segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA TEOLOGIA NA APOLOGÉTICA

"O pastor Natanael Rinaldi é um dos pioneiros da apologética no Brasil,e, se não o maior, um dos maiores apologistas em nosso país. No texto abaixo, explica a necessidade de se conhecer as doutrinas fundamentais para formularmos uma apologética adequada" Gilson Barbosa  

Por Natanael Rinaldi

Já algum tempo o renomado apologista Jan Karel Van Baalen, em sua importante obra “O caos das seitas”, nos alertou acerca de um problema que a igreja evangélica no mundo vem enfrentando. Notadamente Van Baalen ressalta o desconhecimento das doutrinas bíblicas fundamentais por parte dos cristãos em contraposição ao empenho incansável dos adeptos das seitas no estudo metódico de suas doutrinas e também das doutrinas daqueles a quem pretender convencer. Todo aquele que já teve a experiência de dialogar com um sectário pôde perceber que ele domina os fundamentos de sua crença bem como a doutrina dos divergentes. Raramente esse quadro é pintado de outra forma.  

Confirmando os apontamentos de Van Baalen, verificamos que muitos de nossos membros se esquivam da abordagem aos adeptos de seitas pela admitida incompetência de dialogar com eles, a fim de ganhá-los para Cristo. Paulo, entretanto, observou a importância do estudo bíblico quando recomendou: “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tt 1.9; grifo do autor). “A fiel palavra conforme a doutrina” podemos interpretar como um fruto gerado pelo conhecimento teológico e o “convencimento aos contradizentes” como o evangelismo de pessoas que professam uma fé distinta do genuíno cristianismo. Será que somos hábeis em conduzir um sectário a Jesus por meio da Bíblia? Qual é a importância da teologia na apologética? Vejamos:

A relação entre a teologia e a apologética
A apologética cristã é uma disciplina da teologia e tem por finalidade defender os princípios bíblicos por ela (teologia) expressos. Assim, a apologética visa combater os desvios doutrinários identificados nas diversas disciplinas teológicas, especialmente, nas doutrinas essenciais, como a natureza divina (Pai, Filho e Espírito Santo), a encarnação, morte e ressurreição de Cristo e outras.

Observando essa relação podemos concluir que a apologética atua em função da teologia. É porque os princípios doutrinários existem e são distorcidos que a apologética é necessária. Logo, todos os elementos da apologética dependem e convergem para a teologia. Tendo isso em mente entendemos que a apologética será conduzida de acordo com a teologia que quer defender. Portanto, se alguém possuir como base doutrinas distorcidas sua apologética seguirá a mesma tendência. Diante destes pressupostos, vejamos algumas categorias de apologética e como elas se relacionam com as doutrinas teológicas:

Apologética clássica
Este tipo de abordagem trabalha com o principal pressuposto teológico, isto é, a existência de Deus. É essa linha apologética que vai explorar os argumentos comprobatórios da existência divina. Os principais argumentos são:
a.) Cosmológico: uma vez que cada coisa existente no universo deve ter uma causa, deve haver um Deus, que é a última causa de tudo.
b.) Teleológico: existe um objetivo, um propósito para a criação do universo e do ser humano.
c.)  Ontológico: Deus é maior do que todos os seres concebidos porque existe na mente do homem um conhecimento básico da existência de Deus.
Os teólogos que se destacaram como apologistas clássicos foram Agostinho, Anselmo de Cantuária e Tomás de Aquino.

Apologética evidencial
Como já podemos inferir do próprio nome, esta linha apologética busca defender as doutrinas teológicas ressaltando as evidências que as envolvem, tais como a infalibilidade da Bíblia, a veracidade da divindade de Cristo, de sua ressurreição etc. Um teólogo que representa bem esta classe de apologistas em nossos dias é Josh McDowell, o qual constrói esta abordagem em seu best seller “Evidências que exigem um veredicto”.

Apologética histórica
Essa classe de apologética enfatiza as evidências históricas. Seus representantes acreditam que a existência de Deus pode ser provada com base apenas na evidência histórica, porém isso não significa que não lancem mão de outros artifícios. Geralmente o fundamento desta abordagem são os documentos do Novo Testamento e a confiabilidade de suas testemunhas. Podemos encontrar teólogos expoentes da apologética histórica nos primórdios da igreja, como Justino Mártir e Tertuliano.

Apologética experimental
Esse tipo de apologética é geralmente apresentada por fiéis que arrogam para si experiências religiosas pessoais e, às vezes,  até exclusivas. Assim sendo, alguns apologistas rejeitam este tipo de abordagem por seu caráter excessivamente místico, alegam que tais experiências são comprobatórias apenas para os que nelas crêem ou delas compartilham. Em suma, a apologética experimental recorre a experiência cristã como evidência do cristianismo e relaciona-se, portanto, com a teologia do leigo, ou  seja, a teologia que não é acadêmica, popular.

Um ponto negativo desta abordagem é o fato de que ela se apresenta de forma um tanto quanto subjetiva, ou seja, é difícil de sentenciá-la como verdade ou fraude. Um ponto positivo é a questão de que toda a nossa crença precisa de fato ser vivida, experimentada por nós, pois do contrário não passará de teoria.

Apologética pressuposicional
Essa abordagem é chamada desta forma porque parte de uma pressuposição para construir sua defesa. O pressuposicionalismo pode ser assim classificado:
a.) Revelacional: todo o entendimento da verdade parte da pressuposição da revelação de Deus e da legitimidade da Bíblia em expor esta revelação.
b.) Racional: a pressuposição básica gira em torno da coerência do argumento. Se o cristianismo arroga para si a posição de única verdade então isto implica em dizer e provar que todos os demais sistemas são falsos.
c.)  Prático: a pressuposição aqui é a de que somente as verdades cristãs podem ser vividas.         
Os teólogos que se destacaram como apologistas pressuposicionalistas foram Cornelius Van Till e John Carnell.

