quinta-feira, 7 de abril de 2011

SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

Por Gilson Barbosa

Como entender a pessoa do Espírito, sua obra e tudo o que Ele faz, apenas o imaginando como Deus Espírito? Seria extremamente difícil, pois as palavras humanas não poderiam delinear a contento sua personalidade. Para compensar nossa limitação, nos valemos de símbolos que, humanamente, podem nos dar uma idéia de como o Espírito Santo age na história e na vida do ser humano. Devido à pobreza da linguagem humana, Deus ilustra a pessoa do Espírito Santo por símbolos. Vejamos quais são eles:

Fogo

Qual seria a função do fogo? Entre várias, podemos dizer que o fogo ilumina. Os hebreus, quando saíam do Egito, tiveram o conforto de usufruir, na noite fria e escura do deserto, da companhia de uma nuvem de fogo: “E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite” (Êx 13.21; grifo do autor). O fogo aquece: “E os bárbaros usaram conosco de não pouca humanidade; porque, acendendo uma grande fogueira, nos recolheram a todos por causa da chuva que caía, e por causa do frio” (At 28.2).

O fogo também purifica, por exemplo, as escórias de metais: “Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1.7).

Analisando estas funções naturais do fogo, podemos afirmar que, no sentido espiritual, o Espírito Santo desempenha as mesmas funções na vida do pecador e na vida do cristão.

Vento

O vento é invisível, porém, real. Não podemos tocá-lo, mas ele nos toca. No momento de intenso calor, o vento refresca trazendo a brisa suave. Independente do ser humano querer ou não, o vento está em constante ação. O Espírito Santo age da mesma forma: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (Jo 3.8). O vento simboliza a obra regeneradora do Espírito Santo na vida da pessoa.

Água

A água acaba com a sede (dessedenta). Sansão tinha ferido mil homens com uma queixada de jumento, mas quase foi fatalmente vencido pela sede: “E como tivesse grande sede, clamou ao SENHOR, e disse: Pela mão do teu servo tu deste esta grande salvação; morrerei eu pois agora de sede, e cairei na mão destes incircuncisos? Então Deus fendeu uma cavidade que estava na queixada; e saiu dela água, e bebeu; e recobrou o seu espírito e reanimou-se; por isso chamou aquele lugar: A fonte do que clama, que está em Leí até ao dia de hoje” (Jz 15.18,19).

O povo hebreu, pensando que morreria de sede, clama a Moisés e o Senhor providencia água: “Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel” (Êx 17.6).

Assim como a água é indispensável na vida do ser humano, o Espírito Santo também o é, pois, tal como a água, o Espírito Santo limpa, refresca e acaba com a sede espiritual do ser humano. Jesus afirmou, no último dia da festa dos Tabernáculos, em Jerusalém: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (Jo 7.37-39).

Óleo ou azeite

O óleo era usado na consagração dos profetas, dos reis e dos sacerdotes. Vejamos alguns exemplos:

Na cabeça de Arão (sumo sacerdote): “É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes” (Sl 133.1).

Na cabeça de Davi (rei): “Achei a Davi, meu servo; com santo óleo o ungi” (Sl 89.20). “Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Rama” (1Sm 16.13).

O candelabro de ouro que ficava no tabernáculo deveria ser aceso à tardinha e permanecer até a manhã do dia seguinte. E, para que o fogo queimasse a noite toda, o azeite era colocado nos recipientes, porque o azeite era um dos elementos usados para a combustão: “Tu pois ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para o candeeiro, para fazer arder as lâmpadas continuamente. Na tenda da congregação, fora do véu que está diante do testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até a manhã, perante o SENHOR; isto será um estatuto perpétuo para os filhos de Israel, pelas suas gerações” (Êx 27.20,21).

Assim, o azeite, ou óleo, era empregado como iluminação, alimento, lubrificação e cura, entre outras coisas. Da mesma forma que o azeite promove tudo isto no sentido natural, o Espírito promove no plano espiritual.

Selo

O selo é sinal de garantia: “Então ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela concebeu dele” (Gn 38.18).

O selo também simbolizava autoridade: “Vivo eu, diz o SENHOR, que ainda que Conias, filho de Jeoiaquim, rei de Judá, fosse o anel do selo na minha mão direita, contudo dali te arrancaria” (Jr 22.24).

Myer Pearlman nos relata um costume muito interessante, com referência ao selo nos dias de Paulo:

O seguinte costume era comum em Éfeso no tempo de Paulo. Um negociante ia ao porto selecionar certa madeira e então a marcava com seu selo – um sinal de reconhecimento da possessão. Mais tarde, mandava seu servo com o selo, e ele trazia a madeira que tivesse o selo correspondente. Neste ato está implícita a idéia de segurança. Assim, o cristão tem a segurança e a garantia da glória que ainda há de vir por meio do selo do Espírito Santo”.

Pomba

A pomba é uma ave muito simples. O Espírito Santo como pomba é um símbolo que manifesta sua natureza inalterável. A pomba também é um símbolo de pureza e inocência. No batismo de Jesus temos um entendimento da Trindade baseado no fato do batismo de Jesus Cristo (Deus homem). No momento do ato, quando o Filho de Deus estava sendo batizado por João Batista, o Espírito Santo desce do céu em forma corpórea de uma pomba, enquanto Deus Pai brada do céu dizendo: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16,17).

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