domingo, 11 de dezembro de 2011

A SEITA DO REVERENDO MOON (Parte III)

 6 - O SEGUNDO ADÃO

Ninguém que se diga cristão pode ignorar os dois temas mais importantes da Teologia cristã que são a Pessoa e obra de Jesus Cristo. O moonismo nega as seguintes verdades bíblicas com relação à Pessoa e obra de Jesus Cristo.

a) Nega o nascimento virginal de Jesus: A teologia da unificação ensina da forma mais blasfema como se deu o nascimento de Jesus:

Assim que a jovem ouve que tinha sido escolhida para dar à luz ao Filho de Deus, ela “foi apressada e entrou na casa de Zacarias” (Lc 1.39, 40). Ao se entregar ao velho sacerdote, Maria provara ser verdadeiramente uma serva do Senhor. Tal atitude de entrega completa, muito longe de ser considerada imoral no mundo antigo, revelava o mais elevado grau de dedicação espiritual. Ao se unir com o sacerdote, Maria “achou graça diante de Deus” (Lc 1.30). E conclui o Dr. Weatherhead: a união do sacerdote Zacarias – como nos rituais do tradicional matrimônio sagradocom Maria, a jovem absolutamente devota, dará a solução que endossa a evidência fornecida pelas Escrituras, em se rejeitando a hipótese do parto virginal (“Teologia da Unificação”, p. 235).

Tal ensino acima contraria abertamente o que está escrito em Mateus 1.18-20, 25 e Lucas 1.34, 35.

b) Nega a suficiência da obra redentora de Cristo na cruz: Moon e seus seguidores ensinam que o segundo Adão – Jesus Cristo – foi enviado para completar aquilo que o primeiro Adão não conseguiu, isto é, levantar na terra uma família perfeita centralizada em Deus por intermédio do casamento e da procriação (Gn 1.26-28). Em outras palavras, o segundo Adão deveria casar-se com uma segunda Eva e produzir uma raça perfeita e isto aconteceria se Jesus se tivesse casado. Mas tal não aconteceu por causa da morte de Jesus na cruz, que não era o propósito de Deus e isso se deu por ter Ele sido traído por João Batista. Logo a redenção na cruz não pode ser completa e assim Jesus pôde realizar uma parte da redenção da queda espiritual, mas não a redenção da queda física.

Como tem sido vasto o número de cristãos, durante os 2000 anos de história cristã, que tinham plena confiança de terem sido completamente salvos pelo sangue da crucificação de Jesus! (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 11).

Biblicamente podemos afirmar que podemos ser completamente salvos pelo sangue de Jesus (Mt 26.26-28; 1 Pe 1.18, 19; 2.24; Ap 1.5; 5.9, 10; 1 Jo 1.7-9; 2.12).

Não foi a morte de cruz originalmente predestinada por Deus, como ensina o “Princípio Divino”, em sua página 112.

Se a crucificação de Jesus originalmente tivesse sido a predestinação de Deus, como poderia ele ter orado, até três vezes, para que o cálice da morte passasse dele? (Mt26.39). De fato, ele orou assim desesperadamente porque ele sabia muito bem que a história de aflição seria prolongada até a época do Senhor do Segundo Advento, se a descrença do povo viesse a impedir a realização do Reino do Céu na Terra, que Deus tinha se esforçado tanto por estabelecer (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo)

As profecias do Antigo Testamento predisseram a crucificação de Jesus como lemos em Isaías 53.4‑6,12 comparado com Lc 22.37; Mt 20.28; At 2.23. Principalmente esta última diz: A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, o crucificastes e matastes pelas mãos dos injustos. Jesus orou para que o cálice da morte passasse dele e nisso mostrou apenas a humildade que possuía.

Se Jesus quisesse, conforme suas próprias palavras a Pedro, poderia evitar ser morto, pois teria a seu dispor mais de 12 legiões de anjos (Mt 26.51‑54), mas como se cumpririam as Escrituras? A crucificação de Jesus não foi resultado de um erro no plano de Deus, mas foi o cumprimento de tudo que Deus planejou (At 2.23). Uma das palavras de Jesus na cruz foi Está consumado (Jo 19.30). O que diz Moon a respeito?

Em outro lugar, quando Jesus pronunciou suas últimas palavras na cruz, dizendo: “Está consumado” (Jo 19.30), ele não queria dizer que a finalidade total da providência da salvação tinha sido atingida através da cruz. Sabendo que a descrença do povo era, àquela altura, inalterável, Jesus escolheu o caminho da cruz a fim de estabelecer pelo menos o fundamento da providência da salvação espiritual, deixando a providência da salvação física para o tempo do Segundo Advento. Portanto, com as palavras “está consumado” Jesus queria dizer que ele havia terminado o estabelecimento da base para a providência da salvação espiritual através da cruz, que era a providência secundária da salvação (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 116).

