domingo, 27 de novembro de 2011

A MÚSICA CRISTÃ EVANGÉLICA

Por Gilson Barbosa

Caro leitor, você sabe o que é e o que significa o Triunfalismo, no movimento evangélico contemporâneo?

Ele pode ser explicado como um modo de pensar que vê o cristão como infalível, indestrutível, um “super crente”, imune dos acontecimentos que acometem a humanidade; é também um dos principais ramos da Teologia da Prosperidade ou “Palavra da Fé”.


Entendo ser importante comentar sobre os triunfalismo na esfera musical, tendo em vista que a música cristã tem sido influenciada por esse “espírito” moderno. É necessário atentarmos ao modo de como deve ser a música cristã em nossos cultos, especialmente nas liturgias. Ela é um dos elementos do culto – os outros são: orações, leitura e exposição da Palavra de Deus, contribuições financeiras para manutenção da obra de Deus (leia-se igreja local). A expressão musical tem por objetivo principal o louvor à Deus. Nesse sentido as expressões cantar ou louvar tem o mesmo sentido, senão, teríamos de admitir que, quem canta não louva (não adora a Deus) e quem louva (a verdadeira adoração) não canta. Não precisamos enfeitar o pavão e exagerarmos nos clichês. 


Pelo menos em três ocasiões o apóstolo Paulo faz menção de hinos e salmos na liturgia cristã (Ef 5.19; Cl 3.16; I Co 14.26 AC). Sempre foram constantes os hinos de louvor entre o povo de Deus, tanto do Antigo Testamento (Israel) quanto do Novo (Igreja Primitiva). Por brevidade limitarei menções à música cristã apenas ao período neotestamentário.


Jesus, como estava inserido dentro da cultura judaica e sendo um judeu de nascimento, cantava hinos e salmos. A Bíblia diz que após ter celebrado a páscoa (Ceia) o Senhor Jesus cantou um hino com seus discípulos e saíram para o monte das Oliveiras (Mt 26.30). Segundo um historiador (SCROGGIE) era costume cantar uma parte dos Salmos 113 a 118 do Hallel Egípcio, por ocasião da comemoração da páscoa (REVISTA OBREIRO, nº 12, p.90). Os versículos 22,23 do Salmo 118 foram citados e aplicados ao Senhor Jesus, por ele próprio (Mc 12.10,11; Mt 21.42; Lc 20.17).


O escritor Lucas registra quatro cânticos, ao estilo dos Salmos, e são conhecidos como: Magnificat (1.46-55), Benedictus (1.67-79), Gloria in excelsis Deo (2.13,14) e Nunc dimitis (2.28-32). A Bíblia de Estudo de Genebra (p.1427) anota que “Paulo pessoalmente uso a música na sua própria adoração de culto (At 16.25), e tem sido, desde há muito, observado que suas cartas contêm porções de hinos cristãos primitivos (Ef 5.14; Fp 2.6-11; Cl 1.15-20; I Tm 3.16)”. 


Dito essas coisas a respeito da música cristã, minha preocupação tem sido o conteúdo doutrinário nas letras dos hinos evangélicos e cânticos de grupos que não confessam a mesma fé que confessamos. Quanto ao primeiro caso, doutrinas do Triunfalismo e da Confissão Positiva tem sido a preferência dos compositores “evangélicos”. Refrões tais como “Campeão, vencedor, Deus dá asas, faz seu vôo”, ou “Deus não rejeita oração” ou ainda “recebe a cura, recebe a unção, unção de conquista, unção de multiplicação”. Todo o leitor da Bíblia possuidor do mínimo conhecimento doutrinário sabe que esses “ensinos” cantados não se respaldam pelos ensinos de nosso Senhor Jesus Cristo ou dos apóstolos. Não podemos ignorar que o hino cristão é uma oração cantada, e por isso temos de usar palavras certas ou deve haver nele doutrinas ortodoxas. Entre esses louvores há letras que instigam a vingança fraternal, o egoísmo e individualismo, onde o que importa mesmo é que no final e a qualquer custo Deus dará vitória.


Quanto ao segundo caso, não podemos apoiar grupos sectários somente porque seus hinos são “ungidos” ou porque “os louvores são impactantes”. Sabemos que a música “mexe” com a alma humana e é capaz de levarmos a emoções diversas. Neste caso, deve ser lembrado o que certo pastor disse acertadamente que, nossas emoções também caíram no Éden, ou seja, elas podem conter equívocos (Jr 17.9). Nenhum crente possui autoridade para respaldar se determinado hino é “ungido” ou não apenas pelas suas emoções, sem levar em conta a fé ou corpo de doutrinas professadas pelo cantor ou grupo.


Alguém pode dizer: “mas Deus fala comigo quando cantam, eu sinto a presença de Deus”. Porém, Deus não se contradiz e não é Deus de confusão (I Co 14.33). Há um grupo de louvor evangélico (VOZ DA "VERDADE") que nega a doutrina da Trindade dizendo que, na verdade, o que de fato aconteceu foi a manifestação de Jesus nos tempos históricos: são os sabelianistas ou modalistas. Esse ensino é herético e gravíssimo.  O apóstolo João chama de anticristo (opositor de Cristo) os que negam a humanidade de Jesus e a distinção entre as pessoas de Jesus e do Deus-Pai (I Jo 2.22-24), e por extensão as três pessoas da trindade (Mt 28.19; 3.16,17). Quando Jesus disse “Eu e Pai somos um” não está dizendo que Ele é o próprio Deus-Pai (Jo 10.30). Da mesma forma ele não é o Espírito Santo, pois afirmou que Deus enviaria outro Consolador, o que se entende por um substituto e da mesma essência que Ele (Jo 14.16). Quando o Espírito Santo veio, após a ascensão de Cristo, Deus-Pai e Deus-Filho permaneceram no céu. Este, não ficou vazio.

