhece muito bem e tem defendido corajosamente.
    Quanto ao propósito da contribuição, também seguimos o modelo do Novo Testamento: O sustento (não o luxo) dos presbíteros, especialmente o presbítero que tem o dom de pastor e/ou aquele que tem o dom de mestre (I Co 9.1-15;Ef 4.11;I Tm 5.17,18) e o auxílio dos nacessitados, principalmente os domésticos da fé (Gl 6.10; Tg 1.27).
    Não praticamos a contribuição no culto. Como subscrevemos a confissão de fé de Westminster e, consequentemente, o princípio regulador do culto, o qual estabelece que no culto só pode ser incluído os elementos que o Senhor ordenou(o que não envolve as ofertas) (Dt 12.32) e tendo também como base o texto de I Co 16.1,2, orientamos os irmãos a depositarem as suas contribuições no gazofilácio, antes ou depois do culto.

    Conte sempre com as minhas orações! Grande abraço!

    Pr. Rosivaldo Sales


    Grande abraço! Conte sempre com minhas orações!

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  2. Pr Rosivaldo,

    Muito gratificante e edificante seu comentário. É bom que os irmãos entendam as formas de contribuir e dizimar ao Senhor. Parabéns pelo comentário.

    Grande abraço.

    Seu irmão em Cristo.

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  3. Caro irmão Gilson
    Parabéns por este texto muito sensato e muito honesto sobre dízimo, ainda mais enriquecido com a contribuição do Pr. Rosivaldo Sales. Percebo que este assunto não tem sido tratado com a devida "honestidade exegética" por muitos que tentam explicá-la. Sem dúvida, um dos melhores textos que tenho lido sobre o assunto.
    Um abraço,
    Elizeu

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  4. pr,excelente estudo,e o que muitos pastores deveriam ensinar,nas ig,muitos aprendeu assim,e nao querem sair da avareza,pregam com avareza estimulam os ouvintes a levar com avareza ainda iventam uma tal de campanha que os templos enchem,ai vamos contribuir que sua vida vai mudar,sua vida financeira vai melhorar,seu casamento,sua casa propria ate quem paga aluguel,para sair do aluguel,contribuir eu nunca entendir pois conhecir uma irma que dava agonia segundo ela quando nao dizimava tinha que levar levar e a vida financeira,desgracada,vida congugal,muitas coisas,ao contrario do falavam em cima do dizmo,tudo o acontecia,e justamente pra quem esta dando o dizmo nao era pra acontecer.pois esquecem do sacrificio da cruz,de ler a biblia de forma absoluta e objetiva.

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  5. Prezado (a)

    Interessante a informação que "certa irmã ficava agoniada quando não dizimava". Ensinar o dizimo como obrigação é nisso que dá. Crentes com sentimento de culpa, achando que são ladrões e que com isso sua salvação de alguma forma está sendo prejudicada. É uma pena que aprenderam assim.

    Obrigado por visitar este blog. Divulgue aos seus contatos.

    Em Cristo,

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  6. pr.GILSON interresante e que em GN 14-18ao 24-o rei de sodoma melquisedeque,nao aceitou os despojos da guerra ,no versiculo20:diz e bendito seja o Deus Aaltissimo de Abrao,que entregou os teus inimigos nas tuas maos.Certo,21 e o rei de de sodoma disse a Abrao:Da-me a mim as almas e a fazenda toma para ti,pelo que entendir o rei nao aceita os dizmos do despojos, certo?Abrao diz que ora ao Senhor,que desde um fio ate a correia dum sapato,nao tomarei coisa alguma de tudo o que e teu;salvo o que os jovens comeram e a parte que toca aos varoes,pr sei que o povo cristao que gosta de le a biblia e por misericordia de Deus,e tem procurado viver,por esta palavra que e viva,absoluta,e tambem de muita valia que falassem um pouca do que diz em mt23/23onde que cumpria a lei eram os hipocritas e os fariseus,quem e que esquecia a misericordia e o amor?quem era que mandava tocar trombeta na hora da entrega do dizmo?mt6/1-2-3-4...ora pr como e que alguns falam,na hora da entrega do dizmo;nos cultos ate hoje e traz malaquias, trazei o dizma na casa de DEUS,todos vos mi robais nos dizmos,E NAS OFERTAS ALÇADAS?pelo que diz foi algo que o pova ja tinha levado,entao qundo lemos malaquias temos consiencia,de que eram os sarcedotes que estavam corrompendo o altar desviando,os dizmos e as ofertas alcadas,do concerto que Deus fez com os Leviticos ,comeca do cap/2.como hoje pr existem poucos como o sr pr que esclarece textos tao polemicos,porem verdadeiros,que estao perdidos desde que a igrja (corpo) primitiva se perdeu na caminhada crista, sabemos que existia na epoca de Paulo homens escolhido de maos pelo O Espirito SANTO PARA TOMAR CONTA DESSE NEGOCIO,nem dinheiro paulo fala e sim dadiva,porque realmente e uma dadiva voce tirar do seu suor para ajudar um irmao,sei que antigamente nao tinha aposentadorias pelo gov,hoje ja existe varois,mas ainda existem muitos irmaos que precisam das nossas contribuiçao,mas da maneira que estao pregando e barganha mesmo,troca o favor imerecido da cruz,pelo qual Jesus derrotou satanas na cruz para nos fazer vencedor,nas lutas,por tadas as areas na vida cristã,por valor.lemos que na epoca de Paulo e os outros apostolos,nas epistolas,estava existindo com os falsos mestres do mesmo jeito que esta hoje senao ele nao exortava,pois se ele mesmo fala que estavam fazendo da palavra de DEUS meio de negocio,com certaza,os falsos MESTRES estavam vendo o sucesso dos apostolos,e começaram,prometer em troca do dizmo,hoje esta de mais,e com o passar do tempo vai piorar,PAULO,nao fazia questao para nao ser pezado,para nao caluniar o puro evangelho,ele tinha direito,mas por amor ao evangelho ele nao fazia questao,olha que ele,realmente vivia do evangelho,mas com certeza Deus e um Deus de provisao,para a vida de Paulo tocava no coraçoes dos irmaos para da para paulo.mas ele fazia coleta pra os irmaos pobres daquelas regiao,,hoje dispertam avareza,ora quem nao que dar para receber de Deus. o enganado,insensato de coraçao leva e fica esperando,Paulo suava a camisa,caminhando,outrora no mar,no deserto.no meio de lobos feras,hoje nao temos animais ferozes em nosso meio,mas temos homens vestidos de cordeiros mas sao verdadeiros lobos no seu interior,olha pr o assunto e muito vasto,sao tantos a respeito deste,que Deus nos abencoe,abra nossos entendimento a respeito das escrituras sagradas,que O Espirito Santo nunca deixe nos enganar nestes ultimos dias,tanto com o dizmos,como com outras heresis.que Deus te abencoe em Cristo Jesus.V.M.S

