domingo, 11 de dezembro de 2011

A SEITA DO REVERENDO MOON (Parte II)

Principais Ensinamentos da Igreja da Unificação

1)  A Foto do Pai como Proteção

Dessa forma, para quaisquer pessoas que carreguem minha foto de agora em diante, ela servirá como proteção. Na época do Êxodo Judeu, Deus enviou uma praga sobre as casas dos egípcios que matou seus filhos primogênitos. Todas as casas que tinham o sangue do carneiro nas soleiras das portas foram poupadas daquela tragédia. Portanto, os israelitas foram poupados. Da mesma maneira não é possível que, durante alguma calamidade dos dias modernos, sejam poupados aqueles que carregarem minha foto? Este é o propósito do mundo espiritual (“Mundo Unificado”, p. 8, Mai/Jun 1984).

O que acontece se alguém porta a fotografia de Moon e vem a pecar?

Muitos de vocês provavelmente tiveram a experiência de estarem carregando uma foto minha e, ao cometerem um pecado, dentro de 3 dias a perderam. Aquela foto não desejou permanecer com vocês sob essas circunstâncias (“Mundo Unificado”, p. 8, Mai/Jun, 1984).

Carregar uma fotografia como meio de proteção é idolatria -1 Jo 5.21. Não passa de grosseira superstição, pois a verdadeira proteção vem de Deus somente – Sl 91; 125.

Mas quanto custa a um seguidor de Moon essa proteção que ele oferece?

Tal pessoa é obrigada a fazer o Juramento dos Filhos:

2)  Juramento dos Filhos

1. Como o centro do Cosmos, cumprirei a vontade do Pai (Finalidade da criação), e a responsabilidade dada a mim (para autoperfeição). Tornar‑me‑ei um filho (filha) obediente e cheio da bondade para servir ao nosso Pai para sempre no mundo ideal da criação, retornando alegria e glória a Ele. Isto eu prometo.

2. Assumirei completamente a Vontade de Deus de darme toda a criação como minha herança. Ele me deu Sua palavra, Sua personalidade e Seu coração e está ressuscitando a mim, que tinha morrido, fazendo‑me consigo o Seu verdadeiro filho. Para fazer isto, nosso Pai tem perseverado por 6.000 anos através do caminho sacrificial da cruz. Isto eu prometo.

3. Como um verdadeiro filho (filha) seguirei o padrão de nosso Pai e avançarei intrepidamente ao campo inimigo, até que os tenha julgado completamente com as armas pelas quais Ele tem vencido o Inimigo Satanás por mim através do decorrer da História, semeando suor sobre a terra, lágrimas pelo homem e sangue pelos céus, como um servo, mas com um coração de Pai, a fim de restaurar Seus filhos e o universo, perdidos a Satanás... Isto eu prometo.

4. O indivíduo, família, sociedade, nação, mundo e cosmos, que estão dispostos a servir ao nosso Pai, a fonte de paz, felicidade, liberdade e todos os ideais, realizarão o mundo ideal de um coração em um corpo, restaurando sua natureza original. Para fazer isto, tornar‑me‑ei um verdadeiro filho (filha), retornando alegria e satisfação ao nosso Pai, e como representante do nosso Pai, transferirei à criação paz, felicidade, liberdade e todos os ideais do mundo do coração. Isto eu prometo.

5. Orgulho‑me da Soberania única, orgulho‑me do povo único, orgulho‑me da terra única, orgulho‑me da língua e cultura centralizadas em Deus, orgulho‑me de tornar‑me o filho (filha) do único Verdadeiro Pai, orgulho-me da família que deverá herdar a tradição única, orgulho-me de ser um trabalhador que está trabalhando para estabelecer o mundo único da criação.

LUTAREI COM A MINHA VIDA
SEREI RESPONSÁVEL PELO CUMPRIMENTO DE MEU
DEVER E MISSÃO
ISTO EU PROMETO E JURO  (três vezes)

A Bíblia proíbe o juramento – Lv 5.4; Tg 5.12; mormente quando tal juramento é contrário às normas bíblicas de salvação. Como alguém pode conscientemente jurar cumprirei a vontade do Pai (Moon) (Finalidade da criação), e a responsabilidade dada a mim (para auto perfeição)?

Auto perfeição, ou perfeição por esforço pessoal, é contrária ao plano da salvação (Ef 2.8-10) a nossas obras de justiça nada valem (Is 64.6). Daí, porque Paulo afirmava: Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece (Fp 4.13).