O sentir (as emoções) também não pode ser critério para aceitação de certos hinos, cantores ou grupos musicais. Costumo exemplificar que os mórmons dizem que a veracidade do seu Livro pode ser atestada quando alguém lendo o Livro sentir um ardor no peito. Mas, mesmo que fosse possível alguém sentir o tal ardor, mesmo assim o Livro de Mórmon não seria verdadeiro. Pedro foi traído (e depois traiu Jesus) por sua emoção quando disse que estaria com Jesus até sua morte (Lc 22.33,34). Achava que tinha convicção suficiente ante a uma experiência inusitada. O apóstolo João disse que apenas a Palavra de Deus é a verdade, e com isso o único instrumento aferidor da verdade doutrinária (Jo 17.17). Temos que seguir o exemplo dos crentes bereanos (At 17.10,11).

Aliás, é bom que não esqueçamos que as letras de hinos evangélicos são falíveis, passíveis de erros, não possuem autoridade final, não possui inspiração plenária, e, ao contrário dessas qualidades negativas, a Bíblia os tem positivamente. Ela é infalível, inerrante, possui autoridade total e final e é plenamente inspirada por Deus. Eu também gosto de hinos, melodias, e de certa forma sou músico, mas não abro mão da ortodoxia das Escrituras Sagradas por conta da beleza estética musical.  

sábado, 26 de novembro de 2011

COMUNICADO

Graça e Paz a todos!

Comunico aos leitores deste humilde blog que, devido a agendas de aulas de teologia e trabalho secular (neste final de semana), expecionalmente este final de semana não postarei subsídio da Escola Bíblia Dominical.

Seu irmão em Cristo,

Gilson Barbosa 

sábado, 19 de novembro de 2011

COMPROMETIMENTO COM AS ESCRITURAS SAGRADAS (Subsidio EBD)

Por Gilson Barbosa
Sendo a natureza humana inclinada ao pecado, a história vivida pelos judeus (como povo de Deus) sempre se repetirá: riscos, desvios, apostasias, desobediências, pecados, secularismo, profanação, etc. Urge voltarmos ao ensino pleno das Escrituras e firmarmos “aliança” com o Senhor em seguir estritamente seus preceitos. Nos dias de Neemias o tempo era de decisão!
Desde o alto escalão até aos leigos, homens e mulheres, filhos e filhas (jovens e adolescentes) e todos os que tinham compreensão e discernimento, estabeleceram entre si que obedeceriam ao Senhor. A história se repete. Precisamos refletir sobre o nosso estado espiritual, e caso necessite, devemos firmar compromisso com o Senhor ratificando assim o nosso amor à Ele.
PODEMOS FAZER JURAMENTOS?
Os judeus fizeram um juramento público de guardar as ordenanças de Deus (10.29). Segundo certa definição juramentos “são declarações solenes que invocam a Deus como testemunha das declarações e promessas feitas, pedindo a Deus que puna qualquer falsidade”. Naquela época o juramento era um hábito comum; era uma maneira pessoal de oferecer consistência num acordo, pacto ou aliança, com o intuito de reforçar o caráter de uma promessa.

Abraão, por exemplo, deu a Abimeleque sete cordeiros como testemunhas de seu juramento (Gn 21.27-31). Em Hebreus 6.16 está escrito que “os homens juram pelo que lhes é superior, e o juramento servindo de garantia, para eles, é o fim de toda contenda”. O escritor explica nesse texto a razão de um juramento divino e quando os homens confirmam um juramento, este não está mais sujeito as alterações e desobediências.
Porém, muitas vezes os juramentos maquiavam a verdadeira intenção da pessoa e acabava por revelar o caráter daquele que os fez. Porque jurar se haverá cumprimento? É a mesma condição que se encontram os que colocam a mão sobre a Bíblia para demonstrar que falarão somente a verdade numa audiência judicial. Pra quê isso? No tempo da Reforma Protestante os anabatistas eram contra esse procedimento, ou seja, não admitia os juramentos para validar a palavra ou confiança de alguém.
No período neotestamentário Jesus criticava o fato de pessoas usarem juramentos para reforçar suas declarações. Ele disse: “De modo algum jureis [...] seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disso passar vem do maligno” (Mt 5.35-37). O que Jesus está ensinando é que devemos ser verdadeiros em todo o tempo, e não somente sob juramento. Alguns expositores entendem que não há problema em fazer juramentos, se, falar a verdade sempre será ou é hábito entre os cristãos. Nesse caso jurar ou não é indiferente. Citam a passagem bíblica onde Jesus se submeteu a juramento (Mt 26.63) e do apóstolo Paulo invocando a Deus como sua testemunha (Rm 1.9). Outros entendem que a proibição de Jesus é universal.
 
