sexta-feira, 3 de julho de 2015

OS EVANGÉLICOS SÃO INTOLERANTES E PRECONCEITUOSOS?


Não deveria ser necessário afirmar aqui que o povo evangélico faz parte de um grupo religioso NÃO perfeito. Nesse sentido é possível que alguns dentro do círculo evangélico sejam intolerantes sim. Contudo, no sentido da análise nessa postagem depende do que se entende por intolerância e preconceito.

Intolerância, preconceito, discriminação, são palavras usadas exaustivamente por indivíduos que realmente são, se dizem, ou se fazem vítimas da exclusão social. Não nego que de fato aconteça esse comportamento por parte de pessoas, nem nego também que haja os excluídos socialmente, mas afirmo aqui que em muitos casos o julgamento feito por aqueles indivíduos é sutilmente uma forma de doutrinamento moral e uma imposição intelectualmente coercitiva.

Observamos que essas mesmas palavras hoje em dia não são mais corretamente conceituadas, e como se tomassem a forma de seres humanos, se transformaram em monstros devoradores da felicidade de mulheres, pobres, homossexuais, negros, desempregados, religiosos, crianças, idosos, pessoas sem os atributos da beleza física, etc. Novamente devo dizer que não nego o infeliz tratamento que esses grupos enfrentam ao serem relegados por parte de qualquer outro grupo ou mesmo de seu próprio grupo. Minha grande questão é identificar a verdade por trás dos comentários e opiniões dos que são ou se dizem vítimas de intolerância, preconceito e discriminação. São sempre sinceros e honestos, desinteressados em impor seu ponto de vista aos outros? Ou será que planejam coagir intelectualmente os que são considerados seus opositores ou inimigos?

Refiro-me ao fato de que intolerância, discriminação e preconceito, não são apenas questão de semântica a certos indivíduos, mas são como deuses entronizados no altar do existencialismo humano. Não se pode mais ter opiniões contrárias à homossexualidade, aborto, feminismo, grupos religiosos, redução da maioridade penal, a partidos políticos, etc, pois no caso é ser preconceituoso e intolerante. Esses indivíduos impõem suas ideias e opiniões como vereditos e quer que as aceitemos como verdades universais. Ou seja, na “gentil” intenção de combaterem a intolerância, preconceito e discriminação, eles se tornam assim também.

Faz-se necessário conceituar corretamente o que é ser intolerante ou preconceituoso, pois os indivíduos excluídos socialmente deram novo sentido e conceito aos termos tornando-os naquilo que não são. O teólogo canadense Donald Carson reproduz do Dicionário de Webster os seguintes significados de TOLERAR: “1. Consentir; permitir; não interferir. 2. reconhecer e respeitar (crenças, práticas dos outros, etc.) sem necessariamente concordar ou simpatizar. 3. Suportar; aturar; como em ele tolera seu cunhado’. 4. na medicina, ter tolerância a (um medicamento específico, etc.)”. Note bem: isso significa que devemos aceitar a existência de perspectivas diferentes. Se alguém se diz tolerante deve aceitar a existência de opiniões contrárias à homossexualidade, feminismo, aborto, politica, religiões e muitos outros assuntos polêmicos. Porém os que se dizem intolerantes na verdade são intolerantes. Basta ver como se comportam em audiências públicas no Congresso Nacional ou nas Câmaras Municipais quando suas ideias são contrariadas por projetos políticos: tumultuam reuniões, achincalham, ofendem e agridem seus opositores. Obviamente isso não é ser tolerante.

Segundo a sociologia o preconceito é conceituado como uma postura de hostilidade desferida contra um indivíduo, pelo simples fato de ele pertencer a um grupo pouco ou nada valorizado socialmente. Mas essa definição também merece análise. Em primeiro lugar, possuir pressupostos, princípios e conceitos antecipados a respeito de assuntos, temas ou grupos estereotipados não se configura necessariamente como intolerância, discriminação ou preconceito – a não ser que de fato sejam. Em segundo lugar, o sentido de hostilizar vai muito além de opiniões contrárias. Refere-se a provocações públicas e não é o mesmo que protestar. É digno de nota que os mesmos indivíduos que sem dizem excluídos socialmente hostilizam todos os que não estão dispostos a consentirem com seus discursos ou comportamento. É só lembrarmos aqui que na parada LGBT de São Paulo os mesmos que lutam contra a “discriminação” homossexual e sexual tiveram subjetivamente ou veladamente a intenção de provocar os cristãos ao se caracterizarem como Cristo crucificado.  

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