 3 - A Realidade e a Natureza de Deus

O conceito de salvação na Igreja da Unificação desenvolveu-se sobre a idéia de que a vontade de Deus tem sido sempre estabelecer uma família perfeita no mundo criado. Deus mesmo é tido como um Pai perfeito. Mas uma família precisa de uma mãe. Na teologia de Moon, esta posição de mãe é ocupada pelo Espírito Santo.

A Teologia da Unificaçãoadvoga que Deus possui qualidades tanto masculinas como femininas, que se centralizam no fato universal da polaridade, e no registro bíblico (Gn 1.27) (“A Teologia da Unificação”, p. 59).

Contudo, somente um pai não pode ter filhos. Deve haver uma Verdadeira Mãe com o Verdadeiro Pai, a fim de darem nascimento aos filhos decaídos como filhos do bem. Ela é o Espírito Santo. E por isso que Jesus disse a Nicodemos que quem não nascer de novo pelo Espírito Santo não pode entrar no Reino de Deus (Jo 3.5).

muitos que recebem revelações indicando que o Espírito Santo é um Espírito feminino; isto é porque ela veio como a Verdadeira Mãe, isto é, a segunda Eva. Outrossim, que o Espírito Santo é um Espírito feminino, não podemos nos tornar “noivas” de Jesus a menos que recebamos o Espírito Santo. Assim o Espírito Santo é o Espírito feminino, que consola e guia os corações do povo (1 Co 12.3) (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora: Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição 1978, p. 162).

Rebatendo o ensino de ser o Espírito Santo um espírito feminino, à luz da Bíblia Sagrada afirmamos ser o Espírito Santo conhecido também como o Consolador, que ficaria no lugar de Jesus, cumprindo sua promessa de Jo 14.26: Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas, e vos fará lembrar tudo o que vos tenho dito.

Neste versículo (Jo 14.26), a palavra esse é a palavra em grego ekeinos que significa aquela pessoa masculina. Em João 16.7, temos Jesus chamando o Espírito Santo com a palavra grega auton que significa ele, pronome pessoal masculino singular, quando disse: Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-to (auton) enviarei. Em português, o pronome pessoal ele (caso reto) é o objeto direto o (caso oblíquo). Usa-se lo em vez de o quando o verbo ou o pronome antes dele termina em r ou s, sendo estas letras r ou s eliminadas. Jesus chamou o Espírito Santo Ele mostrando que Espírito Santo é masculino e não um espírito feminino como o Princípio Divino ensina. Com isto, a afirmação de o Espírito Santo ser um espírito feminino e negada a deidade absoluta de Jesus, como veremos adiante, cai por terra, na teologia da Unificação, a doutrina cristã da Trindade. Para justificar seu ensino de que o Espírito Santo é um espírito feminino, ensina a teologia da unificação que:

Durante a maior parte do período monárquico, os israelitas parecem ter adorado tanto a Javé, como a Sua noiva chamada Asherah, a rainha do céu (“Teologia da Unificação”, p. 64).

Se os israelitas adoravam tanto a Javé como sua noiva chamada Astarte, fizeram-no por desvio religioso a tal adoração foi condenada por Deus (1 Rs 11.5-7).

 4 - O Primeiro Adão

Quando Deus criou Adão e Eva e os colocou no Jardim do Éden, Ele teve a intenção de que eles se casassem e, por intermédio de sexo normal, estabelecessem a família perfeita na terra. O plano divino foi frustrado por Eva, pois ela deixou-se seduzir por Satanás, mantendo com ele relações sexuais, nascendo de tal união Caim:

Todas as coisas foram criadas para receber o domínio de Deus através do amor. Por isto, o amor é a fonte da vida e a essência da felicidade; o amor é o ideal de toda a criação. Desta forma, quanto mais amor uma pessoa recebe de Deus, tanto mais bela aquela pessoa se torna. Assim, era muito natural que Eva se mostrasse muito bela aos olhos de Lúcifer. Além disto, quando Eva está suscetível à sua tentação, Lúcifer foi fortemente estimulado por um impulso de amor para com Eva. Neste ponto Lúcifer atreveu-se a seduzir Eva, com o risco de sua vida. Lúcifer, que deixou sua posição devido ao excessivo desejo, e Eva, que desejava que seus olhos fossem abertos, como os de Deus, através de um relacionamento recíproco antes que estivesse preparada para aquilo, formaram uma base recíproca e tiveram relação sexual através da ação de dar e receber (Gn 3.5-6) (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, la edição, 1978, p. 61).