OS TRÊS COMPROMISSOS

Tendo em vista alcançarem o favor Divino os judeus fizeram três compromissos com o Senhor. O primeiro deles foi não se casarem, ou não darem seus filhos e filhas em casamento, com povos vizinhos, pois não conheciam o Deus verdadeiro, não tinham aliança com Ele e cultuavam a diversos deuses. Há mais de uma década atrás Esdras havia combatido veementemente esses casamentos mistos (caps 9 e 10), porém o problema persistia, pois, no versículo 30 eles dizem que não dariam mais suas filhas aos povos da terra, nem tomariam das filhas deles para os seus filhos. Quais os motivos dessas palavras se haviam abandonado essa prática abominável aos olhos de Deus?
Como hoje em dia tudo é tido como intolerância e preconceito é interessante atentar para o sentido em que os judeus, ou o próprio Deus, não aceitava casamentos mistos (Leia Deuteronômio 7.1-5). Nos nossos dias é como se os jovens crentes (moços e moças) casassem com jovens espíritas, católicos romanos, mórmons, testemunha de Jeová, ateus, agnósticos, secularizados, sectários e outros nessa linha. A proibição bíblica não deve ser entendida como preconceito ou intolerância, mas, como segue abaixo:
“O casamento é o mais intimo dos laços humanos e seu caráter santo era preservado na lei do Antigo Testamento. O corolário é que o casamento não deve ser contraído com incrédulos, um princípio repetido no Novo Testamento (I Co 7.39). Israel não manteve sua pureza espiritual e sofreu por esse motivo (Sl 106.37-39)”. [1]
Hoje muitos casamentos estão estragados, destruídos por esse tipo de decisão tomada no passado, e, pior do que isso, jovens cristãos cometem o mesmo erro! É necessário os pais abrirem os olhos para essa questão, orarem a Deus sobre o assunto e buscarem ajuda pastoral. O texto de II Coríntios 6.14 fala sobre a questão do jugo desigual: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?”. Apesar da interpretação primária do texto bíblico ser 1º) uma orientação paulina sobre os falsos apóstolos que buscavam influenciar negativamente os coríntios 2º) e exortá-los que não deveriam submeter suas ações ao controle deles, em certo sentido havia a intenção dos falsos apóstolos combinar falsas doutrinas com a verdade do evangelho. Paulo diz, então, que não há meio-termo. Respeitando as regras de hermenêutica, penso que assim pode suceder com um casal onde a fé professada ou as crenças são diferentes, excludentes, opostas. Pode até dar certo o casamento em si, mas dificilmente vai dar certo no aspecto religioso, pois a “verdade” de um não é a verdade do outro, assim como as crenças também não.
O segundo compromisso tem a ver com a guarda do sábado como um dia sagrado. Antes de comentar brevemente sobre o assunto sugiro que leia aqui uma consideração importantíssima sobre o assunto, feito pelo nobre pastor e apologista Natanel Rinaldi.