A Bíblia desconhece qualquer conceito de redenção parcial em termos de corpo e espírito (1 Co 6.19, 20; Hb 7.25; 10.14). O plano de Deus centraliza-se na cruz (1 Co 1.18-25).

c) Nega a ressurreição física de Jesus: Os seguidores de Moon creem que Jesus ressuscitou como espírito glorificado e porque ressuscitou espiritualmente pode realizar a salvação espiritual e não a salvação física.

Devemos, a seguir, considerar a interpretação do Princípio Divinoquanto à maneira da ressurreição. Como a maioria dos protestantes liberais, os unificacionistas creem que a ressurreição de Jesus foi espiritual, e não física. A ressurreição da carne contradiz nossa perspectiva científica moderna (“Teologia da Unificação”, p. 204).

Continua o livro da “Teologia da Unificação”:

Os quatro evangelhos, entretanto, inserem as histórias do sepulcro vazio. Estas não sugeririam que, Jesus ressuscitou fisicamente? Àqueles que insistem na ressurreição física fiam-se tenazmente à tradição do sepulcro vazio (“Teologia da Unificação”, p. 205).

Não se pejam os moonistas de afirmar que o sepulcro vazio, como declara Lc 24.3, não passa de uma lenda:

Muitos estudiosos do Novo Testamento consideram lenda o sepulcro vazio. Como exemplo, tomemos o estudo realizado por Guignebert. Ele afìrma que as fontes do Novo Testamento sãoum mosaico artificialmente composto de fragmentos contraditórios(“Teologia da Unificação”, p. 205).

Perdido e sem saber como negar a ressurreição física de Jesus, Moon declara uma hipótese:

Talvez Jesus fora retirado da cruz antes da morte. Essa estranha idéia assume três formas. Os cristãos docetas acreditavam que, sendo divino, Jesus não poderia sofrer ou morrer. Assim, ele apenas pareceu ser crucificado, ou alguém tomou seu lugar na cruz; por exemplo, Simão de Cirene. Essa é uma visão antiga, e disseminada na Arábia; parece que Maomé deu crédito a ela (“Teologia da Unificação”, p. 207).

Outra hipótese inventada pelos moonistas:

Outra possibilidade é que José de Arimatéia tenha reconsiderado sua opinião, quanto a ter o cadáver de um criminoso e condenado no sepulcro de sua família, e desse modo, transferiu o corpo sem notificar aos discípulos (“Teologia da Unificação”, p. 207).
A ressurreição de Jesus é doutrina fundamental do Evangelho (1 Co 15.14-17) e se Ele não ressuscitou corporalmente, estamos todos perdidos.

Entretanto, podemos afirmar, à luz da Bíblia, que Cristo ressuscitou corporalmente.

1) A promessa de Jesus que iria ressuscitar corporalmente – Jo 2.19-22;
2) O túmulo vazio – Lc 24.1-3;
3) As aparições de Jesus durante 40 dias após a sua ressurreição – Lc 24.36-39; Jo 20.19, 25-28;
4) O testemunho dos anjos a respeito – Lc 24.4-6;
5) Quarenta anos depois de ressuscitado apareceu a João na Ilha de Patmos – Ap 1.17-19.
d) Nega a deidade absoluta de Jesus:

Da mesma maneira, Jesus, sendo um corpo com Deus, pode ser chamado um segundo Deus (imagem de Deus), mas de modo algum pode ser o próprio Deus. É verdade que aquele que a Jesus a Deus (Jo 14.9-10); mas ele não disse isto para indicar que ele era o próprio Deus (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 159).

Continua o “Princípio Divino” declarando:

Como foi demonstrado acima Jesus, como homem que cumpriu a finalidade da criação, é um corpo com Deus. Portanto, à luz de sua deidade, ele pode muito bem ser chamado Deus. Não obstante, ele de modo algum pode ser o próprio Deus (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, la edição, 1978, p. 159).

Qual a origem do ensino cristão da deidade absoluta de Cristo? Estão os cristãos baseados na Bíblia ou em ensinos politeístas pagãos?

Ademais, os judeus e os politeístas pagãos acreditavam haver muitos seres sobrenaturais, além de Deus, o criador. Portanto, não foi difícil para os gentios cristãos transformarem Jesus em um deus a ser cultuado. Por volta da metade do segundo século, essa deificação de Jesus estava disseminada (“Teologia da Unificação”, p. 222).

