terça-feira, 18 de outubro de 2011

CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL (Parte III - Doutrina)

A CCB É CONTRA O MINISTÉRIO PASTORAL


Os membros da CCB costumam dizer que em sua igreja não existe pastor, pois o único pastor deles é Jesus. Costumam chamar o líder ou dirigente da igreja de “ancião”. A palavra pastor tomou um tom pejorativo entre eles. Costumam falar sobre como devemos tomar cuidado com os falsos pastores e como eles enganam as pessoas! Mas se há o falso é notório que há também o verdadeiro. Não podemos desprezar uma nota verdadeira por que no mercado está correndo dinheiro falsificado!!!
Embora a CCB não aceite o Ministério pastoral a Bíblia, contudo é clara sobre o assunto:

“e vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência” (Jr 3.15).
“E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor” (Jr 23.4).
“E ele (Jesus) deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres” (Ef 4.11).
“Lembrai-vos dos vossos pastores, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé” (Hb 13.7).
“Obedecei a vossos pastores, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hb 13.17).
Na CCB não é possível obedecer aos textos acima, pois eles não aceitam o ministério pastoral. Isto é apenas uma questão de lógica: “Cristãos são ovelhas e ovelhas são submissas a um pastor humano levantado por Cristo” (Leia: Ef 4.11; Hb 13.7 e 17). A verdadeira Igreja de Jesus Cristo têm pastor, sendo assim a CCB está fora dos parâmetros dessa realidade. Dizem que um homem não pode ser pastor de uma igreja, mas quem afirmou que nos daria pastores, foi o próprio Deus! Desobedecer a isso é afrontar o que Ele determinou; é insurgir contra sua autoridade e Palavra. As alegações da CCB são no mínimo infantis e de uma pobreza franciscana! O texto mais usado por eles é João cap.10 que diz: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem”, mas mesmo este texto não representa nenhum obstáculo ao ministério pastoral, muito pelo contrário - o confirma. Outro texto muito usado é o Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor” e realmente o Senhor é o Sumo Pastor (I Pe 5.4) e se há sumo pastor é claro que há também subpastores ou pastores apenas, assim como no antigo Israel havia Sumo Sacerdote e também os sacerdotes auxiliares. Ora, a Bíblia diz que Jesus é nosso Sumo Sacerdote (Hb 8.1), mas também diz que nós somos sacerdotes igualmente (Ap 1.6). Veja que um não exclui o outro, da mesma maneira acontece com o cargo de pastor.
Para encerrar gostaríamos de fazer a seguinte pergunta: Os anciãos da CCB não apascentam as ovelhas; com conselho, instrução e pregações? É claro que sim. Tenho para mim que os anciãos da CCB fazem o papel de pastor, porém sem usar o rótulo. E o próprio Jesus ordenou isso a Pedro: “Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas”.

SÃO CONTRA O SUSTENTO DO OBREIRO


“Outras igrejas despojei, recebendo delas salário, para vos servir” (II Co 11.8).
Paulo recebeu salário de certas igrejas em seus dias para servir aos crentes de Corinto. A CCB, porém, afirmam que o pastor ou obreiro que recebe salário é mercenário e ladrão. Prefiro ficar com a Bíblia a ficar com as opiniões da CCB. A respeito do salário e sustento do pastor ou obreiro a Bíblia diz ainda, entre outras coisas, o seguinte:

a) O pastor ou obreiro que se dedica à obra ministerial é digno do seu salário (I Tm 5.18).
b) Paulo ensinou a Igreja de Corinto a sustentar os obreiros do evangelho (I Co 9.4-14).
c) O mesmo apóstolo Paulo advertiu ao pastor Timóteo a não cuidar de negócios terrenos com o fim de sustentar-se, dedicando-se somente a pregação do evangelho (II Tm 2.4).
d) O apóstolo Pedro disse que a única ocupação dele e de seus companheiros de ministério eram a oração e a pregação do evangelho (At 6.4).
e) Simão e André abandonaram a profissão que exerceram por anos para se dedicarem unicamente ao ministério da Palavra (Mc 1.18).
f) Os apóstolos e Jesus viviam das ofertas que recebiam. Em João 12.6 lemos que havia uma bolsa para receber as ofertas, bolsa essa que Judas tirava o que podia, mas que mesmo assim mantinha dinheiro para comprar pão que sustentasse uma multidão (Jo 6.5-7).

Diante disto, quem se opõe ao sustento dos pastores e obreiros opõe-se à própria Palavra de Deus.

A CCB É Contra o Dízimo


O dízimo é o principal cavalo de batalha da CCB contra as igrejas evangélicas. Quem escuta um membro da CCB atacar o sistema de contribuição nas igrejas evangélicas tem a impressão que na CCB não existe nenhuma forma de arrecadação de dinheiro. Contudo, ledo engano!
Ensinam os anciãos da CCB, e seus adeptos vivem alardeando que o dízimo faz parte dos preceitos da lei e como esta foi abolido por Cristo, o dízimo também o foi juntamente. Como será então que eles mantêm a estrutura econômica de sua organização? Resposta: Através das ofertas que muitas vezes chega a ultrapassar o valor do dízimo. O sistema de ofertas na CCB funciona da seguinte maneira:

1. Oferta da Piedade.
2. Oferta para compra de terreno.
3. Oferta para fins de viagem.
4. Oferta para conservação de prédios.
5. Oferta de votos.

