segunda-feira, 4 de agosto de 2014

REPUDIE AS HERESIAS, NÃO PESSOAS OU DENOMINAÇÕES

Gilson Barbosa

Queridos leitores, uma das coisas que mais me aborrece no mundo cristão-evangélico é o orgulho espiritual que possui alguns crentes. Sim, alguns são possuídos por este sentimento. Talvez eu não esteja sozinho, pode ser que vocês também se irritem com esse tipo de comportamento. Esta gente pensa que Deus está exclusivamente ao seu dispor “25” horas por dia pronto para sempre aprovar suas solicitações ou conduta. Confesso que isso me entedia. São os supercrentes, superespirituais, superapóstolos, superpregadores, superprofetas... O apóstolo Paulo teve muito trabalho com esse pessoal.

O presbítero Solano Portela, no livro 5 Pecados que ameaçam os calvinistas, define orgulho espiritual da seguinte maneira:

Poderíamos definir o orgulho espiritual como sendo uma atitude de desprezo aos outros irmãos. Seria abrigar a sensação de se achar possuidor de uma visão superior. Seria o desenvolvimento de uma atitude de rejeição do aprendizado, contrária à humildade que Deus requer dos seus servos. Seria achar que se é conhecedor de uma faceta de compreensão que os demais irmãos ainda não alcançaram.

Na Bíblia temos um exemplo que se ajusta bem a esta definição: a parábola do fariseu e do publicano (Lucas 18:9-14). É interessante notar que aquilo que o fariseu dizia de si mesmo era verdadeiro, porém confiava nos seus próprios méritos. Já o publicano (uma classe de gente odiada pelos judeus) confiou na graça de Deus. A oração do fariseu foi proferida com um espírito de orgulho, o publicano em oração confessou ao Senhor que era o pecador. O orgulhoso fariseu começou sua oração dizendo a Deus que se privava de alguns vícios pecaminosos, enquanto apreciava práticas piedosas (vs 11,12). O publicano sabia que não podia pleitear nada diante do Senhor soberano. Com senso de indignidade batia no peito em sinal de tristeza (v. 13). Jesus concluiu seu ensinamento dizendo que “quem se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado”. Não temos porque nos orgulhar diante de Deus. Lamentavelmente muitos crentes não aprenderam essa lição.

Há um tipo de orgulho que reflete a identidade do orgulho espiritual: o orgulho denominacional. Penso que em doses homeopáticas a atitude seja saudável. A psicologia chama esse procedimento de orgulho como admiração. Uma pessoa que respeita a igreja a qual pertence e busca pontuar suas qualidades merece respeito. Porém, quando esse sentimento pela denominação extrapola os limites, a pessoa se torna non grata. Torna-se semelhante aqueles pais que vêem defeitos nos filhos dos outros, mas os seus são irrepreensíveis. Isso não significa dizer que há igrejas perfeitas e que, portanto não devemos avaliar sua conduta neste mundo. As diferenças teológicas não são suficientes, temos que avaliar suas doutrinas à luz da Bíblia. Os crentes de Bereia usavam esse critério na avaliação da pregação do apóstolo Paulo.  Lucas diz que eles examinavam as Escrituras todos os dias para ver se o que o apostolo afirmava era ortodoxamente bíblico (leia Atos 17:11). Tenho pena de alguns crentes que aceitam tudo como verdade, só porque foi ensinado pelo “apóstolo fulano de tal”.  

O crente fanático por sua denominação precisa saber que não há igreja imaculada nem impecável. Obviamente não estamos falando da Igreja invisível de Cristo – a que é composta por todos os salvos de todos os tempos e lugares (Efésios 5:23). O teólogo Wayne Grudem classifica a Igreja em duas categorias: as falsas igrejas e as igrejas verdadeiras (estas podem ser mais puras ou menos puras). Segundo seu entendimento a “pureza da igreja é o seu grau de isenção de doutrina e de conduta errôneas e o seu grau de conformidade com a vontade de Deus revelada à igreja” (Teologia Sistemática, p. 733). Observamos isso nas igrejas da província romana da Ásia. Quatro, das sete igrejas receberam críticas severas do Senhor, mas nem por isso o Senhor as condenou ao inferno, mas instruiu sobre o que deveria ser feito (Apocalipse 1:20-3:22). O Senhor tem seus eleitos em muitas igrejas das quais repudiamos sua conduta.

Há pessoas que chegam ao ponto de odiar denominações ou líderes por causa de suas inúmeras heresias. Não devemos agir assim. A verdade deve ser seguida em amor (Efésios 4:15). O pastor Hernandes Lopes diz que “a verdade sem amor é brutalidade, mas amor sem verdade é hipocrisia”. Precisamos encontrar o ponto de equilíbrio. Pentecostais criticam tradicionais e vice-versa; calvinistas atacam arminianos e vice-versa. Enquanto isso Satanás se diverte observando que o reino do Senhor é dividido por fortes emoções negativas. O apóstolo Paulo ao descrever nosso arqui-inimigo alerta que “não é contra pessoas de carne e sangue que temos de lutar, mas sim contra principados e poderios, contra os príncipes deste mundo de trevas, contra os exércitos espirituais da maldade nas regiões celestiais” (Efésios 6:12). É claro que há diferenças teológicas, litúrgicas e doutrinárias entre as denominações. Contudo, se o Senhor orientou a amarmos nossos inimigos (Mateus 5:44), porque hostilizarmos os irmãos que não estão do mesmo lado que nós? Que o Senhor tenha misericórdia do seu povo e dê sua paz.


No amor de Cristo, 

Um comentário:

  1. coitado desse presbítero......... como pode falar essa asneira coisa de pessoa que vive longe de Deus,carnalidade pura, olha isso:
    Poderíamos definir o orgulho espiritual como sendo uma atitude de desprezo aos outros irmãos. Seria abrigar a sensação de se achar possuidor de uma visão superior. Seria o desenvolvimento de uma atitude de rejeição do aprendizado, contrária à humildade que Deus requer dos seus servos. Seria achar que se é conhecedor de uma faceta de compreensão que os demais irmãos ainda não alcançaram. temos orgulho sim, somos privilégiado, nada somos é claro.
    E imagina Jesus sair de sua gloria e morrer por nos, nada se compara a isso, dai vem uma pessoa no meio do nada e fala na sua carne o que pensa, aiai tenho dó dele, é bom que se converta logo.

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