segunda-feira, 1 de agosto de 2011

RESPOSTA CRISTÃ AOS ARGUMENTOS FAVORÁVEIS AO HOMOSSEXUALISMO (Parte I)

Por Gilson Barbosa
Os argumentos rebuscados, em favor da homossexualidade, trouxe certa confiança aos homossexuais, e, com isso não há mais nenhum tipo de receio em se identificar como tal. A ordem midiática é introduzir em novelas, filmes, reportagens, a maior quantidade de pauta homossexual possível. Entre os evangélicos, pessoas que no passado experimentaram a “conversão”, a “regeneração”, a “libertação”, retornaram para o cenário evangélico com ideias revisionistas e aderiram ao inclusivismo. Scott Randall Paine define inclusivismo e o entende como,
“uma tradição religiosa como já contendo, implícita, se não explicitamente, o essencial das verdades e dos valores positivos de outras tradições. Dessa forma, uma atitude positiva pode ser adotada para com elas. Nesse caso seriam possíveis também pelo menos duas formas. O inclusivismo pode afirmar, por um lado, que todas as religiões principais dizem, afinal de contas, a mesma coisa e que, assim, cada uma possui em si o cerne da doutrina, moral e culto verdadeiros, apenas mudando de estilo, de linguagem, de coloração cultural — seria um caso de ‘tema e variações’”. 
Os dois campos de visão, acerca da homossexualidade são: os tradicionalistas (os que acreditam que o padrão moral é a heterossexualidade) e os revisionistas (os que acreditam que o padrão moral deve ser revisto para legitimar a homossexualidade). Em São Paulo foi inaugurada a Comunidade Cidade de Refúgio, (fundada por duas homossexuais “evangélicas”) uma igreja com tendências revisionistas e inclusivistas. Em nome do “amor cristão”, da liberdade de orientação sexual, da fraternidade sem qualquer custo, de uma adoração ecumênica, estamos vivendo em nosso país uma era sem precedentes nas questões de ordem homossexual. Hoje a tendência nacional, entre o seleto público intelectual e formadores de opiniões em geral, é aderir ao modelo revisionista. As opiniões conservadoras e moralistas dos evangélicos são tratadas como intolerantes, fanáticas, retrógradas e incitadoras da violência homossexual. O sucesso que os homossexuais têm conquistado na sociedade, em todos os segmentos, repousa tranquilamente nos seus três fortes argumentos:
Inatismo: A homossexualidade é inata, imutável, inalterável e normalmente aceitável. Desta forma, o próprio Deus a aceita, tolera e admite, pois, em ultima instancia foi Ele mesmo que a ordenou em alguns seres humanos.
Insignificância: Os homossexuais são pessoas decentes, cidadãos, nasceram assim e que, portanto, sua preferencia ou escolha sexual é de somenos importância.
Intolerância: A visão tradicional da homossexualidade é ignorante e promove o sentimento anti-homossexual, o que gera o preconceito e à violência, portanto, é inaceitável.
Estes argumentos são considerados auto evidente, verdadeiro e coletivamente comprovado, e com isso considera-se os que se opõem a eles como homofóbicos. Porém, a Igreja de Cristo, não deve se preocupar com os rótulos que nos serão adjetivados, pois foi convencionada e convocada por Ele não somente para evangelizar, mas influenciar o mundo (Mt 5.13-16). Jesus declarou e combateu publicamente problemas sociais tais como racismo (Jo 4.4-11); abuso de poder (Mt 20.25,26) e hipocrisia religiosa (Mt 6.1,2, 5,6). O apóstolo Paulo reprovava abertamente as “obras infrutíferas das trevas” (Ef 5.11). As polêmicas contemporâneas, discutidas em fóruns públicos e círculos acadêmicos, não devem ser omitidas por nós e sempre que possível devemos participar da cultura social articulando posições e doutrinas bíblicas. Porém, que fique bem inteligível e claro que os evangélicos, por mais que se oponham a causa pró-homossexual, não odeiam os homossexuais e nem devem ser responsabilizados pela violência, que chega até mesmo ao assassinato, sofrida por eles. Obviamente muitos dos evangélicos trabalham, estudam, convivem familiarmente ou amigavelmente com homossexuais. Porém, temos posições bem definidas e não somos favoráveis a ideologia categórica – são coisas totalmente distintas. Devido aos desafios contemporâneos em questão, analisemos brevemente os três argumentos, recorrido pelos homossexuais e simpatizantes da causa. Nessa postagem comentaremos apenas o primeiro argumento.
PRIMEIRO ARGUMENTO: INATISMO
O pretexto de que algumas pessoas simplesmente nascem com disposição à homossexualidade proporciona satisfação e segurança sobre a orientação sexual de cada uma delas. Até mesmo pessoas religiosas chegam ao ponto de dizer que “se há um componente genético em questão, então isto não é um defeito, que culpa a pessoa tem?”. Outros religiosos, sem saber como responder a este argumento, sentem-se vulneráveis pensando que sua posição contrária está dominada pressupostamente por crenças religiosas, manipuladas pelo líder responsável por ensinar estas crenças. Nesta linha de pensamento alguns tem mudado sua posição e apoiado a ideologia e os direitos dos homossexuais.  