A Bíblia ensina e nós cristãos evangélicos acreditamos que o dízimo é santo (Lv 27.30); a CCB diz que o dízimo é para ladrões, a Bíblia diz que é para o Senhor (Ml 3.8-11). A CCB diz que o dízimo é coisa da lei; mas a Bíblia afirma que o dízimo é antes da lei e que a Igreja apostólica praticava o dízimo (Gn  14.18-29; Hb 7.8, 9). Quem começou a dar o dízimo foi o pai dos crentes, Abraão e para que essa benção continue a fluir em nossas vidas devemos imitá-lo (Gl 3.14). Embora o cristão deva sempre procurar ser mais que dizimista, pois Deus, nesta dispensação, nos chamou para excedermos os escribas e fariseus (Mt 23.23; Mt 55.20).
A CCB diz que dá a César o que é de César (Lc 20.25), mas quando é para dar a Deus inventa muitos argumentos e obstáculos. Assim eles demonstram ser mais fiéis a César (o governo) do que a Deus, mas o nosso Senhor os qualifica como ladrões; leiamos: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas” (Ml 3.8). Acredito que a única pessoa que quer que os filhos de Deus fiquem na miséria é o diabo (Jo 10.10) e para isso ele se transfigura em anjo de luz (II Co 11.14) e tenta fechar o meio de Deus abençoar o seu povo - que é dando os dízimos e as ofertas. Que nunca nos deixemos contaminar pela avareza (Cl 3.5) e devolvamos a Deus o que lhe pertence: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro (atualmente a igreja), para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança” (Ml 3.10).

A CCB ACEITA A BEBIDA ALCOÓLICA


A embriaguês devido ao uso de bebidas alcoólicas entre os membros da CCB já lhes valeram o apelido de “Congregação Cristã do Barril”. Isto porque, em suas festas sociais como as de casamento e outras, não se intimidam em se embriagarem perante crentes e incrédulos.
Há casos reais de membros da CCB que foram flagrados ensaiando seus hinos para o culto à noite totalmente embriagados. Mas isto é o de menos, em comparação com o caso de um ancião que teve de ser carregado para cima do púlpito, pois estava cambaleando de bêbado!
Os membros da CCB desde os jovens até os adultos dão um verdadeiro show de mau testemunho para com os que estão de fora. Para esses, cai como uma luva as palavras do apóstolo Paulo: “Assim, pois, por vossa causa, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios...” (Rm 2.24)
A CCB alega que beber socialmente, ou seja, sem se embriagar não é pecado. Entretanto não é isso o que a Palavra de Deus nos afirma.
O beber socialmente tem sido o argumento que tem levado a muitos á beira da escravidão alcoólica. Haja vista que alguns começaram com uma simples bala de licor para hoje estarem viciados na bebida. Os centros de recuperação de “alcoólicos anônimos” continuam lotados enquanto que sistemas religiosos como o da CCB, tem se escondido atrás da alegação do diabo, de que os irmãos podem beber, é só tomarem cuidado para não se embriagarem! Mas voltemos à palavra de Deus, vejamos o que ela tem a nos dizer quanto a isso:

“Ai daquele que dá de beber ao seu próximo, adicionando à bebida o seu furor, e que o embebeda para ver a sua nudez! Serás farto de ignomínia em lugar de honra; bebe tu também, e sê como um incircunciso; o cálice da mão direita do Senhor se chegará a ti, e ignomínia cairá sobre a tua glória” (Hb 2.15, 16).
“Mas também estes cambaleiam por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, estão tontos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte; erram na visão, e tropeçam no juízo” (Is 28.7).
“Não é dos reis, ó Lemuel, não é dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte; para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de quem anda aflito” (Pv 31.4, 5).
“O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não e sábio” (Pv 20.1).
“Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho (fermentado), quando resplandece no copo e se escoa suavemente” (Pv 23.31).
“Beberão, e cambalearão, e enlouquecerão, por causa da espada, que eu (o Senhor) enviarei entre eles” (Jr 25.16).

Os textos acima falam por si e não deixa dúvidas quanto à vontade de Deus em relação à bebida alcoólica. Entretanto vamos ainda falar do sacerdócio cristão.

OBJEÇÕES: Grupos religiosos que admitem bebida alcoólica como é o caso da Congregação, costumam se estribar na passagem da santa ceia onde Jesus ingeriu vinho. Raciocinam então: Se Jesus bebeu, nós podemos beber também!
RESPOSTA: Os evangelhos sinópticos empregam a expressão: “fruto da vide” (Mt 26.19 ; Mc 14.25; Lc  22.18).

O fruto da vide é o único vinho verdadeiramente natural contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produziu. O vinho fermentado não produzido pela videira. O Senhor instituiu a ceia guando Ele e seus discípulos estavam celebrando a páscoa. A lei da páscoa em Êxodo 12. 14,20 proibia durante a semana daquele evento a presença de “seor” (Êx 12.15) palavra hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador, “seor”, no tempo antigo, era obtido especialmente da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação. Além disso, todo o “hametz”, ou seja, qualquer coisa fermentada era proibida (Ex 13.7; 12.19). Deus dera essa lei por ser a fermentação o símbolo da corrupção e pecado. Sendo exatamente isso o que causa a bebida alcoólica no homem. O vinho da ceia de maneira alguma era fermentado tendo o teor de bebida forte!

OBJEÇÃO: Alegam ainda que Jesus não só transformou água em vinho na festa de casamento em Cana da Galiléia como também o bebeu, e acrescentam que aquele vinho não era o da santa ceia, mas vinho comum.
RESPOSTA: Faz-se necessária uma nota de esclarecimento a respeito desta passagem. Comenta o pastor Antonio M. N. Vieira em lições bíblicas que:

“A palestina, antiga Canaã, sempre foi um dos maiores produtores de uva do mundo (Nm 13.23). Por isso, seus moradores produziam diversos tipos de vinho, ou seja, com e sem fermento, azedo, etc. No versículo em apreço (2.3), encontramos o termo grego “oinos” (suco), “yayin” (hebraico), diferente de “sikera” (palavra semítica) e “shêkhâr” (hebraico) que significam “bebida forte”, alcoolizada (Lc 1.15), e “gleucos” (grego), “bebida embriagante” (At 2.13)
O vinho sem fermento “oinos”, era muito apreciado por todos, pois além de estimulante ao apetite, era um fortificante para o sangue e alimento protético para o organismo... o Filho de Deus fez questão de estabelecer o fruto da vide (“oinos”) como símbolo do seu sangue que ia ser derramado, para a remissão de nossos pecados ( Mt 26.27-29; I Co 11.25)”.
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CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL (Parte II - Doutrina)

Doutrinas


O credo doutrinário da CCB como já dissemos, é igual a todos os credos das igrejas evangélicas e pentecostais. Acontece que na prática a CCB fica à margem das igrejas evangélicas, não possui o caráter de denominação evangélica. Vejamos algumas doutrinas estranhas praticadas e professadas pela CCB.