O sábado constava entres os dez mandamentos da Lei de Deus: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tú, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de  sábado e o santificou” (Ex 20.8-11).
A Lei proibia as seguintes realizações no dia de sábado: trabalhar (Ex 20.10), cozinhar (Ex 16.23), recolher o maná (Ex 16.26), viajar ou sair de casa (Ex 16.29), Acender fogo em casa (Ex 35.3), recolher ou apanhar lenha (Nm 15.32-36), comercializar (Am 8.5). Quanto a este ultimo texto, quase todos judeus, e nós mesmos, concordamos que vender é trabalho, mas para alguns judeus comprar não era trabalho e se os vendedores não fossem judeus não havia violação da Lei.
Porém, se para os judeus o sábado era um símbolo chave da Lei, nós Igreja do Senhor, participantes do Novo Pacto, estamos desobrigados de cumpri-lo, porque faz parte do Concerto que Deus tinha com o povo de Israel e este não possui a mesma validade para a Igreja. O escritor de Hebreus (7.12) falando sobre o novo e eterno sacerdócio de Jesus diz que “mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” e sobre a excelência do ministério de Cristo informa que “Dizendo Nova Aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar” (Hb 10.13). Entendo que Deus ainda tem um propósito escatológico com Israel, mas o tratamento com a Igreja é diferente. Somos a Nova Aliança. Mas, isso não significa que somos o “Novo Israel”. Não existe essa possibilidade, pois a Igreja de Cristo apenas inseriu-se nesse Pacto devido aos decretos eternos de Deus quanto à salvação.
Quanto à guarda do sábado para a salvação ou obediência como forma meritória diante de Deus, não há prescrição Divina para os que fazem parte do Novo Pacto. Alguns grupos defendem a guarda do sábado, semelhante ao judaísmo do Antigo Testamento e dos dias de Jesus, como os Adventistas do Sétimo Dia.
Entre eles dizem que nós (cristãos protestantes) guardamos o domingo. Quero dizer que não guardamos domingo como preceito salvífico ou para alcançar graça diante de Deus. Aliás, não guardamos dia nenhum e sim observamos o domingo como um dia onde temos a oportunidade de dedicar mais tempo às questões religiosas ou espirituais, tais como culto matutino, Escola Bíblia Dominical, evangelismo, culto de adoração à noite. É óbvio que servir a Deus é uma prática diária e não está vinculado a dias. O sábado é o único mandamento em Êxodo 20 que não se repete no Novo Testamento. Atentamos para os princípios da Lei, para o seu espírito, e não para uma Lei que possuía caráter temporário até a encarnação, e, que se finalizou com a morte de Jesus.
Os sabatólatras fundamentalistas são hipócritas. São semelhantes aos fariseus e judeus que foram censurados por Jesus, pois arrumavam um jeitinho de burlar a obediência a guarda do sábado. Por exemplo, os judeus circuncidavam no sábado, mas, não era proibida toda a atividade no sábado? Sobre esse assunto a Bíblia Apologética afirma em João 7.21-24:
“Os judeus eram ferrenhos guardadores do sábado e sempre estavam discutindo com Jesus sobre o assunto. O que é admirável no texto é Jesus afirmar que a guarda do sábado fica subordinada à circuncisão. Uma criança que devesse ser circuncidada no oitavo dia do seu nascimento (Gn 17.10; Lv 12.3) para que a Lei não ficasse invalidada, colocava a guarda do dia em posição inferior à circuncisão. Se a circuncisão é de valor secundário, inexpressivo, e nenhum cristão hoje a pratica, como terá a guarda do sábado como preceito superior? Ellen Gould White ensinava que a guarda do sábado implicava em salvação. O ensino de Jesus sobre o sábado é diferente, Ele é Senhor do sábado, com autoridade sobre o dia e inocentou os discípulos da acusação de transgredir o sábado (Mt 12.7)”.
Outra coisa, a violação do sábado era punida com apedrejamento (Nm 15.32-36). Pergunto: Qual o procedimento se algum adventista violar a guarda do sábado? Aplicarão a mesma sanção? Lógico que não! E porque não? O judaísmo do Novo Testamento prescreveu outra pena? Se prescreveu onde está ensinada e qual é? Essa é um tipo de doutrina semelhante a uma mesa com três pernas. Não se firma nunca. As doutrinas bíblicas ainda que em certos aspectos sejam difíceis de entender, são nítidas e coerentes biblicamente.
Por outro lado ninguém será salvo por algum tipo de merecimento, que se caracterize pelas obras. Dizer que temos de observar ou guardar o sábado como obra meritória para alcançar a salvação é se utilizar de elementos paralelos e periféricos doutrinariamente, o que contraria o ensino que a salvação é única e exclusivamente por Jesus (Ef 2.8,9; At 4.12). Agora, se depois de receberem a Cristo os adventistas observarem o sábado da mesma maneira e no mesmo sentido que observamos o domingo, tudo bem!  Mas, tanto na teoria quanto na prática não é isso o que acontece na doutrina adventista.
O terceiro compromisso possui aspecto financeiro, pois tem haver com os impostos religiosos. Abrange os versículos 32-39, e, é dedicado ao assunto extrema importância. O imposto do culto (Templo) fundamentava-se em Êxodo 30.11-16, e era exigido somente no caso de um censo (v.12). Nos dias de Moisés o valor exigido para o Tabernáculo era metade de um siclo, aproximadamente 6 gramas, em Neemias é uma terça parte de um siclo, aproximadamente 4 gramas de prata. Portanto, talvez devido a crise financeira da época houvesse diminuição no valor do imposto. O rei Joás convencionou que o imposto para o Templo deveria ser anual (II Cr 24.4-14) e nos dias de Jesus a prática permanecia, com a diferença de que o valor havia retornado à metade de um siclo (Mt 17.24) e que todo judeu acima de vinte anos de idade deveriam pagar o imposto anual do Templo.
Aos impostos eram dados alguns destinos. Genericamente, era destinado para o serviço e obras do Templo (Ne 10.32, 33). Estritamente, eram usados para a fabricação dos pães da proposição – doze pães colocados sobre a mesa, no templo, e depois da semana comidos pelos sacerdotes (Lv 24.5-9); às ofertas de manjares (Nm 28.5,6); para o contínuo holocausto nos sábados (semanais), nas Festas da Lua (mensais) e nas festas fixas (anuais); para as ofertas pelo pecado e para fazer expiação por Israel.
Havia também a oferta da lenha (v.34). Como está escrito em Levíticos 6.12.13, a oferta implicava na necessidade de provisão de lenha para manter o altar do holocausto aceso constantemente. A menção desta oferta é importante, pois naqueles dias havia escassez de lenha (Ag 1.8) e para providenciá-la três grupos tinham de se esforçar para a tarefa: os sacerdotes (é, sacerdote também buscava lenha!), os levitas e o povo em geral.
Os judeus juraram também ofertar suas primícias aos sacerdotes no Templo (agricultura, animais, filhos, v.35-37); esse procedimento está baseado em Êxodo 23.19 e 34.26. Os produtos agrícolas seriam ofertados aos sacerdotes (v.37). Dr Russel Shedd informa-nos que a renda do povo, dentro da economia agrícola, não se calcula em dinheiro, mas em víveres; o dízimo, portanto, era cobrado na base daquilo que as pessoas tinham em mãos (cf II Co 8.12).
Comprometeram-se a entregar seus dízimos aos levitas (vs. 37,38; Nm 18.21,24). O sustento do sacerdote e do levita vinha do dízimo oferecido ao Senhor. Concordo que os que desempenham tarefa de pastorear uma igreja deveriam fazê-la integralmente e com ajuda financeira do ministério. O apóstolo Paulo, apesar de não querer causar nenhum tipo de constrangimento a algumas pessoas, entendia que tinha direito a receber recursos financeiros para a manutenção do seu ministério – esse direito contemplava também os demais obreiros - presbíteros (I Tm 5.17,18). Não é errado receber salário do ministério para o sustento terreno e labor espiritual das ovelhas, o errado é usar o dinheiro dos irmãos para aquisição de carros caríssimos, roupas de grife, viagens paradisíacas, gastos com alimentação em restaurantes elitizados (enquanto alguns irmãos necessitados não têm nem o que comer) ou uso familiar de cartão corporativo com valor ilimitado.
O dízimo tem sido também ponto de discussão e polêmicas nos últimos tempos. Algumas pessoas entendem que sua validade legal restringe-se ao período vétero-testamentário e possui a mesma funcionalidade da circuncisão, do sábado, das festas solenes, da prescrição alimentar, das ofertas de sangue, entre outros. Dizem também que, se estes não são praticados atualmente pela igreja, porque estamos acordados num Novo Pacto, o dizimo também não deveria ser praticado. O que deveria ser ensinado aos crentes é a necessidade e responsabilidade de ofertar financeiramente com uma quantia até mesmo superior ao dízimo mensal tendo em vista sempre a manutenção da igreja, dos obreiros, dos pobres e carentes. Se Jesus não se opôs aos dízimos é devido ao contexto judaico que vivia, jamais ele poderia contrariar os mandamentos prescritos na Lei a um povo que seguia essa Lei.
SÓ AS ESCRITURAS
Bom, encerro lembrando-os que todos os juramentos judaicos possuíam bases testamentárias e a desobediência os colocavam sob severas maldições. Para os judeus havia a prescrição da Lei do Senhor (no Pentateuco), repassada por Moisés ao povo. À Igreja do Senhor, nos dias atuais, fica esse fato histórico como um princípio que devemos aplicar às nossas vidas e na igreja local onde congregamos. Infelizmente, há muitos crentes que trocam a infalibilidade e inerrância das Escrituras, por uma leitura superficial das “caixinhas de promessa” (refiro-me no caso a leitura integral da Bíblia Sagrada), apegando-se as promessas de maneira inapropriada, outros pensam que as musicas evangélicas possuem poder místico e suas letras são infalíveis e inerrantes, inspiradas da mesma maneira que as Escrituras Sagradas e não recorrem mais a ela. Que o Senhor nos conceda graça e força para mantermos compromisso com as Santas Escrituras, e se você leitor, tem negligenciado esse importante fato, mude sua concepção, atitude, e valorize a Palavra de Deus como deve ser.
Em Cristo,



