segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A EXECUÇÃO DO BRASILEIRO NA INDONÉSIA

As opiniões sobre a execução do brasileiro Marco Archer se dividem. Há nitidamente dois grupos: os prós e os contras. O brasileiro foi condenado à morte após ser preso por tráfico de drogas. Lá na Indonésia “não tem choro”. O instrumento para combater este tipo de crime naquele país é a pena de morte. Este assunto sempre gera polêmicas e debates intermináveis.

O jornalista Maurício Santoro escreveu um artigo especial para o UOL e disse que a pena de morte “é uma forma de castigo cruel, desumana e degradante, uma violação do direito à vida. Sua aplicação recai de modo desproporcional sobre os grupos mais vulneráveis em cada sociedade: pobres e minorias étnicas/religiosas”. Até certo ponto ele está certo. Mas sua fala não representa toda a verdade dos fatos.

Não se trata de perder a esperança, jamais, mas alguns estudiosos com opiniões liberais e secularizadas entendem que a solução para todo o tipo de criminalidade está nas políticas de segurança, no entrosamento da comunidade com as forças policiais, no judiciário e na eliminação de condições de pobreza. Tá bom! Podemos até compreender esse tipo de pensamento. Mas ele funciona em que país? Na Suécia? Finlândia? Não sei aonde. Só sei que no Brasil jamais! Aqui todos os setores da sociedade pública e privada estão corrompidos. Basta acompanhar os noticiários. Nada do que o citado jornalista afirmou é suficiente para combater os crimes. Sempre haverá um transgressor da lei.

Minha opinião é que ainda que a pena de morte seja uma forma de castigo cruel, mesmo assim em certos casos ela é “um mal necessário”. O brasileiro transgressor da lei não era inocente. Sabia exatamente que estava cometendo um crime e que na Indonésia o tráfico de drogas era punido com a pena de morte. Com certeza a Indonésia não é exemplo de um país honesto, sério, em outros procedimentos de seu governo, mas conter os crimes não é errado em nenhum país. Cada país possui soberania e autonomia para analisar de que forma irão conter os crimes.

No período bíblico a pena de morte era algo aceitável. Após abençoar Noé e seus filhos Deus disse: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem” (Gênesis 9:6). Mas o Senhor não disse isso para o homem sair matando os outros “homens a torto e direito”. Não. Significa que a vida do ser humano deve ser respeitada e dignificada, pois o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Ou seja, nenhum indivíduo tem o direito de tirar a vida de outro. Ainda que não vivamos num Estado Teocrático podemos afirmar biblicamente que o Estado é “a mão esquerda de Deus” no combate aos crimes. O apóstolo Paulo afirma o seguinte em Romanos 13:3-5: “Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência”.

Ainda que alguém resolva não transgredir a lei do seu país, deve fazê-lo por motivo da sua boa consciência e não por temor da punição. Não estou feliz com a morte do brasileiro, pois, seus amigos e parentes estão sofrendo muito sua permanente ausência. Mas quantas pessoas são vitimadas por conta da heroína, também trazendo dores e sofrimentos aos familiares. No Brasil as drogas é um problema alarmante. Mas as autoridades por aqui não estão muito preocupadas não. Em inúmeros bairros dos nossos Estados brasileiros as “bocas de fumo” funcionam com extrema liberdade a céu aberto. De vez em quando nossas autoridades militares, não todos é claro, vão até as “bocas de fumo” para buscar sua parte em dinheiro também. Em troca fazem “vista grossa”. Aqui não tem lei nem ordem. Há apenas conveniências. Um faz de conta.

Quanto a essa tragédia com o brasileiro fica claro que as inclinações pecaminosas do ser humano fatalmente o levarão a morte. A Bíblia afirma que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23) e que “há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Provérbios 14:12). Se você está distante do Senhor ouça a recomendação de Jesus Cristo: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1:15).


No amor de Cristo,

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