Salvação só na CCB


A “maioria” dos adeptos da Congregação Cristã no Brasil (CCB) defende a idéia errônea de que salvação só é possível na sua própria Igreja: a “Gloriosa Congregação”. Desenvolveram a doutrina de auto salvação, ou seja, salvação só entre a irmandade! Essa doutrina, estranha às Escrituras Sagradas, faz com que os seus adeptos pratiquem um proselitismo agressivo com os outros evangélicos. Isso é herança herdada de sua origem Presbiteriana que possuía pontos calvinistas extremos. A Bíblia deixa claro que para sermos salvos não precisamos da CCB. O que diríamos então das outras igrejas que existiam antes da CCB, não estavam salvos? Ou Jesus precisaria esperar a vinda de Francescon em 1910 para ai então poder começar a salvar as pessoas?! Mas a Bíblia discorda disso e afirma que:

“E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (At 4.12)

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Tm 2.5).

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6).

Admitir que só uma certa denominação pode salvar o homem é um pecado terrível, visto que quando a CCB se coloca como a única igreja verdadeira está tomando o lugar do único Salvador. A Bíblia é clara que só Jesus é o caminho e não há mediador entre Deus e o homem a não ser Jesus Cristo. As Igrejas são apenas o meio que leva o homem ao fim, que é a salvação através de Jesus Cristo. Portanto segundo o resquício da doutrina da predestinação todos que porventura um dia terão que ser salvo, virão mais cedo ou mais tarde, à Congregação.

A CCB É CONTRA O ESTUDO DA BÍBLIA ?


Não é raro ouvir um membro da CCB dizer que “a comida” servida na igreja dele é melhor por que sai na hora, pois Deus fala na boca do ancião, enquanto que a do outro é comida fria pois seu pastor precisa ficar “estudando” a Bíblia para poder lhes falar eu mesmo já recebi tal resposta!
O culto na CCB parece mais uma reunião de adivinhos do que um culto de louvor e adoração a Deus. Seus membros ficam esperando que Deus abra a boca do ancião e fale através dele. Dessa maneira ficam esperando soluções imediatistas de seus lideres. Abrem a Bíblia aleatoriamente e onde cair o texto é feito um breve comentário. São os profetas do óbvio! Profetizam e pregam aquilo que é patente aos olhos de todos. Por exemplo, na hora das revelações é dito pelo ancião que, “Aqui existe irmãos que estão passando por grandes lutas, mas Deus manda lhe dizer que vai te dar vitória!”. Assim o adepto sai com a impressão de que “Deus falou” com ele. Entendemos agora por que os membros da CCB entre outros motivos, não estudam a Bíblia, pois é mais fácil ouvir instantaneamente o que já se deseja ouvir do que ir meditar e estudar na lei do Senhor e extrair dela os sábios conselhos para os problemas do dia-a-dia. Alegam que para qualquer coisa que vão fazer precisam ser “iluminados” pelo Espírito Santo!
Sem dúvida o Espírito Santo opera poderosamente na vida de sua Igreja. Contudo a fé nos ensina a crer no Espírito Santo e nos submeter à sua direção, e é essa crença que nos leva a preparar-nos pelo exame das Sagradas Escrituras, que é a Palavra de Deus. Diz a Bíblia:

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim” (Jo 5.39).

“até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação, e ao ensino” (I Tm 4.13).

“Quando vieres traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, especialmente os pergaminhos” (II Tm 4.13).

“Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2.15).

“antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei (a Bíblia) medita ( estuda, lê) de dia e noite” (Sl 1.2).  {grifo do autor}

“Buscai no livro do Senhor, e lede” (Is 34.16).

“Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita (leia, estude) nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido” (Js 1.8). {grifo do autor}

A CCB não valoriza e nem incentiva o estudo sistemático da Palavra de Deus, pelo contrário dizem que o cristão não precisa estudar a Bíblia, pois na hora o Espírito Santo falará instantaneamente pelo crente. Os textos acima falam por si e deixa bem claro que devemos estudar a Bíblia e até lermos bons livros cristãos. O que a CCB se esquece é que o Espírito só usa um cristão que tem prazer na Palavra do Senhor e que nela medita dia e noite. Jesus disse:

“Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito” (Jo 14.26).

Responda-me: O que o Espírito lembrará? A resposta é o que Jesus falou. E onde está relatado o que Jesus Falou? É lógico, na Bíblia, ou seja, quem não estuda a Palavra de Deus e livros afins, não têm como ser usado pelo Espírito de Deus eficazmente. O Espírito Santo não tem como lembrar algo que nós não conhecemos!

OBJEÇÕES:

Geralmente quando estamos dialogando com um adepto da CCB não é raro recebermos como respostas textos bíblicos como os de Lucas 12.12 e João 14.16,17. Fazem isso para demonstrarem que seus ensinamentos estão baseados na Bíblia. Entretanto, tais argumentos não resistem a um exame minucioso do texto bíblico, pois foram tirados fora de seu contexto. Vejamos o primeiro:

“Porque o Espírito Santo vos ensinará na mesma hora o que deveis dizer”.

RESPOSTA: Este versículo de maneira alguma está ensinando o crente não estudar a Bíblia.

Ele está dentro de um contexto onde Jesus incentiva seus discípulos a confiarem em Deus nas horas de tribulação que viria nos tribunais perante os homens. É só ler os versos acima começando pelo versículo 4. Isto se cumpriu integralmente na vida dos apóstolos, por exemplo, em Atos capítulo 4; 5.27 em diante; 22.30; capítulo 23 em diante; capítulo 24 em diante. Nota-se em todos esses textos que a sabedoria com que falavam provinha é claro do Espírito Santo, no entanto eles fazem citações de profecias do Velho Testamento que para uma pessoa que não estudasse as escrituras era impossível fazer devido ao manuseio do livro da lei que era bem diferente de nossas Bíblias de hoje dividida em capítulos e versículos inclusive com tópicos. Mas naquela época não havia nada disso!
Costumam citar ainda o velho e costumeiro jargão: “A letra mata, mas o espírito vivifica”, baseam-se para isso em II Co. 3:6.