Depois de fornicar com a serpente (Lúcifer) Eva manteve relações sexuais com Adão, da qual nasceu Abel:

Tanto Caim como Abel eram o fruto da queda de Eva. Consequentemente, esta questão devia ser decidida de acordo com o curso da queda de Eva, que foi a origem da queda. A queda de Eva consistiu em duas espécies de casos de amor ilícito. O primeiro foi a queda espiritual por meio do amor com o arcanjo. O segundo foi a queda física por meio do amor com Adão (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, la edição, 1978, p. 185).

Assim, Moon e seus seguidores justificam a presença do mal no mundo. Por esta razão, Moon interpreta a queda em duas etapas a queda espiritual e a queda física.

 5 - A Queda Espiritual e a Queda Física

que Deus criou o homem no espírito e na carne, a queda também se realizou no espírito e na carne. A queda através do relacionamento de sangue entre o anjo e Eva foi a queda espiritual, enquanto aquela através do relacionamento de sangue entre Eva e Adão foi a queda física (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, la edição, 1978, p. 60).

A queda através da relação de sangue entre o anjo Lúcifer e Eva foi a queda espiritual e a relação de sangue entre Eva e Adão foi a queda física. Contato entre um espírito e um homem terrestre – afirma o “Princípio Divino” – é perfeitamente normal, não sendo diferente daquele entre dois seres humanos.

Como podia haver um relacionamento sexual entre o anjo e o homem? Sentimentos e sensações são sentidos e correspondidos no mundo invisível ou espiritual. O contato entre um espírito e um homem terrestre (que tem um espírito) não é muito diferente daquele entre dois seres humanos terrestres. Por isto, a união sexual entre um ser humano e um anjo é de fato possível (“Princípio Divino”, Sun Myung Moon, Editora Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo Mundial, 1a edição, 1978, p. 60).

Contrariando o ensino fantasioso do “Princípio Divino” de que a queda chamada de espiritual se deu como resultado da relação de sexo entre a serpente e Eva, o texto de Gênesis 4.1 afirma: E conheceu Adão e Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um homem. E logo no v.2, lemos: E deu à luz mais a seu irmão Abel; e foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. Logo, Caim e Abel eram filhos do casamento de Adão e Eva. Nega assim o “Princípio Divino” a verdade bíblica de que a queda se deu por uma desobediência (Rm 5.9). Considerando como um mito a descrição de Gn 2.15-17 e Gn 3.23-24.

A causa da expulsão de Adão e Eva do Paraíso é atribuída à simples desobediência ao mandamento divino, ao prometido desafio a Deus, ao orgulho, à rebelião, à busca atrevida do conhecimento, ao desejo do homem de se tornar divino, ou a um ato de luxúria. A interpretação sexual da Queda é uma das muitas perspectivas advogadas por comentaristas rabínicos, escritores do Apocalipse, sectários cristãos primitivos, e diversos estudiosos modernos da Bíblia. Existem também numerosos indícios, a partir dos antigos padres da igreja grega, sugerindo que a explicação sexual do pecado de Adão estava razoavelmente difundida, durante o período de formação do movimento cristão (“Teologia da Unificação”, p. 129).
Esse ensino da teologia da unificação liga intimamente o pecado às relações sexuais. Esta é, sem dúvida, uma razão porque os casamentos na Igreja da Unificação são arranjados e abençoados por Moon, seguindo-se depois do casamento um período de abstinência sexual entre os cônjuges.

O homem pensa no paraíso que existiu e no que há de vir. Assim, a Bíblia combina o mito de uma era dourada no passado com a esperança messiânica de uma era de milênio no futuro. Seguindo a via da tragédia e do heroísmo, o homem transita do Éden original, no qual se desconhece a liberdade, para um paraíso em queum conhecimento da liberdade. O paraíso será alcançado por meio da criatividade humana. Dessa forma, a revelação cristã é em primeiro lugar, e principalmente, uma mensagem do reino de Deus, o fim dos tempos, um novo céu e uma nova Terra (“Teologia da Unificação”, p. 113).

Afirmar crer na Bíblia e atribuir a descrição da queda como um mito em Gênesis 2.15-17 a 3.1-8 é invalidar a Palavra de Deus (2 Pe 3.16).

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