sexta-feira, 18 de novembro de 2011

MAÇONARIA

Origem

Etimologicamente, este termo provém do baixo latim machio, macio que também se diz provir do alemão metz cortador de pedra e do francônio mattjo, cognato de sânscrito matya clube, e do inglês mason e do francês maçon pedreiro.  Um membro da maçonaria operativa ou especulativa.[1]

A exata origem da maçonaria é desconhecida, diz o Dicionário da Maçonaria de Joaquim Gervásio de Figueiredo: “As origens reais da maçonaria se perdem nas brumas da Antigüidade”.[2] Afirmam que começou com o Templo de Jerusalém, construído por Salomão. A maçonaria, como a conhecemos hoje, segundo o já citado dicionário, no verbete Franco-maçonaria, foi fundada em 24 de Junho de 1717, em Londres.

A origem da maçonaria está ligada às lendas de Ísis e Osíris, Egito; ao culto a Mitra vindo até a Ordem dos Templários e a Fraternidade Rosa Cruz. Segundo Jesus Hortal, em sua obra Maçonaria e Igreja: Conciliáveis ou Inconciliáveis, a maçonaria é um desdobramento das antigas corporações de pedreiros surgidas na Idade Média. Estas corporações, com o passar do tempo, chegaram a monopolizar a arte gótica, pois construíram uma multinacional da arquitetura. Seus artistas e pedreiros, que trabalhavam a pedra franca ou arenito, cujas marcas podem ser vistas nas grandes catedrais da Espanha, França, Inglaterra e Alemanha.[3]

História

Foi em 1717, data reconhecida pela própria maçonaria como da sua fundação, que quatro lojas maçônicas de Londres se unificaram dando origem a Grande Loja da Inglaterra, conhecida como Maçonaria Especulativa ou Franco-Maçonaria. James Anderson, presbiteriano e John Desagulliers, huguenote, lideraram esse movimento. A Grande Loja de Londres é o berço da maçonaria.

Em 1723, James Anderson, publicou as constituições da maçonaria, sendo ainda hoje um documento universalmente aceito como base de todas as lojas maçônicas. Estas Constituições foram levemente revisadas quinze anos depois de sua publicação. Em abril de 1738, o papa Clemente XII promulgou a primeira condenação católica da maçonaria, na bula In Eminenti Apostulatus Specula.

Influência da Maçonaria

No Brasil a maçonaria esteve presente em importantes eventos a história; foi na casa de Silva Alvarenga que se formou uma academia literária, que, na verdade, era uma loja maçônica. Nela foi iniciado um moço chamado Tiradentes.

A bandeira da Inconfidência tinha o dístico libertas quae  sera tamem e o  triângulo maçônico.                                                     

Foi sob inspiração maçônica que a revolução republicana de 1817, em Pernambuco, teve início. Esse movimento fez D. João VI decretar a proibição da  Maçonaria.

Gonçalves Ledo e José Bonifácio com outros maçons tramaram a Inconfidência  do Brasil. Um mês após proclamar a independência, D. Pedro I  foi aclamado Grão-Mestre Geral da Maçonaria no Brasil. E o marechal Deodoro ocupava esse cargo ao proclamar a República, 1889. A maçonaria esteve presente desde a independência do Brasil à Proclamação da República de nosso país.

Nos EUA, operam nos EUA 15.300 lojas, seno mais de 33.700 lojas no mundo todo, e nada menos do que 14 presidentes deste país foram maçons, estacando-se entre eles: George Washington, James Monroe, Andrew Jackson, James Garfield, Franklin Delano Roosevelt e Geraldo Ford.

Hoje a maçonaria tem uma influência muito grande no Brasil e no mundo: são cerca de 6 milhões no mundo, em mais de 164 países, e cerca de 150 mil no Brasil.[4] Há uma quantidade grande de parlamentares, altos funcionários do governo, líderes religiosos, muitos empresários e membros de outras elites. Na inauguração do novo Palácio Maçônico de Brasília do Grande Oriente do Brasil, compareceram 120 parlamentares.

Graus da Maçonaria

É considerado maçom todo aquele que passar pelos três primeiros graus: Aprendiz, Companheiro e Mestre.

Os graus do Rito Escocês estão divididos em 4 séries: Graus simbólicos 1º ao 3º ; Graus capitulares 4º. ao 18º ; Graus filosóficos 19º ao 30º; e os Graus superiores 31º até o Grau 33º.