RESPOSTA: Novamente os adeptos da CCB incorrem em grave erro por não conhecerem as escrituras. O apóstolo está discutindo neste capítulo sobre as duas alianças, os dois ministérios, o da graça, e o da lei dada por Moisés. Ele diz realmente que a letra mata, mas qual letra? Estaria o apóstolo ensinando com isso que não se deve estudar a Bíblia? Não. O verso 7 responde: “Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo”. O que foi gravado com letras em pedras? Êxodo 32.16 e 34.1 responde: “E virou-se Moisés, e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho na mão, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas”.

“E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas” e “Então disse o Senhor a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nelas as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste”.

O Espírito o qual o apóstolo diz que vivifica é o espírito da nova aliança dentro da dispensação da graça. Pois na lei de Moisés qualquer um que a infringisse morreria, ou seja, a letra da lei matava, condenava, julgava, todavia na dispensação da graça ou do Espírito, não há morte, mas vida, Ele nos dá poder para vencer, o que a lei de Moisés não podia fazer. Se não podemos estudar a palavra de Deus (a letra), por que isso, segundo eles, seria lançar mão de obras da carne, então por que os músicos estudam a letra da música? Não é o Espírito que ilumina na hora certa? Por que estudar então? Na verdade os membros da CCB conhecem muito mais seu hinário do que a Bíblia! Vejamos ainda outro:

“Além disso, filho meu, sê avisado. De fazer muitos livros não há fim; e o muito estudar é enfado da carne”.  Eclesiastes 12.12

RESPOSTA: O escritor de Eclesiastes não diz que estudar a lei de Deus que naquele tempo constituía a palavra de Deus ou a Bíblia dos Hebreus era enfado da carne. Mas o estudar as coisas seculares do mundo! No capítulo 1.18 ele diz: “Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza”. Mas qual conhecimento ele esta a falar? É claro que é somente ao conhecimento do mundo da carne como ele deixa bem transparecer nos versos a seguir:

(12) “Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém”.
(13) E apliquei o meu coração a inquirir e a investigar com sabedoria a respeito de tudo quanto se faz debaixo do céu; essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens para nela se exercitarem.
(14) Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol; e eis que tudo era vaidade e desejo vão.
(15) O que é torto não se pode endireitar; o que falta não se pode enumerar.
(16) Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento.
(17) E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era desejo vão”.

PORQUE DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA


a) Ela é o manual do crente na vida cristã e no trabalho do Senhor. O crente foi salvo para servir ao Senhor (I Pe 2.9; Ef 2.10). Sendo a Bíblia o livro texto do cristão, é importantíssimo que este a maneje bem para o eficiente desempenho na missão de pregar o evangelho, pois todos são chamados para isso. Todo bom profissional sabe usar bem a sua ferramenta, e poderíamos dizer que todo bom crente sabe manejar bem a sua Bíblia.
b) A Palavra de Deus Alimenta a nossa Alma. Disse Jesus: “Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4).
c) A Palavra de Deus é a espada que o Espírito Santo usa: “e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6.17).
d) Só através do estudo da Bíblia é que iremos conhecer a vontade de Deus para nossas vidas.

Quem não estuda a Bíblia não sabe o que Deus quer para sua vida, pois só na Palavra encontramos a verdade. Leiamos:

“Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7)

O USO DO VÉU E DO CABELO


Os legalistas da CCB dizem que a mulher que corta os seus cabelos vai para o inferno e outros ainda acrescentam que é importante e necessário o uso do véu no culto. Alguns chegam a afirmar que o cabelo pela sua importância é misteriosamente guardado em uma caixa de ouro celestial depois de cortado. Veja que absurdo, chegam a inventar lendas para provarem uma doutrina espúria, como essa! O texto, do qual a CCB tirou essa aberração doutrinária é I Coríntios 11.1-16.
Logo abaixo iremos mostrar que o cabelo e o véu, ou qualquer doutrina que o homem possa inventar, jamais poderá substituir a graça de Deus.
Todavia para extrairmos uma interpretação correta do referido texto, iremos analisar a opinião de alguns teólogos e historiadores, que com toda segurança e sinceridade escreveram sobre o assunto. Segue abaixo o comentário do livro do Dr. OPINAM C. Stamps:

“Paulo sustenta que o homem é a cabeça da mulher. Este fato subentende a subordinação da mulher. Deste modo, estabelece-se uma cadeia de comando: Deus, Cristo, o homem, a mulher. A partir desta proposição deduzem-se decorrências práticas. As mulheres estão erradas, se de qualquer forma, modificam suas diferenças em relação aos homens. Esta admoestação é verdadeira em qualquer circunstância. Paulo dá o exemplo da diferença no vestir. Uma das maneiras de se ver esta diferença estava na maneira dessas mulheres manterem o cabelo. Este devia permanecer de tal maneira que distinguissem os homens das mulheres. O cabelo da mulher simbolizava sua submissão e lealdade a seu marido (por causa do costume da época). Paulo também declara que o cabelo longo é uma vergonha para o homem”.

O Comentário da Bíblia Explicada:

“A mulher cobria a cabeça nos dias de Paulo, como sinal de modéstia e subordinação ao marido, e para demonstrar a sua dignidade. O véu significava que ela devia ser respeitada e honrada como mulher casada. Sem véu, ela não tinha dignidade; os homens não respeitavam mulheres sem véu, pois deste modo elas se exibiam pública e indecorosamente. Sendo assim, o véu era um sinal do valor, da dignidade e da importância da mulher conforme Deus a criou (conceito da época). O princípio subjacente no caso do véu, ainda é necessário hoje. A mulher cristã deve vestir-se de modo modesto e cuidadoso, honroso e digno, para sua segurança e seu devido respeito aonde quer que for. A mulher , ao vestir-se de modo modesto e apropriado para a glória de Deus, ressalta a sua própria dignidade, valor e honra que Deus lhe deu. Era costume oriental, no tempo dos apóstolos, a mulher cobrir o rosto com o véu quando andava nas ruas , porém podia dar-se o caso, enquanto ela lavava roupa no córrego, passar algum homem, e encará-la. Mesmo assim, no caso de não ter o véu disponível, teria um recurso: cobrir o rosto, com o seu cabelo comprido. Assim ela ter cabelo comprido lhe era "honroso", mostrando que não era mulher destituída de pudor”.