Não é assim que pensam os cristãos, mas buscam apoio para sua posição do ensino da deidade de Jesus na Bíblia, como segue:

Jesus, embora humilde:

a) Exigiu nele igual a em Deus Pai – Jo 14.1;
b) Exigiu como consequência igual honra – Jo 5.23;
c) Aceitou adoração – Mt 8.2; 14.33; 15.25; 28.9-17;
d) Os anjos são ordenados a adorá-lo – Hb 1.6;
e) Perdoou pecados – Mc 2.1-11;
f) É chamado Deus – Jo 1.1; 20.28.
e) Nega a segunda vinda de Cristo como descrita em Atos 1.9-11:

Da mesma maneira, que temos encarado a Bíblia do ponto de vista que o Senhor deve vir sobre as nuvens, interpretando literalmente que a Bíblia diz isto, a Bíblia se nos tem apresentado somente desse modo, até o presente. Contudo, visto que é absolutamente incompreensível ao intelecto do homem moderno que o Senhor venha sobre as nuvens, é necessário considerarmos a Bíblia em detalhe uma segunda vez, de um ponto de vista diferente, a fim de entender o verdadeiro significado daquilo que a Bíblia diz literalmente (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 375).

Desde que a Bíblia afirma que muitas coisas reveladas por Deus na sua Palavra são loucuras para o homem natural (1 Co 2.14), não é de admirar que Moon não entenda as declarações bíblicas sobre a maneira da segunda vinda de Jesus (Mt 24.29-31; 1 Ts 4.16, 17). A primeira vez que Jesus veio foi para realizar a obra de redenção (Hb 9.28), mas virá segunda vez (Dn 7.13) de maneira como subiu ressuscitado corporalmente para o céu (At 1.9-11).

7 -  O SENHOR DO SEGUNDO ADVENTO

Porque o plano de Deus para a completa redenção do homem não foi cumprido por Jesus, depois de passados quase dois mil anos, Ele está retornando à Terra a fim de estabelecer o ideal de Deus de uma família perfeita sobre a face da Terra:

Desse modo, se o propósito da criação original de Deus deve realizar-se, é necessário que um novo Adão e Eva desempenhem um papel central como representantes de Deus (“Teologia da Unificação”, p. 92).

O propósito original de Deus para o homem, segundo o “Princípio Divino”, era desfrutar de três bênçãos:

A Teologia da Unificação defende que após ter criado Adão e Eva, Deus lhes deu três bênçãos: 1 (frutificai, 2) multiplicai e povoai a terra, 3) subjugai a terra e dominai toda a criação (Gn 1.28). Essas três bênçãos significam o propósito original de Deus, ainda válido para toda a humanidade. Entretanto, tal interpretação do papel do homem parece ser uma pregação peculiar doPrincípio Divino” (“Teologia da Unificação”, p. 92).

O que significa para os moonistas a salvação?

Muito embora essa concepção seja bem verdadeira, o Princípio Divinoenfatiza que a salvação também significa a restauração da família (“Teologia da Unificação”, p. 93).
Se o homem tivesse cumprido essa tríplice responsabilidade na terra (crescei, multiplicai e dominai a terra), o homem depois da morte, habitaria pela eternidade no Reino do Céu.

Sun Myung Moon – O Senhor do Segundo Advento

Desde que o senhor do segundo advento não devia vir nas nuvens do céu, mas nascer em algum lugar da terra, este lugar não seria outro senão a Coréia.

Por conseguinte, a nação do Oriente em que Cristo voltará poderia ser a Coréia. Demonstremos agora, de vários pontos de vista baseados no “Princípio”, que a Coréia deve ser a nação que pode receber o Senhor do Segundo Advento (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição 1978, p. 389).

Face ao fracasso de Jesus, segundo os moonistas, o Rev. Moon deve sofrer mais do que Jesus sofreu na cruz:

Por causa da rejeição do Cristianismo, ele teve que sofrer mais que Jesus, ou mais que qualquer outro homem tivesse sofrido. Mas, por outro lado, Deus pôs Nosso Pai na prisão para protegê-lo da inevitável guerra, provocada pela falha do Cristianismo, a fim de que ele não fosse morto (“Mundo Unificado”, p. 29 – Jan/fev. 1984).

Moon não tem nenhuma credencial messiânica e deve ser considerado falso profeta, sobre os quais Jesus adverte: Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura se colhem uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos (Mt 7.15-16).

Nãonenhum ensino bíblico de que o Messias nascerá fisicamente para sofrer mais do que Jesus. Jesus é o único Messias. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nomedado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (At 4.12). Outro Messias é tanto antibíblico quanto desnecessário.
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