A questão é que se a homossexualidade é inata, ela pode e deveria ser enquadrada como raça ou gênero, identificando-os com os grupos minoritários existentes. Desta forma, a classe oprimida também possui direitos civis, e, entender de outra forma, segundo eles, é indignidade e opressão humana. Por fim, os que são contrários a causa pró-homossexual não somente se opõem, mas lutam contra os direitos de uma classe subjugada. Acreditar na homossexualidade inata é ter de aceitar o fato como uma causa natural e promover uma propaganda onde o pensamento tradicional (heterossexualidade) deve ser revisto, pois o próprio Deus deve ter criado essa condição.
Dois pontos devem ser observados: Primeiro, os estudiosos cristãos mostram que não devemos desqualificar as pesquisas biológicas, favoráveis ao inatismo, e menos ainda os pesquisadores, acusando-os de algum tipo de envolvimento político. Devemos, sim, é encontrar uma maneira de refutar, mesmo admitindo ou aceitando a possibilidade da pesquisa ser verossímil. Segundo, refutar a teoria do inatismo para manter a posição bíblica de que a homossexualidade é imoral não explica nem resolve a questão se a condição homossexual possui, se é que possui, origens genéticas ou biológicas. Se fosse possível admitir uma origem genética e biológica à homossexualidade isso não conclui que o homossexualismo seja moralmente correto – são coisas díspares. Certos especialistas alegam e acreditam que o alcoolismo, a obesidade, a violência, a promiscuidade sexual, são de alguma maneira influenciada pelos genes, mas, estas condições ainda que inatas não devem ser legitimadas moralmente. Em outras palavras, a avaliação consensual dos especialistas é que “inato” não é sinônimo de “bom”, muito menos significa algo necessariamente bom. Ignorando a natureza pecaminosa no ser humano os especialistas e estudiosos não cristãos denominam essa condição humana de determinismo biológico.
Em contrapartida, a postura e a teologia cristã testemunha o fato de que o ser humano possui uma natureza dominada pelo pecado. Defender o que diz os especialistas, teologicamente, é admitir que algumas pessoas foram destinados à homossexualidade. Mas, defeitos de nascimento ou de inclinações anormais é comportamento contrário ao bem do coletivismo social e não podem nem devem ser atribuído a um Deus amoroso. Respondendo a indagação dos fariseus sobre o divórcio, Jesus respaldou a manutenção do casamento dizendo que “no princípio, o Criador os fez homem e mulher” (Mt 19.4). David lamenta que “era pecador desde o seu nascimento” (Salmos 51.5) e Paulo ratifica a natureza inata do pecado e a nossa luta em curso com ele (Rm 6-7). O pecado de Adão trouxe implicações espirituais e também físicas (Gn 3.17-19 cp Rm 5.12-20). Desde o nosso nascimento manifestamos a natureza do pecado e pelejaremos com ela até a morte.
A orientação ou atração homossexual é uma das muitas manifestações da natureza humana decaída, e o comportamento homossexual é uma resposta deliberada e imoral para esse tipo de atração. Mesmo admitindo que orientação homossexual seja involuntária e que é uma combinação de fatores biológicos, psicológicos, as pessoas não escolhem ser atraídas para isso, do mesmo modo que não optamos por ter nascido com uma natureza humana pecaminosa. A probabilidade é que a orientação homossexual tem origem no curso processual de desenvolvimento de uma pessoa ao invés de ser determinada no nascimento. Seja qual for a sua causa da homossexualidade a orientação homossexual é geralmente descoberto, não escolhido. Homossexualidade não escolhida, não justifica nem moraliza sua orientação e conduta sexual, ou seja, a pessoa pode escolher se agirá com base nessa orientação da mesma forma que cada um escolhe agir com base em sua natureza pecaminosa. Segundo Joe Dallas, do Christian Research Journal, “as condições podem até ser involuntárias, mas os atos são escolhidos” – esse fato demonstra a culpabilidade moral dos homossexuais.  
Em primeiro lugar, a resposta ao inatismo da homossexualidade deve ser encarada como muitas outras tendências sexuais cujo surgimento aconteceu ainda cedo na vida e que permanecerão enraizados durante toda a vida, e, embora a orientação homossexual não possa ser escolhida, o comportamento homossexual é nitidamente escolhido, e desta forma são moralmente culpados diante de Deus. Em segundo lugar, a não escolha à homossexualidade, reivindicada pelos especialistas e pelos homossexuais, não comprova necessariamente a tese positiva do inatismo. Outros especialistas explicam que ainda não está claro qual o papel que fatores genéticos, biológicos, ou outros desempenham na formação de desejos homossexuais. Por fim, “inato” não significa “normal” ou que Deus permitiu ou ordenou a homossexualidade. Muitas condições no ser humano são inatas, mas sua origem não determina a sua normalidade ou moralidade. Quando um homossexual diz “o que posso fazer, nasci assim” sua justificativa não alcança o padrão objetivo e substancial, requerido por Deus para a sexualidade humana.

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