[1] Bíblia de Estudo de Genebra, nota de Deuteronômio 7.3.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

MAÇONARIA

Origem

Etimologicamente, este termo provém do baixo latim machio, macio que também se diz provir do alemão metz cortador de pedra e do francônio mattjo, cognato de sânscrito matya clube, e do inglês mason e do francês maçon pedreiro.  Um membro da maçonaria operativa ou especulativa.[1]

A exata origem da maçonaria é desconhecida, diz o Dicionário da Maçonaria de Joaquim Gervásio de Figueiredo: “As origens reais da maçonaria se perdem nas brumas da Antigüidade”.[2] Afirmam que começou com o Templo de Jerusalém, construído por Salomão. A maçonaria, como a conhecemos hoje, segundo o já citado dicionário, no verbete Franco-maçonaria, foi fundada em 24 de Junho de 1717, em Londres.

A origem da maçonaria está ligada às lendas de Ísis e Osíris, Egito; ao culto a Mitra vindo até a Ordem dos Templários e a Fraternidade Rosa Cruz. Segundo Jesus Hortal, em sua obra Maçonaria e Igreja: Conciliáveis ou Inconciliáveis, a maçonaria é um desdobramento das antigas corporações de pedreiros surgidas na Idade Média. Estas corporações, com o passar do tempo, chegaram a monopolizar a arte gótica, pois construíram uma multinacional da arquitetura. Seus artistas e pedreiros, que trabalhavam a pedra franca ou arenito, cujas marcas podem ser vistas nas grandes catedrais da Espanha, França, Inglaterra e Alemanha.[3]

História

Foi em 1717, data reconhecida pela própria maçonaria como da sua fundação, que quatro lojas maçônicas de Londres se unificaram dando origem a Grande Loja da Inglaterra, conhecida como Maçonaria Especulativa ou Franco-Maçonaria. James Anderson, presbiteriano e John Desagulliers, huguenote, lideraram esse movimento. A Grande Loja de Londres é o berço da maçonaria.

Em 1723, James Anderson, publicou as constituições da maçonaria, sendo ainda hoje um documento universalmente aceito como base de todas as lojas maçônicas. Estas Constituições foram levemente revisadas quinze anos depois de sua publicação. Em abril de 1738, o papa Clemente XII promulgou a primeira condenação católica da maçonaria, na bula In Eminenti Apostulatus Specula.

Influência da Maçonaria

No Brasil a maçonaria esteve presente em importantes eventos a história; foi na casa de Silva Alvarenga que se formou uma academia literária, que, na verdade, era uma loja maçônica. Nela foi iniciado um moço chamado Tiradentes.

