quarta-feira, 16 de agosto de 2017

DESTINO OU PLANO DIVINO?


Tudo o que ocorre, bom ou ruim, é coerente com o intento divino concebido antes da fundação do mundo (Êxodo 4:11).

Há um propósito nas coisas que nos acontecem? De um lado há a soberania de Deus, do outro a vontade humana. Como equacionar isso?

1. A Doutrina dos Decretos de Deus: Pelo termo “decreto de Deus” queremos significar o propósito ou determinação em relação a acontecimentos futuros. Isto diz que coisas acontecem de acordo com o propósito divino e não pelas leis fixas da natureza ou destino ou acaso. Negar os decretos ou a pré-ordenação de Deus é quase destroná-Lo. Tal ato O colocaria na reserva como expectador interessado no que acontece, mas sem poder agir.

2. Nossas decisões e a vontade de Deus (Efésios 5:17).
a. Vontade Preceptiva (Os Dez mandamentos) e Vontade Decretativa (Deuteronômio 29:29).

3. As ocorrências históricas bíblicas não deveriam ter acontecido do jeito que aconteceu? Havia possibilidade de não ocorrer? (Miquéias 5:2 cp Lucas 2:1-6).


4. A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana. Deus executa seus planos através das nossas decisões (Atos 2:23; 4:27,28; Isaías 46:10; Salmos 115:3)

5. Deus não somente conhece o futuro, mas dirige soberanamente a história e realiza sua vontade soberana em todo o universo, atingindo, assim, seus propósitos santos.

6. Os planos de Deus se realizam nas mínimas coisas: (Mateus 10:29-31; 21:2; Lucas 22:10)

7. Por que orar? A oração é parte integrante dos planos de Deus (II Samuel 7:27-29; Daniel 9:2,3; Lucas 2:25-32).

quinta-feira, 11 de maio de 2017

SOMENTE CRISTO (SOLUS CHRISTUS)

A Reforma Protestante legou alguns princípios que andam esquecidos em certos ramos do protestantismo brasileiro. Entre eles está o princípio do Solus Christus ou Somente Cristo. No contexto do tempo da Reforma, século 16, isso significava a contraposição de pelo menos três ensinos católicos romanos: a penitência, as indulgências e a reivindicação papal como o vicarius de Cristo. 

O que fazer com os pecados cometidos pelos fiéis da Igreja Romana após o batismo? Foi oferecida duas alternativas: confissão auricular e penitência. Não era suficiente confessar seus pecados ao sacerdote romano, era obrigatório a prática de penitências. Na penitência, as práticas de exercícios espirituais tais como jejuns, esmolas, orações, flagelos, serviam como depósitos de fundos meritórios na vida eterna. Para terem os pecados perdoados bastava acessar esse fundo celestial em caso de necessidades. 

Outra forma da aquisição de perdão de pecados na Igreja Romana era a compra de indulgências (um documento adquirido pelo fiel mediante pagamento). A cantilena na época era: "assim que uma moeda no cofre cai, uma alma do purgatório sai".  As indulgências era também uma forma de abreviar o tempo da penitência por meio do sofrimento no purgatório. As penitências podiam ser parciais ou totais. Somente a compra das indulgências é que podiam plenamente salvar uma alma do purgatório, pois os exercícios das penitências terrenas davam apenas salvação parcial. O desenvolvimento das indulgências pode ser entendido como um progresso da doutrina da penitência, pois só assim a salvação pode ser adquirida por meio de uma relação financeira. 

Fica claro nesses dois ensinos que a salvação, no ensino católico romano, pode ser adquirida por esforço humano. Mas e o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário não foi suficiente? O apóstolo Pedro afirmou aos destinatários da sua primeira carta (1:2) que eles haviam sido eleitos pela "aspersão do sangue de Jesus Cristo".  O apóstolo Paulo opõem-se à doutrina de méritos e indulgências ao dizer aos efésios (2:8) que eles "pela graça sois [foram] salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós [não procedia deles); é dom de Deus". 