Graus Do Rito Escocês

Loja Azul ou Graus simbólicos

1. Aprendiz
2. Companheiro
3. Mestre
Graus capitulares
4. Mestre Secreto
5. Mestre Perfeito
6. Secretário Íntimo
7. Chefe e Juiz
8. Superintendente do Edifício
9. Mestre Eleito dos Nove
10. Ilustre Eleito dos Quinze
11. Sublime Mestre Eleito
12. Grande Mestre Arquiteto
13. Mestre do Arco Real de Salomão
14. Grande Eleito Maçom
15. Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16. Príncipe de Jerusalém
17. Cavaleiro do Leste e Oeste
18. Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz

Graus filosóficos

19. Grande Pontífice
20. Grande Ad-Vitam
21. Patriarca Noachita ou Prussiano
22. Cavaleiro do Machado Real
(Príncipe do Líbano)
23. Chefe do Tabernáculo
24. Príncipe do Tabernáculo
25. Cavaleiro da Serpente de Bronze
26. Príncipe da Misericórdia
27. Comandante do Templo
28. Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
29. Cavaleiro de Santo André
30. Cavaleiro Cadosh

Graus superiores

31. Inspetor Inquisidor
32. Mestre do Segredo Real
33. Grande Soberano Inspetor Geral

Maçonaria e Religião

Os maçons e a maçonaria procuram desmentir o fato de que a maçonaria seja uma religião. Quando mostramos na literatura deles, nos mais renomados autores, características de religião na maçonaria, geralmente respondem: Isso é interpretação pessoal do autor e não representa a maçonaria.

Alguns ensinos da Maçonaria
  • Confissão do Primeiro Grau
No primeiro grau da maçonaria o candidato admite que é profano, que está nas trevas em busca de luz, pois a maçonaria afirma que todos os que não são maçons estão em trevas.[5]

Resposta apologética

A Palavra profano aparece em Hebreus 12.16 com relação à pessoa de Esaú. Profano significa um homem secularizado. A Bíblia diz que éramos trevas antes de conhecermos a Jesus (Ef 5.8-12). Jesus, a Luz do Mundo (Jo 8.12; 12.46) nos transportou do reino das trevas para o reino da luz (Cl 1.12-14) por isso somos filhos da luz (1 Ts 5.4,5). Como pode o cristão aceitar essa condição de profanos e que estão em trevas, que vão buscá-la na maçonaria essa luz?

  • O juramento iniciático da Maçonaria

Em cada grau o maçom é submetido a um juramento. 

Diz: Eu, (cita o seu nome), juro e prometo, de minha livre vontade e por minha honra e pela minha fé, em presença do Grande Arquiteto do Universo (uma das maneiras como os Mórmons se referem a Deus) e perante esta assembléia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar qualquer dos mistérios da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um legítimo irmão ou em loja regularmente constituída; nunca os escrever, gravar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los.

Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo enterrado na areia do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrilégio para com Deus e desonrado para os homens. Amém.[6]

Resposta apologética

Enumeramos algumas objeções contra o citado juramento da maçonaria: É proibido pela Bíblia (Mt 5.34; Tg 5.12; Lv 5.4).

a. Tem um caráter profano —  nele o cristão declara entregar o seu corpo para ser mutilado por uma sociedade secreta. O nosso corpo pertence a Deus e não estamos autorizados a entregá-lo a uma sociedade mundana. (1 Co 6.19,20)

b. Segredo organizado e sistemático – como é próprio da maçonaria, é contrário ao ensino bíblico (Jo 18.20; Mt 10.26,27; Mt 5.14,16), bem como a promessa de guardar segredos que ainda se ignora (Lv 5.4).

c. Um tal juramento é uma escravização da consciência. Não podemos, sem infidelidade, a Deus, submeter nossa consciência a um poder estranho  (2 Co 5.10).

 Símbolos da Maçonaria e do ocultismo

* esquadro: simboliza a moralidade.

* Compasso: que traz algumas vezes um G maiúsculo no meio: simboliza a espiritualidade; para a maioria dos maçons o G representa Deus como Geômetra e para outros representa o gnosticismo.

* A Estrela Flamejante (Pentagrama): Tem cinco pontas, talvez, remonte os pitagóricos, cujo número sagrado (como o dos maçons) era cinco.

* nível: Representa a igualdade - todos os homens devem ser nivelados no mesmo plano.

* prumo: Indica que o maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo interesse, nem pela afeição.

* sol: É a fonte da vida, a positividade da existência do homem.

* avental: Usado por todos os maçons durante as sessões. Representa a pureza, a inocência.

* A espada: É o símbolo da igualdade, da justiça e da honra. Corresponde a consciência e à presença divina na construção do templo.

* As colunas: São três as colunas no templo maçônico. Uma significa o masculino, a força; a outra, o feminino, a beleza; e a terceira, a sabedoria.

