segunda-feira, 11 de março de 2013

POR QUEM CRISTO MORREU? (1ª parte)

Por Gilson Barbosa

A morte de Cristo teve como propósito (entre outros) salvar as pessoas do pecado. Ele próprio disse que a finalidade da sua vinda neste mundo foi dar a sua vida em resgate por muitos (Marcos 10:45). A vida de Jesus, oferecida em nosso favor, foi o preço pago para a libertação dos nossos pecados e da condenação eterna. Os comentários bíblicos informam que o termo "resgate" se refere ao preço pago para libertar alguém da escravidão ou da prisão. Isso aconteceu conosco. Até aqui tudo bem. Parece que todos concordamos, porém, quando tratamos da extensão da morte expiatória de Cristo aos pecadores, as polêmicas se iniciam.     

Compreensões sobre a expiação de Cristo 

Sobre a expiação de Cristo temos três teorias: universalista, arminiana ou particularista e a calvinista. A pergunta histórica que não se cala é: "Cristo morreu somente pelos eleitos ou por todas as pessoas?". Os universalistas respondem que Cristo assegurou salvação para todos. Os arminianos defendem uma tese denominada de particularismo, ou seja, nem todas as pessoas são salvas, mas as que respondem à oferta do evangelho com fé, são. Os proponentes da teologia reformada afirmam que Cristo morreu somente pelos eleitos.

Logo de "cara" temos facilidade de rejeitar a tese universalista. Não é possível que Deus garanta a salvação de todas as pessoas. O ponto polêmico é a teoria arminiana que diz que cada criatura decaída é deixada com a capacidade de escolher a Cristo. A questão é que se a morte de Cristo salva algumas pessoas, por que não salvar todas as demais? Neste caso, a morte de Cristo é vista como mera potencialidade. R.C. Sproul disse que na teoria particularista "Cristo teria morrido em vão. Ele teria sido um salvador potencial de todos, mas um salvador real de nenhum".   

Os arminianos dirão que as pessoas que são salvas se apropriam dos benefícios da expiação salvadora em Cristo por meio da fé ao responderem positivamente à oferta do evangelho. Mas se a fé é algo que o pecador particularmente exerce para a salvação, por que os demais não chegam a ter a mesma fé? Com que base Deus aceita a fé de uns e de outros não? E se uns conseguem a fé para a salvação por que Deus ficaria olhando passivamente para a condenação dos que não conseguem ter fé e não age? Para o arminiano a fé é uma das bases da redenção, e não uma condição. Sproul diz que neste caso "a fé se torna violentamente uma obra porque sua presença ou ausencia em um pecador determina a eficácia da obra de Cristo de satisfação por essa pessoa"

A tese calvinista ("Cristo morreu para expiar os pecados somente dos eleitos") tem escandalizado muitas pessoas. Ela está contida no terceiro ponto da TULIP, que é a Expiação Limitada. Antes que apresente este ponto vale informá-los que John Owen apresentou algumas razões porque a defesa de que Cristo morreu para expiar os pecados de todas as pessoas é falha: 

1 - Parece tornar Deus "mais atraente", se dizem que a morte de Cristo foi por todos;
2- Parece tornar o amor de Deus "maior", se dizem que Ele ama todas as pessoas igualmente;
3 - Parece tornar a morte de Cristo de "maior valor", se podem dizer que ela foi um pagamento pelos pecados de todos;
4 - A Bíblia parece usar as palavras "o mundo" e "todo" como se significassem "todas as pessoas";
5 - Alguns podem apenas querer dizer que a morte de Cristo foi por todos, para que eles possam ser incluídos, embora não queiram mudar a maneira ímpia como estão vivendo. 

Há uma tentativa por parte dos universalistas, semipelagianos e arminianos de atenuar o impacto que as proposições a respeito da expiação limitada tem produzido. Deve ser por isso que notamos tanta falta de regeneração e conversão dentro do evangelicalismo moderno. Na próxima postagem estarei apresentando os textos bíblicos que comprovam que Cristo morreu somente pelos seus eleitos e não por todos. 

No amor de Cristo, 

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