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  7. Olá, a paz Gilson Barbosa!


    Em face do artigo veiculado acima - do qual ficou muito bom - houve ponderação, citação e muita sensatez na produção do texto.

    Vejo também um ponto importante no seu conceito do qual destaco: "... os três tipos de dízimos, no Antigo Testamento, dificilmente podem ter a mesma aplicação hoje em dia." Verdadeiramente isso é fato!

    Portanto, gostaria de convidar o amigo - e os demais - a ler um TCC acadêmico/teológico sobre o dízimo que está postado no site [ www.reformaja.org ] no link "arquivos": A sombra do Templo no Dízimo e na Igreja.

    Também acreditamos que o material produzido faça parte do vosso ambiente de estudo e análise. Por esta razão, leia a pesquisa até o fim se for possível, pois o desenvolvimento do texto é realmente "desafiador"...

    Um abraço!

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  8. Creio que tudo o que se faz de coração e com fé em Deus jamais é em vão, pois ele é justo e fiel e certamente considera cada ato e intenção com relação aos bem intencionados para com sua obra e certamente quem assim dizima de fato pode sim ser abençoado, idependente da lei ou não, a atitude de Abraão nos mostra isto pois antes mesmo da lei dizimou.

    Mesmo na lei é muito claro a finalidade do dizimo e o procedimento adotado; manter a casa de Deus , seus sacerdotes e levitas sendo estes que por sua vez não poderia se ter herança como uma condição pois seria sustentado dos dizimos mas não se apropriaria dele, tendo em vista que não teriam o direito de acumular patrimônio e bens para herança; outra finalidade clara do dizimo é de forte carater social aos realmente nescessitados: estrangeiros, orfãos e viuvas. Isto tudo demonstra grande transparência pois não se trazia parte das colheitas e animais impercetivelmente o que facilitava a boa gestão uma vez que se via o que era trazido.

    Lembrando ainda que a antiga lei dos dizimos esteja valida para nós hoje o que de fato ocorre é muito diferente.

    O que se está fazendo é uma extorção, chantagem, distorção da lei e manipulação em causa própria, a dos do "donos da igreja" que não o nosso Senhor Jesus.

    Persuasão, obrigando as pessoas dizimarem ou por interesse comprando a benção, através de testemunhos do tipo: eu dizimei e apareceu dinheiro na minha conta, sem ao menos se importar se aquele dinheiro é dele ou não se foi algum engano do funcionario do banco ou do depositante.

    Outra maneira pela qual estão ensinando a dizimar não é pelo fato de dar com alegria que Deus ama, mas simplesmente por mêdo, por jugo, por pesar , pela chantagem pastoral de que serão amaldiçõados, devorados pelo devorador e etc.
    E após isto a forma equivocada de usar o "provai-me nisto" audaciosamente "determinando" ou "exigindo" que sejam abençoados.

    No que diz respeito a administração disto, apenas a deslavada frase: faça a sua parte dizime, o importante é você dizimar se o pastor vai fazer bom uso ou não ele dara contas a Deus; como se isto baste para a nossa cooperação com a obra de Deus, dar o dinheiro na mão da "familia real" dos " donos da igreja" e o que eles fizerem é problema deles????
    Cade o sustento das viuvas, orfãos e estrangeiros?????

    Fazer investimento em favor do nosso Rei Jesus, ou dos interesses pessoais de charlatões que estão tendo vida de reis a custa das lãs das ovelhas, em sua vida de morodomias, carrões, mansões , jatinhos, glamour, badalação gospel e etc......

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  9. Irmão Carlos Alberto,

    Obrigado pelo comentário. Ele servirá para análise dos leitores.

    Em Cristo,

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  10. texto excelente e de sabedoria, que Deus abençoe!

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    1. Graça e paz!

      Obrigado pela visita a este blog. Compartilhe com seus amigos. Grande abraço.

      Em Cristo,

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  11. Só errou ao dizer que Jesus "pagava" dízimos. É impossível provar isso biblicamente, pois Jesus não tinha terras para colher cereais, frutas ou outro tipo de plantação, nem tinha também nenhum tipo de gado. Ele mesmo disse que não tinha nem onde reclinar a cabeça. E a Lei era clara ao dizer que os pobres deveriam ser beneficiados com um dos tipos de dízimos. Era o caso de Jesus. Ele não "pagava" dízimo. O máximo que ele fazia era, sim, pagar os impostos ao governo romano.

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