  • A Bíblia
A maçonaria se vangloria de honrar a Bíblia como a Palavra de Deus.

Ensina que a Bíblia é a grande luz da maçonaria, recomendando aos maçons que a estudem regularmente. A maçonaria ensina que as três grandes luzes são: a luz da Bíblia, a luz do esquadro e a luz do compasso. A maçonaria realmente crê na Bíblia, mas somente como um símbolo da vontade de Deus e não como fonte de ensinamento divino

Resposta apologética

O Senhor Jesus Cristo, a maior autoridade no céu e na terra (Mt 28.18), disse que:
a. A Bíblia e a Palavra de Deus e não simplesmente um símbolo ou uma alegoria  (Mc 7.13)
b. A Bíblia é para ser obedecida como a Palavra de Deus (Is 8.20)
c. Ela é inspirada por Deus (2 Tm 3.16,17)
d. Ela não foi dada por vontade humana (2 Pd 2.21)
e. Ela é a Verdade (Jo 17.17).

Isto é enfatizado repetidamente nas Santas Escrituras, enquanto a maçonaria nega a Bíblia como a literal Palavra de Deus.
  • Deus
A maçonaria admite entre seus adeptos pessoas de  diversas crenças, logo tem em seu meio diversos deuses. A maçonaria não desconsidera a crença em um Deus apenas, pelo contrário, exige que seus seguidores acreditem num ser supremo.

Embora a maçonaria não procure identificar seu deus, dá a ele um nome:

G.A.D.U –  Nome pelo qual na maçonaria se designa Allah, Logos, Osíris, Brahma, etc., dos diferentes povos, já que ali se considera o Universo como uma Loja ou Oficina em sua máxima perfeição.[7]

O deus da Maçonaria, como vemos, não é identificável: pode ser aceito pelos cristãos, hindus, budistas, islâmicas, judeus, etc. Logo ele não pode ser o mesmo deus.

Então, o que  a maçonaria na verdade quer dizer é que não aceita o Deus de qualquer religião, mas muda a crença em Deus de cada religião, numa forma única do GADU.

O que a maçonaria faz é uma confusão imensa de seus conceitos. Primeiro diz que não interfere nos princípios religiosos de cada seguidor; depois ensina o único nome pelo qual se deve chamar a Deus; e depois exige uma crença em um Ser Superior, ensinando que se alguém clama por deuses de diferentes nomes é somente porque não os conhece melhor devido a uma ignorância espiritual.

Resposta apologética

O Deus da Bíblia adorado pelos  cristãos é conhecido por vários nomes, tratando-se na verdade do “único” Deus verdadeiro. Seus nomes são vários, como: Adonay — Senhor (Is 6.1), Elohim — Deus (Gn 1.1), Yahweh — Jeová, Iavé ou Senhor (Êx 3.14), El Olam — Deus Eterno (Gn 21.33), El Elyon —Deus Altíssimo (Gn 14.19, 20), El Shaday —Deus Todo Poderoso (Gn 17.1).

A maçonaria se refere à sua divindade usando nomes para deuses considerados abomináveis a Bíblia. A maçonaria não é apenas uma entidade com conceitos pagãos mas é o reavivamento dos antigos cultos pagãos de mistérios.

A Bíblia ensina que Deus não aceita outros deuses com Ele (Is 44.6, 8; 45.5) e que Deus é maior que os falsos deuses adorados pelos homens (2 Cr 2.5).

  • Jesus Cristo
 
A maçonaria ensina que Jesus foi meramente um homem fundador de uma  religião, como outros. No verbete Religião do Dicionário da Maçonaria,  se lê: Seus imortais fundadores foram todos mensageiros da Verdade Única e diz ainda: Todos eles foram unânimes em proclamar a paternidade de Deus e a fraternidade dos homens. Tal foi a mensagem de Vyasa, Hermes Trimegistro, Zarathustra, Orfeu, Krisna, Moisés, Pitágoras, Cristo, Maomet e outros.[8]

Na maçonaria não se deve orar em nome de Jesus, mas fazer uma oração universal, a fim de não ofender algum outro maçom que por acaso não seja cristão.

Resposta apologética

A Bíblia ensina que Jesus é o Salvador (1 Jo 4.10,14) e deixa claro que todo cristão deve orar em nome de Jesus (Jo 14.13,14).

Jesus disse que quem se envergonhasse de Seu nome, ele se envergonharia dele diante do Pai. (Mt 10.32,33; 1 Jo 2.23; 4.3,14,15; 5.10-12).

O cristão é ordenado por Jesus para testificar dele a todos os homens – Mt 28.18-20).