Citarei ainda o Manual Bíblico do Dr. Halley:

“Era costume nas cidades gregas e orientais as mulheres cobrirem a cabeça, em público, salvo as mulheres devassas (prostitutas). Corinto estava cheia de prostitutas, que funcionavam nos templos (de Afrodite). Algumas mulheres cristãs, prevalecendo-se da liberdade recém achada em cristo, afoitavam-se em pôr de lado o véu nas reuniões da igreja, o que horrorizava as outras mais modestas. Diz-lhes o apóstolo que não afrontem a opinião pública com relação ao que é considerado conveniente à decência feminil. Homens e mulheres têm o mesmo valor a vista de Deus. Há, porém, certas distinções naturais entre homens e mulheres, sem as quais a sociedade humana não poderia existir. Mulheres cristãs vivendo em sociedade pagã (pessoas que não conhecem a Deus), devem ser cautelosos sem suas inovações, para não trazer descrédito à sua religião. Geralmente vai mal quando as mulheres querem parecer homens”.

NÃO DEVEMOS DAR VALOR AO QUE NÃO É VALORIZADO


A verdade é que o uso do véu era algo peculiar da igreja dos Coríntios, era um problema local. Não podemos transformá-lo em doutrina universal para a igreja! Mesmo porque, o apóstolo nunca ensinou sobre o uso do cabelo e do véu para outras igrejas. Em nenhuma outra epístola iremos encontrar tal ensinamento. Contudo se as mulheres da CCB fossem praticar realmente o versículo, teriam que usá-lo fora da igreja também como fazia as mulheres da época, e não somente durante o culto! Tudo isso mostra a incoerência da CCB em sustentar uma doutrina extra bíblica.
É oportuno chamar a atenção para dois textos do V.T sobre esse tema:

“Então, se rapará;” (aqui está se referindo a purificação do leproso, independentemente do sexo) - Levítico 13.33

“Então, a trarás para a tua casa, e ela (a mulher) rapará a cabeça”. (lei acerca da mulher prisioneira) - Deuteronômio 21.12

Nestes dois textos vemos a Lei de Deus determinar que o cabelo da mulher fosse rapado.
No primeiro caso temos a purificação da mulher leprosa, que quando curada da lepra tinha que rapar totalmente a sua cabeça. Depois, o caso da mulher que era presa nas guerras e trazida para o meio do povo de Deus, esta para ser recebida entre o povo, deveria rapar a cabeça.
Veja que Deus poderia curar a mulher leprosa sem ser necessário determinar que sua cabeça fosse rapada. Creio que a mulher capturada na guerra poderia ser recebida entre o povo judeu sem precisar mexer no seu cabelo, mas acredito que nesses textos Deus quer nos ensinar algo maravilhoso. Pense nisso: “Se o cabelo fosse tão importante, como muitas vezes é pregado na CCB, será que nesses dois textos Deus ordenaria o seu corte a ponto de que essas mulheres ficassem rapadas?”

A interpretação correta, do referido texto (I Co 11.1-16), ocorre pela comparação com Gênesis 38.14, 15. Lendo bem os dois textos chega-se a conclusão que o que é pregado sobre o cabelo e o véu é um tanto, falta de informação e conhecimento de cultura e costumes bíblicos. Para os coríntios o cabelo (que era dado em lugar do véu), é sinônimo de santidade e honra, mas o mesmo véu em Gênesis é usado como disfarce para Tamar (nora de Judá) passar-se por uma prostituta. Não podemos entender isso se não levarmos em conta os costumes da época e seus valores históricos.
Endossamos plenamente o que Paulo disse: “Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem tampouco as igrejas de Deus” (I Co 11.16). Mas parece que a CCB passa por cima deste versículo e continua criando contendas com outras igrejas por causa do uso do véu!
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CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL (Parte I - História)



A Congregação Cristã no Brasil (daqui pra frente CCB), é uma organização religiosa quase evangélica, dizemos quase devido as suas inúmeras doutrinas contraditórias que mais se modelam com heresias de inúmeras seitas pseudocristãs. A bem da verdade, uma grande porcentagem delas o são! Muitas das características encontradas nas seitas que lhes fazem ser identificadas como movimentos heterodoxos são também encontradas na CCB, exemplo disso é a crença (não de todos) de que salvação só na CCB. Mas por outro lado a CCB a primeira vista parece ser uma denominação cristã normal como todas as outras, possuem os mesmos hinos, defende o uso da Bíblia, apesar de não incentivar seus membros ao estudo da mesma, possuem usos e costumes nas vestimentas, seu credo doutrinário é impecável (se bem que na prática o negócio é diferente), etc...
Tudo isso ao invés de ser louvável é apenas um laço para os evangélicos menos esclarecidos que pensam poder ter comunhão e considerar-se irmãos junto com os membros da CCB. Entre eles existe até uma expressão que se tornou conhecida entre muitos; para eles nós somos, “os primos” e estamos, “à beira do caminho” da salvação, por que o caminho na verdade, só se encontra na CCB! Você precisa fazer parte da “irmandade”! Com essa aparência de “cristã” eles conseguem angariar através de um proselitismo desonesto (pois são contra o evangelismo), membros de outras denominações evangélicas, os métodos são variados mas o mais usado é o método do sonho e da profecia. Chegam a ponto de profetizar e sonhar falsamente como se fosse Deus chamando as pessoas para sair do que eles chamam de “seitários”, para encontrar a “graça” na Congregação. É claro que um neófito na fé que não sabe distinguir entre uma revelação falsa e verdadeira, é presa fácil. Geralmente quando percebem um novo convertido de outra denominação o primeiro passo é lançar dúvidas sobre sua igreja, alertando que lá os pastores cobram dízimos e que modo de saudação está errado, após isso tratam logo de lançar-lhe um convite para uma visita em sua igreja, daí é só um passo para o re-batismo. Após a pessoa se tornar um “congregado” e entrar para a “irmandade”, ele já se sente superior aos demais crentes, é o primeiro sintoma de quem se filia a CCB! Por isso, fazem jus ao apelido que lhes dão de, “pescadores de aquário”.