A bandeira da Inconfidência tinha o dístico libertas quae  sera tamem e o  triângulo maçônico.                                                     

Foi sob inspiração maçônica que a revolução republicana de 1817, em Pernambuco, teve início. Esse movimento fez D. João VI decretar a proibição da  Maçonaria.

Gonçalves Ledo e José Bonifácio com outros maçons tramaram a Inconfidência  do Brasil. Um mês após proclamar a independência, D. Pedro I  foi aclamado Grão-Mestre Geral da Maçonaria no Brasil. E o marechal Deodoro ocupava esse cargo ao proclamar a República, 1889. A maçonaria esteve presente desde a independência do Brasil à Proclamação da República de nosso país.

Nos EUA, operam nos EUA 15.300 lojas, seno mais de 33.700 lojas no mundo todo, e nada menos do que 14 presidentes deste país foram maçons, estacando-se entre eles: George Washington, James Monroe, Andrew Jackson, James Garfield, Franklin Delano Roosevelt e Geraldo Ford.

Hoje a maçonaria tem uma influência muito grande no Brasil e no mundo: são cerca de 6 milhões no mundo, em mais de 164 países, e cerca de 150 mil no Brasil.[4] Há uma quantidade grande de parlamentares, altos funcionários do governo, líderes religiosos, muitos empresários e membros de outras elites. Na inauguração do novo Palácio Maçônico de Brasília do Grande Oriente do Brasil, compareceram 120 parlamentares.

Graus da Maçonaria

É considerado maçom todo aquele que passar pelos três primeiros graus: Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Os graus do Rito Escocês estão divididos em 4 séries: Graus simbólicos 1º ao 3º ; Graus capitulares 4º. ao 18º ; Graus filosóficos 19º ao 30º; e os Graus superiores 31º até o Grau 33º.

Graus Do Rito Escocês

Loja Azul ou Graus simbólicos

1. Aprendiz
2. Companheiro
3. Mestre
Graus capitulares
4. Mestre Secreto
5. Mestre Perfeito
6. Secretário Íntimo
7. Chefe e Juiz
8. Superintendente do Edifício
9. Mestre Eleito dos Nove
10. Ilustre Eleito dos Quinze
11. Sublime Mestre Eleito
12. Grande Mestre Arquiteto
13. Mestre do Arco Real de Salomão
14. Grande Eleito Maçom
15. Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16. Príncipe de Jerusalém
17. Cavaleiro do Leste e Oeste
18. Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz

Graus filosóficos

19. Grande Pontífice
20. Grande Ad-Vitam
21. Patriarca Noachita ou Prussiano
22. Cavaleiro do Machado Real
(Príncipe do Líbano)
23. Chefe do Tabernáculo
24. Príncipe do Tabernáculo
25. Cavaleiro da Serpente de Bronze
26. Príncipe da Misericórdia
27. Comandante do Templo
28. Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
29. Cavaleiro de Santo André
30. Cavaleiro Cadosh

Graus superiores

31. Inspetor Inquisidor
32. Mestre do Segredo Real
33. Grande Soberano Inspetor Geral

Maçonaria e Religião

Os maçons e a maçonaria procuram desmentir o fato de que a maçonaria seja uma religião. Quando mostramos na literatura deles, nos mais renomados autores, características de religião na maçonaria, geralmente respondem: Isso é interpretação pessoal do autor e não representa a maçonaria.

Alguns ensinos da Maçonaria
  • Confissão do Primeiro Grau
No primeiro grau da maçonaria o candidato admite que é profano, que está nas trevas em busca de luz, pois a maçonaria afirma que todos os que não são maçons estão em trevas.[5]

Resposta apologética

A Palavra profano aparece em Hebreus 12.16 com relação à pessoa de Esaú. Profano significa um homem secularizado. A Bíblia diz que éramos trevas antes de conhecermos a Jesus (Ef 5.8-12). Jesus, a Luz do Mundo (Jo 8.12; 12.46) nos transportou do reino das trevas para o reino da luz (Cl 1.12-14) por isso somos filhos da luz (1 Ts 5.4,5). Como pode o cristão aceitar essa condição de profanos e que estão em trevas, que vão buscá-la na maçonaria essa luz?

  • O juramento iniciático da Maçonaria

Em cada grau o maçom é submetido a um juramento. 

Diz: Eu, (cita o seu nome), juro e prometo, de minha livre vontade e por minha honra e pela minha fé, em presença do Grande Arquiteto do Universo (uma das maneiras como os Mórmons se referem a Deus) e perante esta assembléia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar qualquer dos mistérios da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um legítimo irmão ou em loja regularmente constituída; nunca os escrever, gravar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los.

Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo enterrado na areia do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrilégio para com Deus e desonrado para os homens. Amém.[6]

Resposta apologética

Enumeramos algumas objeções contra o citado juramento da maçonaria: É proibido pela Bíblia (Mt 5.34; Tg 5.12; Lv 5.4).

a. Tem um caráter profano —  nele o cristão declara entregar o seu corpo para ser mutilado por uma sociedade secreta. O nosso corpo pertence a Deus e não estamos autorizados a entregá-lo a uma sociedade mundana. (1 Co 6.19,20)

b. Segredo organizado e sistemático – como é próprio da maçonaria, é contrário ao ensino bíblico (Jo 18.20; Mt 10.26,27; Mt 5.14,16), bem como a promessa de guardar segredos que ainda se ignora (Lv 5.4).

c. Um tal juramento é uma escravização da consciência. Não podemos, sem infidelidade, a Deus, submeter nossa consciência a um poder estranho  (2 Co 5.10).

