terça-feira, 15 de julho de 2014

POR FORA BOA INTENÇÃO, POR DENTRO CORRUPÇÃO!!!

Por Gilson Barbosa

Desde o primeiro pecado cometido contra a lei de Deus, acontecida no santuário sagrado do Éden, o ser humano tornou-se corruptor e corrupto. A partir disso a imagem de Deus foi distorcida, contaminada, manchada. O ser humano ainda é capaz de grandes e boas realizações, mas agora elas quase sempre vêm recheadas de intenções espúrias. Se você pensa que os salvos em Cristo não correm esse risco está muitíssimo enganado. A santificação bíblica é um processo contínuo e somente alcançaremos a perfeição na eternidade. Contudo, esse fato não pode servir de justificativas para vivermos uma vida de pecados ocultos.

Se pecado fosse apenas o ato cometido exteriormente, muitos de nós poderíamos nos julgar imaculados. Porém, os pecados nascem no coração do ser humano. Jesus disse que de “dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura” (Marcos 7:21,22). Entre outras palavras: o pecado ocorre antes que seja executado. Ele é gerado na mente, nas ideias, nas intenções, no coração.

Ciente desse fato me ponho a pensar nas inúmeras instituições e segmentos administradas por pessoas que ao longo do tempo barganharam seus valores morais por benefícios e vantagens pessoais. Mas essa imoralidade não se restringe ao ambiente empresarial, filantrópico, cultural, político ou eclesiástico. Não é exclusivo de quem está no poder ou ocupa uma posição de liderança. Diariamente nos corrompemos e influenciamos pessoas a se corromperem também. Seguidamente furamos filas, colamos numa eventual prova, avançamos com nossos veículos o sinal vermelho, mentimos para livrar “a nossa cara” ou a barra de alguém, tentamos subornar o policial, compramos produtos piratas, etc.

Quero deixar claro que essas “pequenas corrupções” e desmandos tem um nome: PECADO. Vamos ter que responder diante de Deus sobre cada pecado cometido.

Na sociedade em geral podemos observar como alguns poucos detêm uma dominação exercida em nome da liberdade. Os partidos políticos discursam em prol da igualdade e liberdade, mas os seus reais interesses não passam de manobras políticas e eleitoreiras. Seus líderes prometem o que estruturalmente não se consegue ou pode fazer. Você acha mesmo que os sindicatos se importam com os trabalhadores? Você acha mesmo que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está interessado no futebol da seleção brasileira? Você acha mesmo que todos os ministros estão interessados em que os “mensaleiros” cumpram seus prazos de detenção nas cadeias? Se respondeu SIM a essas perguntas você só pode ser muito ingênuo mesmo!

Infelizmente nem mesmo os administradores de instituições paraeclesiásticas ou denominações evangélicas escapam da intenção de dominar a maioria em nome da liberdade. Essa ideia tem sido utilizada sorrateiramente. Há muitos irmãos que são escravos, não de Cristo, mas das instituições ou denominações que frequentam. Outros são cúmplices, pois sabem o que está acontecendo nos bastidores, mas porque recebem salários da Igreja preferem compactuar com a sujeira da corrupção do que renunciar o cargo. Que o povo do Senhor leia mais, se informe mais, busque conhecimento secular e intelectual, para não ser vítima de líderes opressores e totalitários.

Para entender a capacidade do ser humano em se corromper e tirar vantagens do poder quero sugerir a vocês a leitura do livro A Revolução dos Bichos, George Orwel, Companhia das Letras. Já que muitos usam a Bíblia para manipular os mais “fracos”, quem sabe outro tipo de leitura não abrirá ainda mais a sua mente?


No amor de Cristo, 

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