Organização


Existe uniformidade doutrinária que é mantida através de assembléias anuais, onde é reunido o corpo sacerdotal (anciãos, cooperadores e diáconos) por três dias. A princípio estas eram realizadas apenas na cidade de São Paulo, porém o número de pessoas fez como que tivessem que ser regionalizadas. Atualmente acontecem em cinco locais diferentes do país (norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul).
Mantém uma cultural oral, não tem publicações (só o relatório anual), não recomenda a leitura de literatura específica, somente a Bíblia.
Não existe cobrança de dízimo e nenhum cargo é remunerado. O resultado das coletas realizadas mensalmente é dirigido para construção de templos, obras de caridades e viagens missionárias. Entretanto não é a direção da igreja que decide o percentual de valores a ser empregado em cada um dos itens, mas o próprio fiel que, querendo dá sua oferta, indica onde quer que seja empregado. A Congregação não participa de atividades políticas e não indica candidatos.
A administração material é centralizada, em grandes pólos regionais e praticamente inexiste autonomia das congregações locais. Não se sabe o número de membros pois não há estatística a respeito. Seu crescimento pode ser dimensionado através do número de construção de templos, que na cidade de São Paulo tem correspondido a uma média de 1.3 por mês. Desde sua fundação até o momento, onde nós sabemos, há duas dissidências, a “Cristã Universal Independente” e a “Congregação Cristã do Brasil Renovada”.

Histórico


O fundador da “Congregação Cristã no Brasil”, Louis Francescon, nasceu em Cavasso Nuovo, província de Udine, Itália, em 29 de Março de 1866. Ainda jovem imigrou-se para os Estados Unidos da América onde teve seu primeiro contato com o evangelho de Cristo através da igreja Valdense. Logo após, fundou com a ajuda de alguns crentes a igreja Presbiteriana Italiana, no entanto seu questionamento sobre o batismo por aspersão não permitiu tão pouco sua permanência nessa denominação, desligando-se dela algum tempo depois. Em 1907 quando florescia nos E.U.A o movimento pentecostal, Francescon tomou conhecimento dele através do pastor batista Willian H. Durham um dos pioneiros do movimento pentecostal sendo batizado no Espírito Santo nesse mesmo ano. Em 1909, Louis Francescon e seu companheiro Giacomo, também pioneiro do movimento pentecostal na Itália, por mandamento divino, chegam a Argentina e posteriormente ao Brasil em 8 de Março de 1910. Tendo começado em São Paulo e no Paraná fundaram de inicio uma igreja com vinte pessoas re-batizadas, oriundas de diversas denominações evangélicas tais como: Batistas, Presbiterianas, Metodistas e curiosamente apenas um católico. Seu campo de pregação se deu principalmente entre colônias italianas, o movimento se espalhou depois por todo o território nacional.

Aversão a Assembléia De Deus


A CCB tem aversão a todas as denominações evangélicas que não rezam pela sua cartilha, mas em particular com sua parceira no pioneirismo pentecostal a Igreja Evangélica Assembléia de Deus.
Diz o pastor assembleiano Raimundo F. de Oliveira em seu livro: Seitas e Heresias - um sinal dos Tempos que a Congregação “evita qualquer tipo de relacionamento com a Assembléia de Deus”. Na verdade o contato em 1920 entre os líderes de ambas as denominações, foi amistoso segundo consta nas memórias de Gunnar Vingren. Acontece, porém, que com o passar dos tempos a CCB foi deixada à mercê da liderança leiga devido às constantes ausências de seu fundador em viagens para o exterior; foi aí neste ínterim, onde começou a nascer o orgulho denominacional extremista e para piorar ainda mais, em 1928 houve um cisma no meio da CCB e a metade dela se filiou à Assembléia de Deus. Acrescenta-se a isso as diferenças de costumes e teológicas que acabou por originar um rompimento irreparável que perdura até hoje. Muitos dos primeiros membros das Assembléias de Deus alega que o rompimento final foi devido ao costume dos elementos da santa ceia, pois Francescon queria celebrá-la com vinho puro (fermentado) e Daniel Berg co-fundador da Assembléia de Deus, não! Até hoje é costume entre os “glória”, como já foram chamados, de dizer que a Assembléia de Deus está quase no caminho!
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SIMPATIAS - FEITIÇARIAS CASEIRAS



“Para conquistar um amor, coloque numa pequena vasilha algumas gotas de azeite de oliva, folhas de ciprestes e umas gotas de perfume de laranjeira. Misture tudo muito bem e guarde. Toda vez que você sair, passe um pouquinho dessa fórmula sobre as sobrancelhas e, em seguida, leia o Salmo 113, deixando-o aberto sobre a cabeceira da cama”.

“Para atrair sorte, faça um saquinho pequeno, com tecido vermelho, que nunca tenha sido usado. Coloque dentro dele um pouco de cera de abelha e feche-o. Carregue sempre na carteira ou no bolso, como patuá”.

“Para uma solteira conseguir casamento, conte três palmos de uma fita branca e corte. Amarre este pedaço da fita numa imagem de Santo Antônio. Deve colocar a imagem no quarto e pedir a Santo Antônio que lhe arranje um casamento. Se a mulher solteira for você, a simpatia também pode ser feita. Peça para que sua mãe ou uma amiga fiel faça a simpatia, sem que você veja”.