 Símbolos da Maçonaria e do ocultismo

* esquadro: simboliza a moralidade.

* Compasso: que traz algumas vezes um G maiúsculo no meio: simboliza a espiritualidade; para a maioria dos maçons o G representa Deus como Geômetra e para outros representa o gnosticismo.

* A Estrela Flamejante (Pentagrama): Tem cinco pontas, talvez, remonte os pitagóricos, cujo número sagrado (como o dos maçons) era cinco.

* nível: Representa a igualdade - todos os homens devem ser nivelados no mesmo plano.

* prumo: Indica que o maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo interesse, nem pela afeição.

* sol: É a fonte da vida, a positividade da existência do homem.

* avental: Usado por todos os maçons durante as sessões. Representa a pureza, a inocência.

* A espada: É o símbolo da igualdade, da justiça e da honra. Corresponde a consciência e à presença divina na construção do templo.

* As colunas: São três as colunas no templo maçônico. Uma significa o masculino, a força; a outra, o feminino, a beleza; e a terceira, a sabedoria.

  • A Bíblia
A maçonaria se vangloria de honrar a Bíblia como a Palavra de Deus.

Ensina que a Bíblia é a grande luz da maçonaria, recomendando aos maçons que a estudem regularmente. A maçonaria ensina que as três grandes luzes são: a luz da Bíblia, a luz do esquadro e a luz do compasso. A maçonaria realmente crê na Bíblia, mas somente como um símbolo da vontade de Deus e não como fonte de ensinamento divino

Resposta apologética

O Senhor Jesus Cristo, a maior autoridade no céu e na terra (Mt 28.18), disse que:
a. A Bíblia e a Palavra de Deus e não simplesmente um símbolo ou uma alegoria  (Mc 7.13)
b. A Bíblia é para ser obedecida como a Palavra de Deus (Is 8.20)
c. Ela é inspirada por Deus (2 Tm 3.16,17)
d. Ela não foi dada por vontade humana (2 Pd 2.21)
e. Ela é a Verdade (Jo 17.17).

Isto é enfatizado repetidamente nas Santas Escrituras, enquanto a maçonaria nega a Bíblia como a literal Palavra de Deus.
  • Deus
A maçonaria admite entre seus adeptos pessoas de  diversas crenças, logo tem em seu meio diversos deuses. A maçonaria não desconsidera a crença em um Deus apenas, pelo contrário, exige que seus seguidores acreditem num ser supremo.

Embora a maçonaria não procure identificar seu deus, dá a ele um nome:

G.A.D.U –  Nome pelo qual na maçonaria se designa Allah, Logos, Osíris, Brahma, etc., dos diferentes povos, já que ali se considera o Universo como uma Loja ou Oficina em sua máxima perfeição.[7]

O deus da Maçonaria, como vemos, não é identificável: pode ser aceito pelos cristãos, hindus, budistas, islâmicas, judeus, etc. Logo ele não pode ser o mesmo deus.

Então, o que  a maçonaria na verdade quer dizer é que não aceita o Deus de qualquer religião, mas muda a crença em Deus de cada religião, numa forma única do GADU.

O que a maçonaria faz é uma confusão imensa de seus conceitos. Primeiro diz que não interfere nos princípios religiosos de cada seguidor; depois ensina o único nome pelo qual se deve chamar a Deus; e depois exige uma crença em um Ser Superior, ensinando que se alguém clama por deuses de diferentes nomes é somente porque não os conhece melhor devido a uma ignorância espiritual.

Resposta apologética

O Deus da Bíblia adorado pelos  cristãos é conhecido por vários nomes, tratando-se na verdade do “único” Deus verdadeiro. Seus nomes são vários, como: Adonay — Senhor (Is 6.1), Elohim — Deus (Gn 1.1), Yahweh — Jeová, Iavé ou Senhor (Êx 3.14), El Olam — Deus Eterno (Gn 21.33), El Elyon —Deus Altíssimo (Gn 14.19, 20), El Shaday —Deus Todo Poderoso (Gn 17.1).

A maçonaria se refere à sua divindade usando nomes para deuses considerados abomináveis a Bíblia. A maçonaria não é apenas uma entidade com conceitos pagãos mas é o reavivamento dos antigos cultos pagãos de mistérios.

A Bíblia ensina que Deus não aceita outros deuses com Ele (Is 44.6, 8; 45.5) e que Deus é maior que os falsos deuses adorados pelos homens (2 Cr 2.5).

  • Jesus Cristo
 
A maçonaria ensina que Jesus foi meramente um homem fundador de uma  religião, como outros. No verbete Religião do Dicionário da Maçonaria,  se lê: Seus imortais fundadores foram todos mensageiros da Verdade Única e diz ainda: Todos eles foram unânimes em proclamar a paternidade de Deus e a fraternidade dos homens. Tal foi a mensagem de Vyasa, Hermes Trimegistro, Zarathustra, Orfeu, Krisna, Moisés, Pitágoras, Cristo, Maomet e outros.[8]

Na maçonaria não se deve orar em nome de Jesus, mas fazer uma oração universal, a fim de não ofender algum outro maçom que por acaso não seja cristão.