Não devemos pensar que a sedução de acrescentar potencialidade a salvação exclusiva pelo sacrifício de Cristo é algo apenas do passado. Há hoje no cenário evangélico brasileiro o entendimento que a obediência irrestrita aos usos e costumes humanos  (o repúdio ao uso de maquiagem, ir à praia, não jogar futebol, etc) garantem a eficácia expiadora de Cristo na cruz. Outros grupos ensinam que o ato de ofertar e dizimar dão aos féis garantias e méritos diante de Deus e assim sendo você pode e deve até mesmo exigir de Deus saúde, prosperidade financeira e outras bênçãos terrenas. Isso não é nada mais que a comercialização da fé dentro dos moldes da Igreja Romana no período da Idade Média. Ainda outros entendem que participar nas atividades eclesiásticas é sinônimo de comunhão com Deus. É verdade que devemos ter compromisso com a agenda das nossas igrejas, conforme Hebreus 10:25 orienta os crentes para que não deixassem de congregar, como era costume de alguns. Contudo, não devemos reduzir a vida cristã de comunhão com Deus à participação diária de atividades na igreja. 

Contra todas essas heresias afirmamos que Somente Cristo é necessário para nos salvar e nos aproximar de Deus. Quando o carcereiro de Filipos perguntou à Paulo e Silas o que deveria fazer para ter a salvação em Cristo, não lhe foi apresentado uma lista de condições e imposições, mas apenas a atitude de crer em Cristo (Atos 16:30, 31). Em quem você tem colocado o seu coração? Apenas em Cristo ou em "substitutos" religiosos? Se você pratica algum ato para ser reconhecido diante de Deus como merecedor de algo da parte dele, já está reprovado. 

No amor de Cristo!  

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

TOMANDO DECISÕES SEGUNDO A VONTADE DE DEUS

Resultado de imagem para dúvidaDiante de uma decisão que devemos tomar, quase sempre nos deparamos com a dúvida se vamos agir conforme a vontade de Deus. Queremos estar no centro da vontade de Deus, fazer o seu querer. Porém, há assuntos sobre os quais a Bíblia não oferece orientações claras, nem trata delas especificamente. Existem àreas da nossa vida em que não teremos uma resposta específica da parte de Deus. Por exemplo:

- Vida familiar: Quando ainda solteiro os jovens pensam: "Com quem devo namorar"? "Será que essa pessoa é aquela (e) que o Senhor tem preparado pra mim"? Após o casamento surge as questões sobre ter filhos e a quantidade. Muitos perguntam: "Será que é a vontade de Deus que eu tenha muitos filhos ou somente um"? 


- Vida profissional: Que profissão escolher? Peço demissão ou continuo no emprego atual? Será que é o momento de pedir aumento salarial ou promoção?


- Vida eclesiástica: Qual igreja devo frequentar? Onde posso utilizar melhor meu dom? Qual ministério da igreja devo participar? Grupo de louvor? Professor de Escola Bíblica?


Enfim, as dúvidas são muitas e não temos total certeza sobre qual é a vontade de Deus para as nossas vidas. Há um certo perigo nisso. Muitos crentes na ânsia de "descobrirem" a vontade de Deus apelam para impressões do Espírito, profecias, leituras aleatórias da Bíblia (as caixinhas de promessas), etc. Outros pensam que "portas abertas" são sinais da aprovação de Deus. A grande verdade é que muitas vezes queremos mesmo é que nossos desejos e vontades se cumpram. Forçamos a barra. 


Para entendermos se estamos realizando a vontade do Senhor precisamos compreender o que significa a vontade de Deus. Os teólogos, pautados pelas escrituras sagradas, ensinam quem em Deus há uma só vontade, porém há dois aspectos dela: vontade secreta e vontade revelada. O livro de Deuteronômio (29:29) nos direciona para esse entendimento: "As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos, para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei". A vontade secreta tem haver com os decretos e ou planos de Deus, que não podemos saber totalmente. A vontade revelada de Deus são seus mandamentos, suas ordens, e as encontramos claramente na Bíblia Sagradas. 