Por Eguinaldo Hélio de Souza
        
Estas são algumas das milhares de receitas mágicas de domínio popular, as quais muitos recorrem a fim de resolver seus problemas. Seus praticantes as chamam de simpatias e são largamente empregadas pelo povo brasileiro, sendo difundidas como inofensivas tradições folclóricas. Mas... Será que as simpatias são realmente inofensivas? Que poderes envolvem? Que perigos escondem? Quais os reais limites entre a fé e a superstição? O uso de palavras bíblicas santifica esta prática? Há alguma relação entre a simpatia e a bruxaria?
         Possuir respostas para estas perguntas é vital. Pessoas que jamais entrariam em um terreiro ou se envolveriam com algum tipo de ocultismo tornam-se ingenuamente (ou não) vítimas das maldições inerentes a este tipo de prática. A inocência não serve de escudo.

Definindo simpatia
         O que é mesmo simpatia? O dicionário Aurélio a define, entre outras coisas, como: “ritual posto em prática, ou objeto supersticiosamente usado, para prevenir ou curar uma enfermidade ou mal-estar”.[1] Mas esta explicação é muito branda. A significação de um site sobre simpatia é outra bem diferente para esta prática: “Simpatia é a maneira ritual de forçar poderes ocultos a satisfazerem a nossa vontade”.[2]
         Este conceito é exato e sincero, uma vez que não são as meras palavras, atos, rituais e objetos que vão levar a realização do desejo do praticante da simpatia, mas, sim, os poderes nela invocados. Não são as gotas do azeite, os pingos da vela e/ou o pano vermelho os verdadeiros objetos da fé. Os praticantes, quando usam destas coisas, colocam sua fé em entidades indefinidas ou em algum santo católico, como no caso de Santo Antônio, Santo Expedito e São Jorge, muito comuns em simpatias.
         Isso significa que, mesmo sem intenção, ou involuntariamente, procura-se criar algum vínculo com o mundo espiritual e manipulá-lo de forma a atender nossos desejos. A grande questão é: com quem a magia da simpatia lida?

Brincando com o inimigo
         Neste mundo pragmático em que vivemos, o que as pessoas geralmente querem saber é: “Funciona?”. O mesmo site comenta: “A simpatia tem grande prestígio, dada a psicologia do povo que quer resultados imediatos, sem tratamento e sem trabalho, trazidos pelas escamoteações da mágica. Em suma, o milagre”.[3]
         Embora a única preocupação do praticante seja ter resultado imediato, ele, porém, não se detém para questionar qual a fonte do poder por trás das simpatias. Claro que a maioria não funciona, e o aparente efeito de algumas não passa de coincidência ou auto-sugestão. Mas quando se trata de um “milagre” real, os envolvidos não questionam o autor do suposto milagre, nem sequer cogitam que estes “poderes ocultos” têm como fonte os espíritos malignos.
         A Bíblia relata que quando Moisés foi enviado por Deus ao Egito para falar a faraó acerca da libertação do povo hebreu, lançou sua vara ao chão e Deus a transformou em cobra. Entretanto, os magos egípcios fizeram o mesmo com seu poder (Êx 7.10-12). Os milagres foram iguais, mas a fonte deles era antagônica: Moisés invocava ao Deus verdadeiro, e os outros, cultuavam falsos deuses e espíritos malignos.
         Assim, pode-se depreender que desejar milagres e não se preocupar com a “fonte de origem” é abrir a porta para a atuação do diabo. Sobre o poder do diabo em obrar prodígios a Palavra de Deus esclarece: “A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano da injustiça para os que perecem. Perecem porque não receberam o amor da verdade para se salvarem” (2Ts 2.9,10; grifo do autor).
                                                                                   
Fé e superstição
         “De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). Logo, a fé bíblica, a fé verdadeiramente cristã, é uma conseqüência de se ouvir e aceitar a Palavra de Deus. A superstição, elemento essencial das simpatias, não tem seu fundamento nas Escrituras Sagradas, se é que possui algum fundamento. As pessoas que se envolvem com simpatias, o fazem pela indicação de outro, e não se preocupam em analisar os poderes ocultos que se escondem por trás das mesmas.
         Mesmo o uso de objetos, palavras e atos narrados na Bíblia podem se degenerar em superstição. Embora a Palavra de Deus se utilize desses elementos, tais elementos, no entanto, só têm valor quando baseados na fé. “Tudo o que não é por fé, é pecado” (Rm 14.23).
         Temos de fazer distinção entre as narrações bíblicas e os princípios bíblicos. Quando Deus ordenou ao povo de Israel que desse voltas ao redor dos muros de Jericó e tocasse trombetas para que os muros caíssem (Js 6), não estava ensinando com isso um ritual de “como derrubar muros”. A Bíblia é explícita ao dizer que “pela fé caíram os muros de Jericó” (Hb 11.30), e não pelo simples fato de serem rodeados. Houve uma ordem específica de Deus e uma obediência em fé correspondente, então Deus operou. A vitória veio de Deus pela fé, e não porque aquele era um ritual mágico.
         Da mesma forma, o fato de Jesus ter cuspido na terra, feito lodo, passado nos olhos de um cego e este ter sido curado após lavar-se no tanque de Siloé, não significa que Jesus estava ensinando, com isso, um ritual para curar cegos (Jo 9.11). Aquele foi um milagre produzido pelo poder de Cristo mediante a fé, e não passos a serem seguidos pelos cegos que buscam cura. A Bíblia estava narrando um acontecimento, não ensinando um ritual para curar cegos.
         É importante também mencionar a repetição de palavras que geralmente está inserida nas simpatias. Jesus condenou a prática das chamadas “rezas”, quando disse: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles...” (Mt 6.7,8). Embora no dicionário orações e rezas sejam palavras sinônimas, na prática, porém, as rezas tornaram-se fórmulas mágicas com poder em si mesmas, e não representam nenhuma manifestação de fé, no sentido bíblico.
         É bom ratificar que, biblicamente, fé significa confiar (crer) em Deus e em Cristo (Jo 14.1). Os cristãos oram e tomam atitudes confiando nas promessas divinas, e não em meras palavras e atos por si só. Os praticantes da simpatia não agem de acordo com um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus.