Paulo disse que tudo fazia por todos, para,  por todos os meios,  salvar alguns (I Co 9.16-19; II Tm 4.1-4; Rm 10.11-15).

Os escritores do Novo Testamento declararam ser ele o Salvador do mundo, cuja morte na cruz pagou a penalidade do pecado do homem. (Jo 1.29; 3.16; 6.29; 14.6; Mt 16.21-23; 20.28; Jo 3.16; 1 Tm 2.5-6). Todos os textos citados provam sobejamente que a posição maçônica quanto a Jesus está errada e não pode ser aceita pelos cristãos.

  • Ocultismo e Maçonaria

A maçonaria possui também seu lado oculto. A revista ANO ZERO, nº 18, de outubro de 1992, p. 42 declara: “O esoterismo na Maçonaria é dos elementos que mais fascinam os iniciados e também pessoas que não fazem parte da ordem”.

Resposta apologética

Em Dt 18.9-12, Deus previne os homens contra as atividades ocultistas, declarando que são abomináveis à sua vista tais práticas. Muitos maçons que participam dos rituais não entendem o sentido ocultista dos mesmos.

A maçonaria é, potencialmente, uma religião ocultista e abre a porta para o mundo do ocultismo. Encoraja aceitar-se o ocultismo, basicamente de cinco maneiras:

1. Aceita as premissas da Nova Era e o conceito da moderna parapsicologia quanto aos poderes latentes dos homens (poderes psíquicos - PSI);
2. Apresenta artes mágicas semelhantes a outras entidades;
3. Incentiva o maçom a procurar verdades esotéricas;
4. Está integrada no misticismo e incentiva o desenvolvimento, do estado alterado da consciência.

Deve o cristão ser Maçom?

A maçonaria é incompatível com o Cristianismo, a maioria das pessoas considera a maçonaria como apenas uma sociedade secreta e não uma religião, no entanto, trata-se de fato, de uma religião, como já vimos anteriormente. A maçonaria é uma religião secreta, suas crenças estão comprometidas com o ocultismo, o que é condenado pela Palavra de Deus. O ritual de iniciação também é contra os ensinamentos cristãos. Ninguém, portanto, pode servir a dois senhores (Mt 6.24). Não é possível ser maçom e cristão ao mesmo tempo, se a maçonaria leva você a quebrar os mandamentos de  Deus, ela o tornou servo de um outro mestre – um senhor mau, cujo nome é Lúcifer.

Em uma das obras maçônicas se descreve:
         “· Que compromisso contraístes como Perfeito e Sublime Maçom?”.
¾ Uma aliança eterna.”(Ritual de Grande Eleito ou Perfeito e Sublime Maçom)

Diante de tudo o que se pode ver aqui, fica difícil aceitar a concordância entre maçonaria e cristianismo. Mas ainda há esperança para aquele que quer abandonar a maçonaria. Ainda que eles digam que a aliança maçônica é eterna, conforme o ritual acima, vale a pena dizer que Cristo quebra todo o jugo inimigo e pode trazer libertação de verdade, dando salvação eterna a quem crer em seu sacrifício.

Com tudo isso, declaramos que a Maçonaria é uma instituição religiosa, contrária ao cristianismo, e que como tal, deve ser totalmente descartada por aqueles que se chamam pelo nome do Senhor. Que Deus nos dê graça !!!

“Preferis seguir o caminho da Virtude ou do vício; o da Maçonaria ou o do mundo profano?” (Ritual de Aprendiz)

 Cabe o conselho bíblico: “Se o Senhor é Deus, segui-O; se Baal é Deus, segui-o”(I Re 18.21).

FONTE: Instituto Cristão  de Pesquisas


[1] Dicionário da maçonaria, FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio — Grau 33 da Maçonaria. Editora Pensamento, 4ª Edição 88/89, p.230.
[2] Op. cit., p.239.
[3] HORTAL, Jesus. Maçonaria e Igreja: Conciliáveis ou Inconciliáveis? Estudos da CNBB 66, Ed. Paulinas, S. Paulo, 1993.
[4] HORRELL, J. Scott. Maçonaria e Fé Cristã, Mundo Cristão, S.Paulo, 1995,  p. 10, 11
[5] Ritual e Instruções de Aprendiz Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito, 1984, p. 9.
[6] Ritual do Simbolismo Aprendiz Maçom, 2ª edição - Rito Escocês Antigo e Aceito, julho de 1979, pp. 51,54).

[7] Dicionário da maçonaria,  FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio — Grau 33 da Maçonaria., Editora Pensamento, 4ª Edição 88/89, p.52.
[8] Ibidem, p.388

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