Porém, como agir quando não há mandamentos claros nas escrituras? O quê fazer se não sabemos quais são os planos de Deus? Neste caso, devemos trilhar os caminhos da sabedoria. Há meios pelos quais podemos ter uma orientação do Senhor em nossas decisões. 


1) Pergunte se o que está decidido a fazer é lícito e se convém (I Coríntios 10:23). Deus não deseja o divórcio, a raiva, a inimizade entre os irmãos, etc. Se o que pretende fazer é lícito e convém, então tudo bem!


2) É útil para outras pessoas? Devemos pensar no bem das pessoas que nos envolvem e não sermos egoístas. 


3) É escravizante? Tem muita pessoa que passa muito tempo fora de casa, longe da família, escravos do trabalho e de outros vícios. Isso pode trazer prejuízo.


4) Glorifica ao Senhor? O apóstolo afirmou que qualquer coisa que façamos deve trazer glória ao Senhor (I Coríntios 10:31).


Há ainda outros meios:


1) Aprenda a refletir sobre sua decisão. Há muitos crentes que não pesam os prós e contras das suas decisões. Tomam decisões equivocadas ou erradas por serem ansiosos e afobados. 


2) Aprenda a suspeitar de si mesmo. Somos pecadores e nossas emoções nos enganam. Nosso coração pode nos enganar (Jeremias 17:9). Portanto, peça opiniões a amigos, parentes ou alguém de confiança que tenham uma visão diferente da sua. 


3) Aprenda a aceitar conselhos. Há muitos crentes que não conversam com ninguém sobre suas decisões. Se isolam. Não tem com quem participar sobre suas escolhas. Contudo, é importante pedir conselhos a pessoas de confiança. É verdade que há muitos que não sabem aconselhar, mas há bons conselheiros. 


4) Aprenda a esperar no Senhor (Salmo 40:1). Esperar, porém, não é acomodar, mas confiar nas decisões do Senhor para as nossas vidas. Deus sabe o que é melhor para nós. Não faça nada com dúvida. Espere com paciência no Senhor. 


Que o Senhor te abençõe e te guarde!          

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

ABORTO É HOMICÍDIO


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Na ultima terça-feira (29/11) a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é crime a interrupção voluntária da gestação efetivada no primeiro trimestre. O argumento é que “Em temas moralmente divisivos, o papel adequado do Estado não é tomar partido e impor uma visão, mas permitir que as mulheres façam a sua escolha de forma autônoma. O Estado precisa estar do lado de quem deseja ter o filho. O Estado precisa estar do lado de quem não deseja – geralmente porque não pode – ter o filho”, disse um dos ministros.

Simples assim: a mulher pode escolher interromper a gestação, pois sua condição social não permite, porque tem autonomia e é seu direito. Mas, e os direitos do próprio embrião? Quem os defenderá? Qual a culpa do embrião de ter sido fecundado? Ele merece ser morto? Um embrião é o quê, nada? O STF cometeu dois erros: legislou arbitrariamente em detrimento dos parlamentares responsáveis pela criação e produção de leis e decide que até o terceiro mês um embrião pode ser destruído ou assassinado.
Há vários argumentos em favor do aborto: o direito da mulher de fazer o que quiser com seu corpo, o perigo das clínicas ilegais, encargos financeiros a uma família pobre, filhos indesejados ou deficientes, gravidez por estupro ou incesto, etc. Aos que defendem que o nascituro deve viver só um argumento é suficiente: o embrião é uma pessoa com personalidade desde o momento da concepção.
Todos os argumentos em favor do aborto não levam em conta que o nascituro tem personalidade desde o momento da concepção. São marcados pela insensatez e embrutecimento humano, resultado de um tipo de filosofia humanista secular que permeia a cultura dos povos. Há uma forte tendência social de que os temas polêmicos devem ser considerados neutros, sem moralidade (amoral). A grande questão é que esse pensamento abre brechas para a aceitação de toda e qualquer prática independente dos seus resultados. Nisso também vemos que a sociedade atual prima pelo pragmatismo e relativismo. Não há nenhum interesse pelo conceito absoluto, a não ser quando tornam suas próprias teorias em absolutismo.
Os proponentes em favor do aborto não querem saber de todas as circunstancias que normalmente fazem surgir a ideia e pseudo necessidade da prática de aborto: namoro permissivo, promiscuidade sexual, falta de planejamento familiar, casos extraconjugais, etc. Não atentam para as responsabilidades nos relacionamentos, mas preferem insensivelmente dar cabo da vida de um inocente.
O seguinte pensamento, de um autor desconhecido, é pertinente: “Aborto, palavra enganosa que promete alívio, solução, salvação da desgraça... palavra que torna o brilho dos olhos, a graça dos movimentos e a inocência de cada criança um aguilhão a penetrar a consciência de milhares de vizinhas, colegas, alunas e filhas nossas, ameaçando roubar-lhes a sanidade mental e a estabilidade emocional”.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