O nome de Deus em vão
“SALMOS 37 e 38 — Leia os salmos 37 e 38 três vezes ao dia, durante três dias. Após tê-lo feito, publique o texto (salmo) no jornal no quarto dia e veja o que acontece. Faça dois pedidos difíceis e um impossível”.[4]
         Tem-se popularizado o uso de Salmos, ou mesmo do nome de Jesus, como simpatia para a resolução de problemas. Todos os dias, os jornais trazem uma coluna de agradecimento ou de recomendação de pessoas que aconselham os leitores a usar o “salmo tal” ou a “palavra tal” para resolverem seus problemas e alcançarem alguma coisa.
         “Não tomarás o nome do senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Êx 20.7). Embora alguns achem que, ao citarem a Bíblia, Deus ou Jesus valida este tipo de atitude, o oposto, no entanto, é que é verdade. As pessoas estão, de fato, querendo manipular a Deus por meio de palavras e ritos, quando a Bíblia ensina que isto é abominável aos seus olhos.
         Nós, os cristãos, mais do que ninguém, reconhecemos o poder da Palavra de Deus. Mas este poder só é válido quando tomamos toda a Bíblia como regra de fé e conduta, e não quando extraímos trechos isolados e os usamos com um ritual, ou quando escrevemos um salmo ou outro trecho qualquer das Escrituras e os usamos como talismã. O salmo 91 é Palavra de Deus e, se creio nele e o aplico em minha vida, ele trará resultado. Entretanto, o mero pano ou papel onde ele está impresso não é um talismã para ser colocado atrás da porta para me proteger de espíritos malignos.
         Temos de tomar cuidado para que a nossa fé não se deteriore em superstição e idolatria. Em Números 21.4-9, Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze e colocasse sobre uma haste. Todos os israelitas que olhassem para ela seriam curados, e assim aconteceu. Todavia, com o passar dos dias, o povo de Israel, ao invés de colocar sua fé no Deus que os curava ao olharem para a serpente de bronze, puseram sua confiança na própria serpente e passaram a adorá-la e a oferecer-lhe incenso. Substituíram Deus por um dos instrumentos que Ele usou para abençoá-los. Por isso o rei Ezequias ordenou sua destruição: “Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã” (2Rs 18.4; grifo do autor).

Feitiçaria caseira
         “A bruxaria está na moda, e é possível encontrar cada vez mais adeptos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. Suas fileiras exibem advogados, contadores e engenheiros [...] As feiticeiras modernas não gostam de ser chamadas de bruxas. Preferem o termo medieval wicca (pronuncia-se uíca), que deu origem à witch (bruxa em inglês). A palavra vem do alemão arcaico, wic, que significa dobrar, porque a mágica teria função de mudar ou ‘dobrar’ os acontecimentos”.[5] Mas, como diz Eddie Van Feu [6] em seu livro Wicca — Rituais: “A verdade é que wicca é só um termo mais bonitinho para bruxaria”.[7]
         Os que consideram exagero comparar simpatia e feitiçaria fariam bem em atentar para este assunto. Vejamos os rituais ensinados no mesmo livro sobre wicca[8]:

Para proteger seu lar
“Deixe romãs abertas na janela da casa para trazer paz e harmonia para sua família”, ou: “Faça uma cruz com dois pedaços de canela em pau e coloque-a escondida atrás da porta em sua escrivaninha”.
Para ter amor
“Guarde uma rosa ou um amor-perfeito dentro de seu livro de poesia ou do seu romance favorito. Tenha-o sempre à cabeceira, pois este é um poderoso talismã”.

         Perguntamos: qual é, então, na prática, a diferença entre a simpatia e a bruxaria? Ambas se apóiam em rituais, objetos e palavras para alcançar seus objetivos. Ambas utilizam elementos cristãos. Ambas definem apenas vagamente os poderes envolvidos na realização de seus “encantamentos”. Em outras palavras, são usados apenas termos diferentes em relação ao mesmo tipo de prática. As forças malignas utilizadas pelos bruxos na História Antiga e Medieval continuam sendo acionadas por meio das chamadas “simpatias”. O sincretismo cristão encobriu essa realidade, mas não pode mudar a essência do que realmente envolvem essas práticas.
         Os historiadores são unânimes em admitir que o catolicismo português trazido para o Brasil era fortemente influenciado pela bruxaria européia. Como resultado, as mesmas práticas continuam sendo realizadas “camufladamente”. Logo, simpatias nada mais são do que bruxarias caseiras efetuadas por pessoas que apenas querem resultados e estão dispostas a fazer qualquer coisa para alcançá-los.

Livrando-se da simpatia
         “Andamos por fé, e não por vista” (2Co 5.7). Este é o fundamento da fé evangélica e bíblica. Quando o relacionamento diário com Deus se baseia em objetos, fórmulas, rituais e/ou palavras previamente estabelecidas, então ocorre um afastamento. Não importam quantas “graças” as pessoas digam que alcançaram por este meio, isto não prova que foi Deus quem realizou nada. O Novo Testamento rejeita completamente o uso de tais subterfúgios para se alcançar resposta divina, e o Velho Testamento só o faz quando é orientado por Deus e, mesmo assim, como símbolos espirituais de Cristo.
         Não se engane, caro leitor, mexer com simpatia é mexer com o oculto, e todo benefício que resultar disso é aparente. “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios (receitas de simpatia e magia) [...] Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem. Tudo o que fizer prosperará” (Sl 1.1-3; parênteses do autor).

Notas:


[1] Novo Aurélio – O Dicionário da Língua Portuguesa Século XXI, Ed. Nova Fronteira.
[2]  http://www.ifolclore.com.br/simpatias/intro.htm
[3]  http://www.ifolclore.com.br/simpatias/intro.htm
[4]  Classificados do jornal A tribuna, de Santos, de 22/03/03.
[5]  Revista Época, 21 de out. de 2002, p.86.
[6]  Eddie Van Feu: carioca que estreou no mercado editorial nacional com a revista Olha à frente!, Ed. Escala, onde assinou muitos outros materiais. Atualmente, edita a Talentos do Mangá e escreve uma bateria de livros de Wicca, além de produzir diversos roteiros para desenhistas de todo o Brasil.
[7]  Wicca – Rituais, Eddie Van Feu, Ed. Escala, p. 11.
[8]  Ibid., p. 23-4.
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