A teologia como um baluarte contra o erro
Como podemos confirmar, independente do tipo de apologética que esteja sendo exercido, o fato é que todas se relacionam com os fundamentos da teologia.

Sabemos que a grande ocorrência da apostasia em nosso meio envolve seitas pseudocristãs, ou seja, aquelas que mais se assemelham com o cristianismo. Isso se deve ao emprego distorcido dos fundamentos teológicos que são facilmente aceitos entre os crentes incautos. É como que um disfarce do cristianismo, uma maquiagem para a verdade cristã.   

Quando o crente se encontrar desabilitado para defender sua fé ele fatalmente estará propenso ao engano. Disse Charles Hodge, “Que ninguém creia que o erro doutrinário seja um mal de pouca importância. Nenhum caminho para a perdição jamais se encheu de tanta gente como o da falsa doutrina”. A tragédia espiritual de inúmeros crentes é que não atentam para isso!

O apologista Walter Martin há muito também alertou que é conhecendo a verdadeira nota que conseguimos identificar a falsa. É possível ser um teólogo e não ser apologista, embora isso não seja plausível, entretanto é impossível ser um apologista sem ser um teólogo! O conhecimento das doutrinas fundamentais da Bíblia é o maior baluarte contra o erro. Todo o engodo está na deturpação das Escrituras, na distorção da doutrina. Uma teologia voltada para a apologia certamente evitaria tantos modismos que têm trazido escândalo para os meios evangélicos em nosso país. Veja o que o apóstolo Paulo orientou a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1Tm 4.16; grifo do autor). ÀTito ele declarou: “Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade” (Tt 2.7; grifo do autor).

O nosso desejo e oração é para que assim como Paulo, os líderes de nossas igrejas venham estar orientando e conscientizando seus colaboradores acerca da importância da teologia para a defesa de seus membros. Somente assim, com o auxílio do Espírito Santo, conseguiremos manter singela as verdades eternas da Palavra de Deus.








Um comentário:

  1. BREVE CRÍTICA AL PROFETISMO JUDÍO DEL ANTIGUO TESTAMENTO: La relación entre la fe y la razón expuesta parabolicamente por Cristo al ciego de nacimiento (Juan IX, 39), nos enseña la necesidad del raciocinio para hacer juicio justo de nuestras creencias, a fin de disolver las falsas certezas de la fe que nos hacen ciegos a la verdad mediante el discernimiento de los textos bíblicos. Lo cual nos exige criticar el profetismo judío o revelación para indagar la verdad que hay en los textos bíblicos. Enmarcado la crítica al profetismo judío en el fenómeno espiritual de la trasformación humana, abordado por la doctrina y la teoría de la trascendencia humana conceptualizada por la sabiduría védica, instruida por Buda e ilustrada por Cristo; la cual concuerda con los planteamientos de la filosofía clásica y moderna, y las respuestas que la ciencia ha dado a los planteamientos trascendentales: (psicología, psicoterapia, logoterápia, desarrollo humano, etc.), y utilizando los principios universales del saber filosófico y espiritual como tabla rasa a fin de deslindar y hacer objetivo “que es” o “no es” del mundo del espíritu. Método o criterio que nos ayuda a discernir objetivamente __la verdad o el error en los textos bíblicos analizando los diferentes aspectos y características que integran la triada preteológica: (la fenomenología, la explicación y la aplicación, del encuentro cercano escritos en los textos bíblicos). Vg: la conducta de los profetas mayores (Abraham y Moisés), no es la conducta de los místicos; la directriz del pensamiento de Abraham, es el deseo intenso de llegar a tener: una descendencia numerosísima y llegar a ser un país rico como el de Ur, deseo intenso y obsesivo que es opuesto al despego de las cosas materiales que orienta a los místicos; es por ello, que la respuestas del dios de Abraham son contestatarias de los deseos del patriarca, y no tienen nada que ver con el mundo del espíritu. La directriz del pensamiento de Moisés, es la existencia de Israel entre la naciones a fin de llegar a ser la principal de las naciones, que es opuesta a la directriz de vida eterna o existencia después de la vida que orienta el pensamiento místico (Vg: la moradas celestiales, la salvación o perdición eterna a causa del bien o mal de nuestras obras en el juicio final de nuestra vida terrenal, abordadas por Cristo); el encuentro cercano descrito por Moisés en la zarza ardiente describe el fuego fatuo, el pie del rayo que pasa por el altar erigido por Moisés en el Monte Horeb, describe un fenómeno meteorológico, el pacto del Sinaí o mito fundacional de Israel como nación entre las naciones a fin de gobernar y unir los doce tribus en una sola nación y hacer de Israel la principal de todas las naciones por voluntad divina, descripciones que no corresponden al encuentro cercano expresado por Cristo al experimentar la común unión, la cual coincide con la descrita por los místicos iluminados: “El Padre y Yo, somos una misma cosa”. Las leyes de la guerra dictadas por Moisés en el Deuteronomio causales del despojo y exterminio de las doce tribus cananeas y del actual genocidio del pueblo palestino, hacen evidente la ideología racista, criminal y genocida serial que sigue el pueblo judío desde tiempos bíblicos hasta hoy en día__ Discernimiento que nos aporta las pruebas o elementos de juicio que nos dan la certeza que el profetismo judío o revelación bíblica es un mito perverso que nada tienen que ver con el mundo del espíritu. http://www.scribd.com/doc/33094675/BREVE-JUICIO-SUMARIO-AL-JUDEO-CRISTIANISMO-EN-DEFENSA-DEL-ESTADO-LA-IGLESIA-Y-LA-SOCIEDAD

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