REDENÇÃO OBJETIVA OU EXPIAÇÃO LIMITADA


É entendimento normal e corrente no pensamento humanista secular evangélico que Cristo morreu para salvar 1º) a todos os homens e 2º) por todo o mundo. Certamente este é um pensamento recheado de emoção e um apelo apaixonado da fé, mas não representa necessariamente o pensamento bíblico e apostólico. Somente uma leitura superficial de alguns textos bíblicos e uma teologia deficiente é que podem oferecer tal ideia de conceito universal de expiação.

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Cristo morreu substutivamente na cruz como um resgate pra redimir pecadores da iniquidade, livrando-os da culpa e do domínio do pecado (Paulo Anglada). Esse é o conceito bíblico de expiação (Mateus 1:21; I Timóteo 1:15). A prioridade não é a extensão da expiação, mas sim sua natureza. Ou seja, se Cristo derramou seu sangue para salvar a todos então se segue que 1º) todos seriam salvos ou 2º) o sangue de Cristo não foi eficaz, pois a experiência atesta que nem todos são ou serão salvos.

Há várias passagens que ensinam que Cristo morreu por um grupo limitado e específico de pessoas. Não vou transcrevê-las aqui; sugiro que leiam: Isaías 53:11, 12; Mateus 1:21; João 10:11, 14, 15, 26, 27; Hebreus 9:28; João 17:6, 9, 24). Os versículos que apontam para uma suposta expiação universal devem ser contraditados por estes.

Alguém pergunta: A Bíblia não diz que o Inferno é pro Diabo e seus anjos (Mateus 25:41)? Resposta: Porventura, ele não é para o ser humano também? O próprio versículo aponta a condenação de pessoas quando diz: “apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno”. Se Cristo houvesse derramado seu sangue como sacrifício expiador por essas pessoas, não seriam condenadas ao inferno. Leia outros textos que descrevem pessoas condenadas de antemão: João 17:12; II Tessalonicenses 2:3; Romanos 9:13; II Pe 2:3; I João 3:12; Romanos 9:22. Outros indagam: A Bíblia não diz que Cristo morreu por todos (Hebreus 2:9; I Coríntios 15:22; I Timóteo 2:4-6; II Pedro 3:9; Romanos 5:18; I João 2:2)?

Tanto a expressão “todos” quanto “mundo” (João 3:16) devem ser entendidas dentro do seu contexto específico e em conjunto com outros textos bíblicos. É normal no entendimento de alguns que “todos” nesses textos significam “cada uma das pessoas”. Se isso deve ser entendido pelo raciocínio dedutivo e lógico, não o é entendido pela descrição bíblica e apostólica. Repare na palavra “todos” em Atos 4:21; Lucas 21:17; Atos 21:28 e observe que elas não devem ser entendidas no sentido extenso e amplo (o que incorreria em contradição), mas que abrangem os mais variados grupos ou classes de pessoas e coisas.

