segunda-feira, 11 de abril de 2011

UMA BREVE PALAVRA SOBRE O INFERNO (Parte II)

Vários significados para o termo Inferno
Ao falar acerca do destino final dos mortos, a Bíblia faz uso de uma variedade de conceitos. É extremamente importante conhecer essas diferenças para não incorrer num entendimento confuso. A tradução Almeida Revista e Corrigida no livro dos Salmos 16.10 diz que a alma de Jesus não ficaria retida no Inferno. Alguém pode perguntar: “Como explicar que a alma de Cristo fosse para o Inferno de fogo?” A versão Almeida Atualizada traduz Inferno, nesse texto, por “morte”, no hebraico Sheol. O equivalente a Sheol, no Novo Testamento, é Hades, e significa a habitação temporária dos mortos. Significa o “além” o “reino dos mortos”. Antes da ressurreição de Cristo todos os mortos iam para o Hades; havia uma separação, tendo os justos de um lado e os ímpios de outro (Lc 16.19-31). Após a ressurreição, Cristo levou os salvos, que ficavam num compartimento do Hades, ao céu (Ef 4.8,9). Sendo assim, após essa ocorrência, o Hades é um local onde os mortos sem a salvação em Cristo aguardam o juízo. Tanto o salmista quanto o escritor Lucas (At 2.27) estão dizendo que o corpo de Jesus não viu a decomposição na sepultura, nem sua alma ficou retida no Hades (Paraíso). O Hades ainda não é o inferno de fogo; o local definitivo é conhecido como Lago de Fogo ou Geenna.  
Segundo o Dicionário Internacional de Teologia (BROWN/COENEM) a expressão hebraica ge hinnon originalmente denotava um vale que ficava ao sul de Jerusalém, o vale do filho de Hinnom (Js 15.8; 18.16; Is 31.9; Jr 32.35; II Cr 33.6). Neste vale eram oferecidos sacrifícios de crianças (II Rs 16.3; 21.6). O rei Josias mandou profaná-lo (II Rs 23.10). De conformidade com Jeremias 7.32; 19.6,7, será o lugar do juízo divino.
Outro termo é abyssos, significa “sem fundo”, “insondável” e que, ainda segundo o mesmo dicionário de Brown e Coenem, significa um lugar específico de terror que se constitui em refúgio para os demônios.
Jesus e o ensino sobre o inferno
Jesus ensinou e falou mais sobre o inferno do que o céu. Os estudiosos dizem que a palavra geenna “aparece doze vezes no Novo Testamento, sendo onze vezes pronunciadas por Jesus e uma por Tiago (5.22,29,30; 10.28; 18.9; 23.15,33; Mc 9.43,45,47; Lc 12.5; Tg 3.6)”.
Jesus advertiu que é melhor perder um dos membros do nosso corpo do que ter todo o corpo lançado no Inferno (Mt 5.29) e isso só faz sentido se entendermos que o inferno é um local terrível de tormento eterno. Se não existisse um local nessas proporções, que diferença faz ir para lá faltando um dos membros ou com o corpo completo? Entre outras palavras Jesus está dizendo que o pecado nos leva a condenação eterna e que nenhum tipo de pecado deve ser tolerado por nós.
No texto de Lucas (12.5) Jesus informa aos seus discípulos que é melhor temer a Deus do ter medo de alguma pessoa ou de um determinado grupo, pois Deus tem o controle e o poder até mesmo com relação às consequências futuras e eternas. Que mérito teria o poder de Deus, nesse versículo bíblico, se o inferno não existisse?
Aos fariseus hipócritas Jesus disse: “Serpentes! Raça de víboras! Como vocês escaparão da condenação ao inferno?” (Mt 23.33). Ora, porque temeriam ser condenado ao inferno se ele simplesmente não existisse ou que fosse algo inexpressivo e banal?
O que as Seitas ensinam sobre o inferno?
Ninguém perde nada em acreditar no inferno se de fato ele não existe. Agora, se ele existir a despeito da crença de alguém a decepção será eterna e o fim muito terrível. As seitas geralmente negam a existência do inferno como um lugar de tormento eterno.
O espiritismo kardecista diz:
(Jesus) Limitou-se a falar vagamente da vida bem-aventurada, dos castigos reservados aos culpados, sem referir-se jamais nos seus ensinos a castigos corporais, que constituíram para os cristãos um artigo de fé.
A Seicho-No-Ie ensina:
Satanás ou diabo e inferno não são existências verdadeiras, porque Deus não os criou. Como poderia Deus criar o diabo ou o inferno? Ele não faria isso.
As Testemunhas de Jeová perguntam respondendo:
                                   Então, o que é ‘o lago de fogo’ mencionado no livro bíblico de Revelação? Tem significado similar ao da Geena. Não significa tormento consciente, mas, antes, a morte ou destruição eterna.
O Rev.Moon sugere:
                                  O objetivo final da providência divina de restauração é salvar toda a humanidade. Portanto, é a intenção de Deus abolir o Inferno completamente, depois do término do período necessário para o pagamento completo de toda a indenização. Se o Inferno permanecesse eternamente no mundo da criação, mesmo depois da realização do propósito do bem de Deus, o resultado disto seria a contradição de um Deus imperfeito, sem mencionar a resultante imperfeição em seu ideal da criação e em sua providência da restauração.
O Racionalismo Cristão ataca:
                                  Se as organizações religiosas revelassem a verdade aos seus adeptos, no tocante à fantasia dos perdões, da salvação eterna, da mansão celeste, do divino pai, do inferno, do diabo... e de tantas outras invencionices, nenhuma delas se manteria de pé.
                                  Inúmeros daqueles que iludiram o semelhante com promessas do céu e ameaças do inferno, ali também se acham presentes. E o paraíso de todos os materialões e gozadores.
A fé cristã está fundamentada nas Escrituras Sagradas e não em “achismos”, sentimentos pessoais, lucubrações infundadas, do ajoelhar-se diante do racionalismo e da lógica. Ainda que aos nossos olhos esse ensino contradiga o atributo do amor Divino, lembremo-nos que Deus se ira ao contemplar o pecado grassando e destruindo a sociedade. Por mais que seja incompreensível ao nosso intelecto, o inferno é a justa medida de Deus aos ímpios e pertinazes pecadores.
Sola Scriptura!

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