quarta-feira, 16 de novembro de 2011

JOSÉ ERA ADIVINHO?

Por Gilson Barbosa

José não praticava artes divinatórias, mas foi Deus quem lhe concedeu a capacidade de interpretar sonhos

Segundo Gênesis 44.5, podemos dizer que José era adivinho?

“Não é este o copo em que bebe meu senhor e pelo qual bem adivinha?” (Gn 44.5).

Um dos maiores desejos do ser humano é saber o que acontecerá no futuro. É justamente esse o motivo que tem levado estudiosos e curiosos a se debruçarem sobre todo o tipo de pesquisas que satisfaça o seu ego. E, por conta disso, fazem faz uso de todas as formas de adivinhações, feitiçarias, encantamentos, etc. É comum a estas pessoas utilizarem artifícios como água, cartas, moedas, borra de café e até entranhas de animais para conseguir seu intuito.

Alguns dizem que José, no Egito, adivinhava pela água ou objetos líquidos, simplesmente pelo fato de o texto de Gênesis 44.5 dar a entender que ele adivinhava por meio da taça (copo) que fora colocada em um dos sacos de alimentos dos seus irmãos.

Se isso ficasse comprovado, poder-se-ia dizer que José não interpretava os sonhos por intermédio de Deus, mas, sim, por meio de práticas ocultistas e espíritas. Mas seria isso possível, visto que José servia a um Deus que condenava as práticas divinatórias? Não seria isso uma contradição? Obviamente que sim. Algumas perguntas iniciais em oposição a esta questão seriam: Todas as práticas divinatórias são 100% corretas? Todas se cumprem? São aprovadas pelo Deus verdadeiro?

Independente de se constatar os acertos ou os enganos das adivinhações, a Bíblia condena veementemente a prática divinatória: “Quando entrarem na terra em que o Senhor teu Deus te der [...] entre ti não se achará [...] nem encantador, nem adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos...” (Dt 18.9-11). 

Os profetas do Antigo Testamento eram considerados capazes e ungidos por Deus para que pudessem sua Palavra. No entanto, só prediziam sobre o futuro no sentido de conclamar o povo hebreu ao arrependimento. Pelo contexto da história, o que fica evidente é a intenção de José para com os seus irmãos de se fazer conhecido deles, porque, devido à sua separação no passado, não o reconheciam mais, e nem ao menos poderiam descobrir que José estava vivo (Gn 37.1-36; 39.1 – 44.5). Sendo assim, José teria de adotar estratégias para que pudessem saber que o novo governador do Egito era ele próprio.

A adivinhação era costume habitual entre os egípcios, o que não implica, necessariamente, atestar que José fazia uso de tais práticas. A Bíblia nos informa que as revelações de José provinham tão-somente de Deus. Note o que José disse aos dois oficiais de faraó: “E eles lhe disseram: Tivemos um sonho, e ninguém há que o interprete. E José disse-lhes: Não são de Deus as interpretações? Contai-mo, peço-vos” (Gn 40.8). Outrossim, quando faraó indagou a José sobre o sonho que teve, ele não recorreu nem mencionou que faria a interpretação por meio de elementos líquidos ou algo semelhante, antes, invocou a Deus: “E respondeu José a Faraó, dizendo: Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a faraó” (Gn 41.16).

Logo, podemos ser taxativos em afirmar que José não adivinhava nem praticava artes divinatórias. Ao contrário, Deus o premiou com tal capacidade!

Um comentário:

  1. Ah tá, José não era adivinho porque ele ADIVINHAVA graças a Deus. Bem lógico isso.

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