Resposta apologética

A Bíblia ensina que Jesus é o Salvador (1 Jo 4.10,14) e deixa claro que todo cristão deve orar em nome de Jesus (Jo 14.13,14).

Jesus disse que quem se envergonhasse de Seu nome, ele se envergonharia dele diante do Pai. (Mt 10.32,33; 1 Jo 2.23; 4.3,14,15; 5.10-12).

O cristão é ordenado por Jesus para testificar dele a todos os homens – Mt 28.18-20).

Paulo disse que tudo fazia por todos, para,  por todos os meios,  salvar alguns (I Co 9.16-19; II Tm 4.1-4; Rm 10.11-15).

Os escritores do Novo Testamento declararam ser ele o Salvador do mundo, cuja morte na cruz pagou a penalidade do pecado do homem. (Jo 1.29; 3.16; 6.29; 14.6; Mt 16.21-23; 20.28; Jo 3.16; 1 Tm 2.5-6). Todos os textos citados provam sobejamente que a posição maçônica quanto a Jesus está errada e não pode ser aceita pelos cristãos.

  • Ocultismo e Maçonaria

A maçonaria possui também seu lado oculto. A revista ANO ZERO, nº 18, de outubro de 1992, p. 42 declara: “O esoterismo na Maçonaria é dos elementos que mais fascinam os iniciados e também pessoas que não fazem parte da ordem”.

Resposta apologética

Em Dt 18.9-12, Deus previne os homens contra as atividades ocultistas, declarando que são abomináveis à sua vista tais práticas. Muitos maçons que participam dos rituais não entendem o sentido ocultista dos mesmos.

A maçonaria é, potencialmente, uma religião ocultista e abre a porta para o mundo do ocultismo. Encoraja aceitar-se o ocultismo, basicamente de cinco maneiras:

1. Aceita as premissas da Nova Era e o conceito da moderna parapsicologia quanto aos poderes latentes dos homens (poderes psíquicos - PSI);
2. Apresenta artes mágicas semelhantes a outras entidades;
3. Incentiva o maçom a procurar verdades esotéricas;
4. Está integrada no misticismo e incentiva o desenvolvimento, do estado alterado da consciência.

Deve o cristão ser Maçom?

A maçonaria é incompatível com o Cristianismo, a maioria das pessoas considera a maçonaria como apenas uma sociedade secreta e não uma religião, no entanto, trata-se de fato, de uma religião, como já vimos anteriormente. A maçonaria é uma religião secreta, suas crenças estão comprometidas com o ocultismo, o que é condenado pela Palavra de Deus. O ritual de iniciação também é contra os ensinamentos cristãos. Ninguém, portanto, pode servir a dois senhores (Mt 6.24). Não é possível ser maçom e cristão ao mesmo tempo, se a maçonaria leva você a quebrar os mandamentos de  Deus, ela o tornou servo de um outro mestre – um senhor mau, cujo nome é Lúcifer.

Em uma das obras maçônicas se descreve:
         “· Que compromisso contraístes como Perfeito e Sublime Maçom?”.
¾ Uma aliança eterna.”(Ritual de Grande Eleito ou Perfeito e Sublime Maçom)

Diante de tudo o que se pode ver aqui, fica difícil aceitar a concordância entre maçonaria e cristianismo. Mas ainda há esperança para aquele que quer abandonar a maçonaria. Ainda que eles digam que a aliança maçônica é eterna, conforme o ritual acima, vale a pena dizer que Cristo quebra todo o jugo inimigo e pode trazer libertação de verdade, dando salvação eterna a quem crer em seu sacrifício.

Com tudo isso, declaramos que a Maçonaria é uma instituição religiosa, contrária ao cristianismo, e que como tal, deve ser totalmente descartada por aqueles que se chamam pelo nome do Senhor. Que Deus nos dê graça !!!

“Preferis seguir o caminho da Virtude ou do vício; o da Maçonaria ou o do mundo profano?” (Ritual de Aprendiz)

 Cabe o conselho bíblico: “Se o Senhor é Deus, segui-O; se Baal é Deus, segui-o”(I Re 18.21).

FONTE: Instituto Cristão  de Pesquisas


[1] Dicionário da maçonaria, FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio — Grau 33 da Maçonaria. Editora Pensamento, 4ª Edição 88/89, p.230.
[2] Op. cit., p.239.
[3] HORTAL, Jesus. Maçonaria e Igreja: Conciliáveis ou Inconciliáveis? Estudos da CNBB 66, Ed. Paulinas, S. Paulo, 1993.
[4] HORRELL, J. Scott. Maçonaria e Fé Cristã, Mundo Cristão, S.Paulo, 1995,  p. 10, 11
[5] Ritual e Instruções de Aprendiz Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito, 1984, p. 9.
[6] Ritual do Simbolismo Aprendiz Maçom, 2ª edição - Rito Escocês Antigo e Aceito, julho de 1979, pp. 51,54).

[7] Dicionário da maçonaria,  FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio — Grau 33 da Maçonaria., Editora Pensamento, 4ª Edição 88/89, p.52.
[8] Ibidem, p.388