sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A VIOLAÇÃO DO SEGUNDO MANDAMENTO:PADROEIRA DO BRASIL

Por Gilson Barbosa

Não é necessário ser nem um estudante básico em teologia para entender que o primeiro mandamento ordena adorar somente a Deus e o segundo que não devemos adorá-lo através de qualquer objeto intermediário.
        Não terás outros deuses diante de mim. (1º mandamento – Êxodo 20:3)
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. (2º mandamento – Êxodo 20:4,5)
Esses textos bíblicos também constam na Bíblia católica; e por que insistem em honrar e venerar as imagens de Cristo, Maria e de outros santos? Na verdade a Igreja Católica afastou o quanto pôde seus fiéis da leitura e compreensão do mandamento de não confeccionar imagens com a finalidade de alcançar alguma graça divina por meio representativo. É comum os católicos dizerem que não oram à imagem, ao ídolo, mas ao espírito ou à pessoa que é representada por ele. Mas esta é uma resposta tola, pois mesmo que não haja pretensão é muito difícil um fiel católico distinguir entre o ídolo e deus ou espírito que ele representa. E mais, a Bíblia em nenhum lugar ordena a oração ou veneração a algum dos servos de Deus; nem em vida nem após sua morte. A oração deve ser feita somente a Deus em nome de Cristo (João 16:23). Cristo é o único intermediário entre Deus e os homens (I Timóteo 2:5). Será que é tão difícil entender isso?
A imagem de Conceição Aparecida
Hoje (12/10/2013) é comemorado em nosso país (Brasil) o dia de Conceição Aparecida. Foi no dia 31 de maio de 1931, no governo de Getúlio Vargas, que a imagem de barro da Conceição Aparecida foi declarada, oficialmente, na Capital Federal, a Padroeira do Brasil.
Segundo a teoria oficial da Igreja Católica Romana no ano de 1717 alguns pescadores retiraram do rio Paraíba do Sul, no local denominado porto de Itaguaçu (localizado no atual município de Aparecida em São Paulo), uma imagem negra da Imaculada Conceição. A imagem é de barro, medindo 39 centímetros e pesando aproximadamente 4,5 kg, sem o manto e a coroa, que foram acrescentados (apud Defesa da Fé, edição 26).
A narrativa afirma que os pescadores não tinham até aquele momento apanhado peixe algum, mas a partir dessa descoberta da imagem fizeram uma farta pescaria que encheu as canoas de peixe. Há uma semelhança deste relato com a pesca milagrosa (Lucas 5:1-11) envolvendo Jesus e alguns discípulos. Porém, segundo o Dr. Aníbal Pereira dos Reis, essa teoria não passa de armação de um pároco local:
Segundo o Dr. Aníbal Pereira dos Reis, ex-sacerdote, ordenado em 1949, formado em teologia e ciências jurídicas pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo, em seu livro A Senhora Aparecida, Edições Caminho de Damasco Ltda., SP, 1988; trata-se de uma grande armação do padre José Alves Vilela, pároco da matriz local. Segundo suas investigações, foi o padre José Alves Vilela quem colocou a imagem no rio e iniciou planejadamente a divulgação dos supostos milagres, além de estar manipulando todo o tempo à imagem e divulgando seus supostos milagres. (apud Defesa da Fé, edição 26)
Em Portugal, na pequena cidade de Fátima, a Virgem Maria é denominada de Nossa Senhora de Fátima. Em 13 de maio de 1917, segundo a teoria católica romana, três crianças tiveram a visão de uma senhora perto de Fátima, quando estavam pastoreando ovelhas:
As crianças afirmaram que a mulher, usando um vestido e um véu brancos, lhes dissera para voltarem lá no 13º dia de cada mês até outubro, quando ela lhes contaria quem era. No dia 13 de outubro, ela lhes disse que era Nossa Senhora do Rosário e pediu às crianças que rezassem o rosário todos os dias. Pediu que as pessoas corrigissem suas vidas e pediu também que uma capela fosse construída em sua honra. Em 1930, a Igreja Católica Romana autorizou a devoção à Nossa Senhora de Fátima. Desde então, milhões de pessoas fazem peregrinação a Fátima. (Enciclopédia Delta Universal)
Não é de hoje que deusas são adoradas nas religiões pagãs. O apologista Hélio de Souza escreveu que “não é óbvio presumirmos que as antigas divindades tutelares reverenciadas no passado apenas mudaram de nome? Diana para os efésios, Nun para os ninivitas, Ishtar  para os babilônios, Kali para os hindus e, assim, continuam sendo cultuadas por meio de um pseudocristianismo”.
O catolicismo romano foi dando a Virgem Maria feições diversas incorporando-a ao acervo popular de inúmeras nações.  Desta forma absorveu a ideia de deusas do paganismo e incorporou as características culturais, raciais e étnicas de cada nação. Por isso em Portugal, a Virgem Maria é conhecida como “Senhora de Fátima”; no Brasil “Conceição Aparecida; na França “Senhora de Lourdes”; no México “Senhora de Guadalupe”; no Japão “Senhora da Estrela da Manhã”.  
Adoração e veneração

À Maria é feita oração, preces, pedido de milagres, e milhões de casas brasileiras possuem um altar a ela.  O catolicismo romano afirma que os católicos não adoram Maria, mas apenas veneram. Porém, essa distinção não acontece na prática. É como disse o apologista Alberto Fonseca:
Há diferença entre adorar e prestar culto? Se prostrar-se diante de um ser, dirigir-lhe orações e ações de graça, fazer-lhe pedidos, cantar-lhe hinos de louvor não for adoração fica difícil saber o que o catolicismo romano entende por adoração. Chamar isso de veneração é subestimar a inteligência humana.
Os atos descritos acima, por parte do fiel católico, se configuram idolatria e somente Deus pode receber tais considerações. A Bíblia afirma e ordena: “Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. (Mateus 4:10)
Resumindo: não existe adoração relativa, paralela nem veneração a pessoas. O fato de reconhecer Maria como bem-aventurada por ser a mãe de Jesus é bíblico (Lucas 1:48), expandir isso é descambar em idolatria. João foi o ultimo apóstolo e se os primeiros cristãos prestassem algum tipo de culto a Maria ou aos “santos” poderia muito bem ter nos informado e incentivado a tal prática. Porém ele escreve: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (I João 5:21). Lembro aos leitores que um ídolo bem pode ser uma imagem de escultura, porém em um sentido mais lato, idolatria pode indicar veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição, etc, que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos.
Amor aos católicos romanos
O fato da Bíblia não aprovar o culto aos santos ou a Maria não deveria ser motivo de qualquer sentimento de aversão ou até mesmo ódio da parte dos evangélicos aos católicos romanos ou vice-versa. A verdade pode até doer, mas continua sendo a verdade. O apóstolo Paulo disse aos gálatas: “Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?” (Gálatas 4:16).
Os evangélicos não consideram a “Nossa Senhora da Conceição Aparecida” como Padroeira do Brasil porque há um só Deus e Senhor e somente Ele deve ser venerado ou adorado e mais ninguém:
Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. (Deuteronômio 6:4)
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2:11)
Com amor,

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