Nos textos onde aparecem as expressões “todos”, fica claro pelo contexto e passagens paralelas que elas significam pessoas “de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Apocalipse 7:9). Muitas indagações e ilustrações contrárias ao entendimento de que Cristo morreu apenas para os eleitos não passam de raciocínios lógicos e racionalismos teológicos, mas não bíblico e apostólico. 

A morte expiatória de Cristo teve o propósito real de salvar pessoas, e não apenas tornar a salvação possível por meio de escolha arbitrária do ser humano. Se Cristo morreu para salvar a todos, como ser justo com as pessoas que estão no inferno? Elas estão no inferno porque escolheram esse fim? A realidade é essa mesmo? Não querido amigo! Cristo morreu para perdoar seus pecados e te salvar. Se fosse você realmente crer nesse sacrifício e essa obra processar em seu coração serás salvo. Se Deus deixasse a salvação da minha alma em minhas mãos eu estaria perdido, assim como Adão. Mas graças a Deus que estando mortos em nossos delitos e pecados Deus nos deu vida juntamente com Cristo – pela graça somos salvos (Efésios 2:5).

sexta-feira, 6 de maio de 2016

REFUTAÇÃO AO DISPENSACIONALISMO PRÉ TRIBULACIONISTA

Os argumentos que "provam" o pré-tribulacionalismo são os seguintes:

1) A clara distinção entre Israel e a Igreja;
2) Entendem que não é apropriado os cristãos estarem sobre a terra na ocasião do derramamento da ira de Deus no período tribulacional;
3) Textos tais como: Ap 3:10; Mt 24; Dn 7:25; 9:27; 12:7,11.

Contudo,

1) O Novo Testamento não sustenta uma distinção entre Israel e a Igreja (Ef 2);
2) Escapar da ira de Deus não significa necessariamente ser livre do sofrimento advindo da oposição promovida por Satanás bem como a perseguição contra a igreja de Cristo na terra;
3) Ainda ligado ao item 2 existe inúmeros exemplos bíblicos desde o Gênesis em que Deus não livra seus servos da tribulação, mas NA tribulação. Em alguns casos Deus derrama sua ira sobre os rebeldes, mas livra seus servos (o Dilúvio, a morte de Faraó e seus exércitos no meio do mar, os três jovens na fornalha de fogo, etc);
4) Os textos bíblicos são insuficientes para respaldar o retorno de Cristo em duas fases e são inferências que dão margem discutíveis;
5) Os teólogos mais antigos da Igreja defendem o pré-milenismo clássico ou histórico, mas nunca ensinaram o Dispensacionalismo. Este, era desconhecido na história da Igreja até ser proposta no século XIX (1800-1882) por John Nelson Darby.

Das posições escatológicas, a meu ver, as duas mais fortes são o amilenismo e o pré-milenismo histórico.

Mas como gosta de afirmar Augustus Lopes todas elas possuem coisas em comum tais como a vinda de Cristo, o estado eterno, a ressurreição dos mortos, o juízo final.

No amor de Cristo,

A VINDA DE CRISTO EM DUAS ETAPAS


O Novo Testamento não parece justificar a ideia de duas voltas distintas de Cristo (uma vez para sua igreja antes da tribulação e depois, sete anos mais tarde, com a igreja para julgar os incrédulos). Mais uma vez, tal posição não é ensinado de maneira implícita em nenhuma passagem, sendo uma simples inferência baseada em diferenças entre várias passagens que descrevem a volta de Cristo a partir de perspectivas distintas.

Parece melhor concluir, com a grande maioria da igreja ao longo da história, que a igreja passará pelo período de tribulação predito por Jesus. Provavelmente não escolheríamos esse caminho para nós, mas a decisão não foi nossa. E se Deus deseja que algum de nós que hoje vivemos permaneça na terra até o tempo dessa grande tribulação, devemos dar ouvidos as palavras das escrituras (1 Pe 4:14; 2:21; Rm 8:17; Hb 2:10; Ap 2:10).

TEOLOGIA SISTEMÁTICA, p.969, Wayne Grudem.